A AÇÃO QUE ESTÁ REVOLUCIONANDO A INFRAESTRUTURA DO BRASIL E PODE SUBIR 50%. BAIXE UM MATERIAL GRATUITO

2019-11-01T07:19:23-03:00
Olivia Bulla
Olivia Bulla
Olívia Bulla é jornalista, formada pela PUC Minas, e especialista em mercado financeiro e Economia, com mais de 10 anos de experiência e longa passagem pela Agência Estado/Broadcast. É mestre em Comunicação pela ECA-USP e tem conhecimento avançado em mandarim (chinês simplificado).
A Bula do Mercado

Dados fecham semana agitada por BCs

Produção industrial no Brasil e criação de emprego nos EUA calibram apostas sobre rumo dos juros em 2020, após sinalizações do Fed e Copom nesta semana

1 de novembro de 2019
5:29 - atualizado às 7:19
Touro com óculos na frente do logo da B3, bolsa brasileira | Ibovespa
Dúvidas sobre guerra comercial resgatam cautela nos negóciosImagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Já é novembro e o penúltimo mês de 2019 começa trazendo como destaque dados sobre a atividade no Brasil e o emprego nos Estados Unidos. Após as sinalizações do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed) nesta semana, os números tendem a calibrar as apostas sobre o rumo dos juros em 2020. Afinal, o mercado financeiro ainda não se convenceu de que os estímulos por parte de ambos os BCs terminam neste ano.

Lá fora, os ruídos em torno da assinatura do acordo comercial de primeira fase entre Estados Unidos e China neste mês reforçam a expectativa de que o ciclo de cortes do Fed terá de ser retomado no ano que vem, em meio à desaceleração da economia e às chances remotas de um entendimento sino-americano de longo prazo. Por aqui, o debate é se a última queda da Selic será em dezembro ou se cabem ajustes adicionais no início de 2020.

Essas incertezas provocaram ajustes nos ativos domésticos ontem, com o dólar voltando a ser negociado acima de R$ 4,00, e também em Wall Street, o que penalizou o Ibovespa - influenciado também pelo balanço do Bradesco. Já neste primeiro dia do novo mês, os mercados no exterior resgatam o otimismo, antes dos dados de emprego nos EUA e apesar de a China afirmar que não irá tratar de assuntos espinhosos na negociação comercial.

A maioria das bolsas da Ásia fechou em alta, enquanto os índices futuros das bolsas de Nova York e na Europa indicam uma sessão de ganhos. Os investidores relegam as dúvidas quanto a um acordo comercial abrangente entre EUA e China e se apoiam na expansão da indústria chinesa pelo terceiro mês consecutivo. O indicador calculado pelo Caixin subiu ao maior nível em 32 meses em outubro, a 51,7, de 51,4 em setembro.

O número se contrasta com o indicador oficial, que apontou recuo da atividade industrial na China pelo sexto mês seguido no mesmo período, e mostra que a melhora foi impulsionada pelos novos pedidos de exportação, que atingiram o maior nível desde fevereiro de 2018, além da confiança dos negócios nos próximos 12 meses. Em reação, Xangai subiu quase 1%, enquanto Hong Kong avançou 0,65%. Tóquio, por sua vez, recuou 0,3%.

Nos demais mercados, o petróleo está na linha d’água, dividido entre cortes de produção nos Estados Unidos e ganhos de oferta na Arábia Saudita, assim como o ouro. Entre as moedas, o dólar perde terreno para o euro e a libra, bem como para moedas correlacionadas às commodities, como o xará australiano.

Indústria e payroll em destaque

A agenda econômica desta sexta-feira começa com os números da produção industrial brasileira, que deve crescer pelo segundo mês consecutivo, em +0,8% em setembro em relação a agosto. Na comparação com um ano antes, a atividade deve interromper uma sequência de três resultados negativos seguidos e avançar 1,5%.

Os números efetivos serão divulgados às 9h e também devem lançar luz sobre o desempenho da indústria no terceiro trimestre deste ano. Antes, sai o índice de preços ao consumidor (IPC) da FGV em outubro (8h) e, depois, é a vez dos indicadores da CNI para a indústria (11h). À tarde, têm os dados da balança comercial no mês passado (15h).

Já o relatório de emprego nos EUA (payroll) deve mostrar a criação de 100 mil postos de trabalho em outubro, com a taxa de desemprego subindo de 3,5% para 3,6%. A previsão é de que os números sejam impactados pela greve na General Motors (GM), que começou em meados de setembro e durou cerca de 40 dias.

Seja como for, o payroll deve confirmar que está em curso uma desaceleração nas contratações, porém, ainda sem impactar no ganho médio por hora. A previsão para os salários é de alta de 0,2% em base mensal e de +3% em base anual. Ainda na agenda econômica norte-americana, saem dados da indústria e da construção civil, às 11h.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Foi tudo graças à peak inflation

11 de agosto de 2022 - 11:07

Imagine dois financistas sentados em um bar. Um desses sujeitos é religioso, enquanto o outro é ateu. Eles discutem sobre a eventual existência de bull markets

MARKET MAKERS

Os princípios: Conheça Ray Dalio, gestor do maior hedge fund do mundo, e seu manual para conseguir o que deseja na vida

11 de agosto de 2022 - 10:47

O livro Princípios se propõe a ser um manual sobre vida e trabalho que Dalio resolveu escrever contendo seus critérios de tomada de decisão que colecionou ao longo da sua vida

Cadê o retorno?

XP (XPBR31) na berlinda: JP Morgan corta recomendação para neutro e diz que o mercado quer ver lucro

11 de agosto de 2022 - 10:33

O JP Morgan mostrou-se preocupado com o salto nos custos e despesas da XP (XPBR31) no trimestre, o que pressionou as margens da empresa

ACELERANDO NA RETA

Bitcoin (BTC) busca os US$ 25 mil, mas alta é ofuscada por disparada de 12% do ethereum (ETH); confira que movimenta as criptomoedas hoje

11 de agosto de 2022 - 10:09

Os investidores estão otimistas com a atualização do ethereum: em julho deste ano, o ETH acumulou alta de 57,7% e sobe 14,9% nos primeiros dias de agosto

NADA DIPLOMÁTICO

Paulo Guedes fala em “ligar o foda-se” para França, maior empregador estrangeiro no Brasil

11 de agosto de 2022 - 9:36

O país europeu é terceiro que mais investe no Brasil; as exportações para a França vêm crescendo 18% neste ano

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies