O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O resultado ficou abaixo das projeções dos analistas, que previam prejuízo de R$ 2,35 bilhões. A receita líquida anual foi de R$ 34,5 bilhões, alta de 3,2% ante 2017.
Em meio a uma grande crise, a BRF está tentando virar o jogo, mas o resultado divulgado hoje ao mercado está longe disso. Em 2018, a empresa registrou um prejuízo de R$ 4,46 bilhões, quatro vezes maior que o prejuízo registrado em 2017, que foi de R$ 1,1 bilhão. O prejuízo de 2017 era, até então, o maior da sua história.
O resultado ficou abaixo com as projeções dos analistas, que previam prejuízo de R$ 2,35 bilhões. A receita líquida anual foi de R$ 34,5 bilhões, alta de 3,2% ante 2017. O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) Ajustado somou R$ 2,61 bilhões, queda de 8,4% ante o Ebitda Ajustado de R$ 2,8 bilhões de 2017.
Segundo a empresa, o prejuízo reflete o impacto patrimonial de R$ 2,5 bilhões relativo às vendas de ativos na Europa, Argentina e Tailândia, além de despesas de quase R$ 1 bilhão atreladas à Operação Carne Fraca/Trapaça e da reestruturação corporativa que está em curso.
No quarto trimestre, a empresa teve prejuízo de R$ 2,1 bilhões, resultado pior que um ano antes, quando o prejuízo foi de R$ 784 milhões. Os analistas previam prejuízo de R$ 265,2 milhões no quarto trimestre, segundo a Bloomberg. A receita líquida subiu 7,2% na comparação com o quarto trimestre de 2017, para R$ 9,5 bilhões, enquanto o Ebitda Ajustado subiu 30%, para R$ 841 milhões no quarto trimestre de 2018.
O alto endividamento da BRF é um grande problema para empresa. No final de 2018, a alavancagem (relação entre dívida líquida e Ebitda) foi de 5,12 vezes, o que é uma melhora em relação ao trimestre anterior (6,74 vezes), mas ainda está acima do que no fechamento de 2017, quando ficou em 4,46 vezes.
O caminho para a redução está um pouco mais tortuoso do que o esperado. Por isso, a BRF revisou a sua previsão de alavancagem para o final de 2019 de 3 vezes para 3,65 vezes. No longo prazo, o objetivo é chegar a 1,5 vezes a 2 vezes.
Leia Também
Endividada, a empresa já deixou claro que a rentabilidade da companhia só deve melhorar no ano que vem. Seu plano de emergência previa a venda de R$ 5 bilhões em ativos, mas a empresa conseguirá arrecadar apenas R$ 4,1 bilhões. Uma saída considerada pelo mercado é uma eventual oferta de ações.
Segundo o balanço, a dívida líquida foi de R$ 13,4 bilhões, aumento de 0,7% ante o ano anterior.
A BRF é a maior processadora de alimentos do Brasil, fruto da união da Sadia com a Perdigão depois que a Sadia entrou em colapso financeiro. Dez anos atrás, quando a união foi anunciada, era difícil imaginar que as duas marcas mais fortes do mercado viveriam tantas dificuldades juntas. Mas a vida em sido dura: a BRF por várias trocas de comando, por cortes de empregos, pelo escândalo da Operação Carne Fraca, e passou a ter a JBS como forte concorrente depois que esta comprou a Seara, em 2013.
Agora, sob a gestão de Pedro Parente e com a chegada de Ivan Monteiro (ex-presidente da Petrobras) para o cargo de vice-presidente financeiro e de relações com investidores, a empresa está em fase de reestruturação.
No relatório divulgado hoje, Parente afirmou que 2018 foi o ano mais desafiador da história da empresa, e reconheceu que os resultados “deixam muito a desejar”. No entanto, ele avalia que foi um ano fundamental para a reconstrução da empresa e para o início da sua recuperação. “Foi quando foram plantadas as sementes de mudanças estruturais na estratégia e na sua operação”, declarou.
Embora os desinvestimentos realizados pela companhia tenham afetado o resultado, o dinheiro que virá destas vendas deve fortalecer o caixa em breve. A BRF espera que R$ 2 bilhões oriundos dos desinvestimentos entrem até o final do segundo trimestre de 2019. No final de 2018, a posição de caixa da empresa era de R$ 7 bilhões.
O volume de vendas ficou praticamente estável em 2018, com alta de 1,1% para 4,9 milhões de toneladas.
No Brasil, principal operação da companhia, o volume cresceu 7,1% no ano, para 2,27 milhões de toneladas, ajudado principalmente pelo segmento de aves. Os preços médios no mercado brasileiro permaneceram estáveis, mas os grãos (usados para a ração animal) aumentaram de preço, o que reduziu a margem bruta anual de 25,2% para 20,3% no segmento Brasil.
No mercado muçulmano, o volume cresceu 5,7% no ano, para 1,14 milhão de toneladas.
O grande desafio ficou por conta do segmento internacional, que viu as vendas caírem 16% em volume, para 1,04 milhão de toneladas, com quedas por volta de 30% nos embarques de suínos e processados.
As exportações foram afetadas pelas restrições de volume para Europa e Rússia e pelas medidas antidumping temporárias da China. Os embarques também sofreram um baque depois que a Operação Trapaça provocou a exclusão de 12 unidades da BRF da lista de estabelecimentos aprovados para exportar para a União Europeia. Somadas à alta dos grãos, estas restrições causaram uma queda de 7 pontos porcentuais na margem bruta, que passou de 14,5% para 7,6% no ano.
O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
Regulador cita fragilidade financeira e irregularidades; grupo já estava no radar de investigações
Data de corte se aproxima enquanto caixa turbinado muda o jogo para quem pensa em investir na ação da farmacêutica
Projeções de proventos ganham fôlego com revisão do banco; veja o que muda para o investidor
Nova estrutura separa operações e cria uma “máquina” dedicada a um dos segmentos mais promissores do grupo; veja o que muda na prática
A JBS ainda considera que o cenário de oferta de gado nos EUA seguirá difícil em 2026, com o boi se mantendo caro para os frigoríficos devido à baixa no ciclo pecuário
No entanto, enquanto ela olhava para dentro de seu negócio, as concorrentes se movimentavam. Agora, ela precisará correr se quiser se manter como uma competidora relevante no jogo do varejo brasileiro
Em participação no Imersão Money Times, em parceria com a Global X, Caio Gomes, diretor de IA e dados do Magalu, explica quais foram as estratégias para adoção da tecnologia na varejista
Após a recuperação judicial nos Estados Unidos, quase fusão com a Azul e OPA, a companhia vai voar para longe da bolsa
Com papéis na casa dos centavos, varejista tem prazo para reagir; saída de presidente do conselho adiciona pressão
Após reduzir alavancagem, varejista busca agora melhorar a qualidade do funding; entenda
A Americanas estava em recuperação judicial desde a revelação de uma fraude bilionária em 2023, que provocou forte crise financeira e de credibilidade na companhia. Desde então, a empresa fechou lojas, reduziu custos e vendeu ativos
Companhia propõe cortar piso de distribuição para 1% do lucro e abre espaço para reter caixa; investidor pode pedir reembolso das ações
Pagamento anunciado pelo banco será realizado ainda em 2026 e entra na conta dos dividendos obrigatórios
Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações
Com o aumento dos investimentos, as margens continuam comprimidas, então o retorno para acionistas não deve vir no curto prazo, acredita o banco. Entrada no segmento farmacêutico também deve ser gradual, com projeto piloto lançado ainda neste ano
Banco vê espaço para revisões positivas de lucro, impulsionadas por minério mais caro, disciplina de capital e resiliência da demanda chinesa
Apple lança update com foco em segurança, entretenimento e acessibilidade, em sintonia com discussões como a Lei Felca
Fundo minoritário propõe injetar capital novo na operação, mas exige antes reconfigurar a governança da companhia; entenda