🔴 ‘OPERAÇÃO  IKKI-TOUSEN’ – MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 250x DE FORMA AUTOMATIZADA – SAIBA COMO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Deu ruim

Venda da Braskem à Lyondell emperra e complica a situação da Odebrecht

Fator número um para a reticência da Lyondell em comprar a Braskem seria a incerteza gerada pelo projeto de extração de sal-gema em Alagoas

Odebrecht
Imagem: shutterstock

A situação do Grupo Odebrecht, um dos pivôs da Operação Lava Jato, deve ficar ainda mais complicada com os revezes que surgiram no negócio visto como a "tábua de salvação" do conglomerado: a venda da Braskem. Tida como a "joia da coroa" da Odebrecht, a petroquímica está sendo negociada com a holandesa LyondellBasell. Mas, de acordo com quatro fontes próximas à transação, que poderia trazer cerca de R$ 20 bilhões ao grupo, as negociações esfriaram na esteira de uma série de más notícias envolvendo a Braskem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo o jornal 'O Estado de S. Paulo' apurou, o fator número um para a reticência da Lyondell em comprar a Braskem seria a incerteza gerada pelo projeto de extração de sal-gema em Alagoas. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o processo de obtenção da matéria-prima afetou a estrutura geológica de bairros de Maceió, causando afundamento de terrenos e rachaduras em construções na cidade. Fonte ligada às negociações com a Lyondell classificou a situação como "um desastre".

O Ministério Público de Alagoas pediu bloqueio de R$ 6,7 bilhões da empresa. A Justiça Estadual contingenciou R$ 100 milhões e impediu a distribuição de R$ 2,7 bilhões aos acionistas da Braskem - o que tirou mais de R$ 1 bilhão da holding Odebrecht em momento de dificuldade de caixa. A questão, disse fonte próxima à situação, é que a Lyondell não quer se arriscar em comprar a Braskem enquanto essa conta não for definida. O caso seguiu para a Justiça Federal.

Em relação à questão da extração de sal-gema, a Braskem diz que vem "realizando uma série de estudos geológicos na região" para definir soluções para o bairro. A empresa afirma estar colaborando com as autoridades na questão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro fator que pesou para o esfriamento da venda foi a suspensão das negociações dos papéis da Braskem na Bolsa de Nova York (Nyse) pela não entrega do formulário 20-F de 2017. A empresa diz que trabalha para resolver a situação, mas precisa que a consultoria PwC avalize as mudanças em processos que está tentando implementar - caso isso ocorra, ela pode voltar a ser negociada na Bolsa, e não mais no mercado secundário.

Leia Também

COMBUSTÍVEIS

Mais caixa e dividendos no tanque: Santander divulga novo preço-alvo para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), com potencial de alta de 27%

NA BERLINDA

“Sem saída fácil”: Braskem (BRKM5) despenca mais de 13% após UBS BB rebaixar ação e cortar preço-alvo em 74%

Como se os obstáculos não bastassem, houve piora global no setor, o que levou a Braskem a um desempenho mais fraco do que o esperado no primeiro trimestre. Como consequência, as ações da Braskem perderam cerca de um terço de seu valor em relação ao "pico" atingido em outubro do ano passado. Ontem, o papel da companhia fechou a R$ 42,82.

Por fim, a empresa ainda enfrentou novas denúncias de desvio de dinheiro envolvendo Maurício Ferro, cunhado de Marcelo Odebrecht, quando o executivo ainda trabalhava na petroquímica. O Ministério Público fez, em fevereiro, um aditamento a uma denúncia antiga, de envio de US$ 8 milhões que considerou ilícitos ao exterior. A defesa de Ferro pediu a rejeição do aditamento, dizendo tratar-se de remuneração lícita.

Efeitos. As complicações na venda da Braskem atingiram em cheio a Odebrecht, cuja dívida seria de R$ 70 bilhões, sem contar débitos de Braskem e da Ocyan (negócio de soluções para o setor de óleo e gás), apurou o Estado. A Odebrecht, oficialmente, diz que a dívida é de R$ 60 bilhões e inclui a Ocyan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Boa parte dos débitos do grupo está em fase de renegociação. Embora parte dos credores rejeite a recuperação judicial, pessoas próximas à companhia dizem que, em alguns negócios, talvez essa seja a única alternativa. O bloqueio dos dividendos da Braskem só ampliou os problemas do grupo.

A construtora OEC está reestruturando uma dívida de US$ 3 bilhões com detentores de títulos, chamados de bondholders. As negociações estão lentas e não devem ser concluídas no curto prazo. Nesse caso, por se tratarem de investidores pulverizados, é provável que a empresa tenha de fazer uma recuperação extrajudicial.

Já a Atvos (braço agroindustrial) e a Odebrecht Realizações (do setor imobiliário) são "candidatas" à recuperação judicial. A Atvos, que reestruturou sua dívida em 2016, vive a situação mais complicada. Há alguns meses, a empresa atrasou o pagamento para o fundo americano Lone Star, que entrou na Justiça e conseguiu o arresto de parte de sua produção. A dívida da empresa soma cerca de R$ 11 bilhões. A OR tem dívida menor, mas também não chegou a acordo com credores.

Uma boa notícia para a Odebrecht nesta semana foi a venda do prédio sede da empresa, por R$ 500 milhões, antecipada pela Coluna do Broadcast. O valor do negócio será usado com gastos do dia a dia, segundo fontes próximas a empresa. O dinheiro trouxe alívio momentâneo para a empresa, dizem fontes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em nota, a Odebrecht afirmou que "o grupo está confiante no avanço das negociações, que são complexas, demandam tempo e, como ocorre em temas dessa natureza, estão sujeitas a interpretações ou especulações". A Lyondell afirmou à Bloomberg, no dia 15, que "ficaria surpresa" caso não tome decisão sobre a Braskem até o terceiro trimestre.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fachada de prédio da Petrobras (PETR4) 15 de setembro de 2026 - 19:26
Logo da companhia JBS, ao fundo céu azul e árvores espelhados na fachada do prédio 15 de setembro de 2026 - 19:14
Weg (WEGE3) 15 de setembro de 2026 - 17:52
Em um fundo com cifrões caindo do céu, o símbolo da Vivo aparece no centro da imagem 14 de setembro de 2026 - 19:10
Vale 14 de setembro de 2026 - 18:31
Touro amarelo com investidor em cima dele em direção para o alto, representando um bull market do Ibovespa e da bolsa brasileira 14 de setembro de 2026 - 17:58
Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar a temporada de balanços de bancos Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3). 14 de setembro de 2026 - 16:32
Montagem ilustrativa mostra Cleusa Maria segurando um bolo em primeiro plano, diante do interior de uma loja da Sodiê Doces. Ao fundo são vistos vitrines de doces, mesas, cadeiras, decoração com balões e a identidade visual da marca. A composição foi criada digitalmente e não corresponde a uma fotografia única de uma situação real. 14 de setembro de 2026 - 7:07
Logo do Banco BRB 13 de setembro de 2026 - 15:44
Usiminas (USIM5), Vale (VALE3), CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3) 11 de setembro de 2026 - 14:15
11 de setembro de 2026 - 11:40
David Vélez, fundador e CEO do Nubank, durante evento de lançamento em Miami. 10 de setembro de 2026 - 13:41
Logo da BB Seguridade (BBSE3) 10 de setembro de 2026 - 11:33
Imagem mostra um panda comendo um bambu em zoológico 10 de setembro de 2026 - 10:52
ID da foto:1307414278 9 de setembro de 2026 - 17:57
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar