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2019-06-04T18:25:19-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
Más notícias para a Odebrecht

Azedou! LyondellBasell desiste de compra e ações da Braskem desabam

A Braskem disse que seguirá em busca de oportunidades que tenham o potencial de agregar valor à empresa. As ações chegaram a cair mais de 20% no pior momento do dia

4 de junho de 2019
11:07 - atualizado às 18:25
Fábrica da Braskem
Fábrica da Braskem em Mauá. - Imagem: Nilton Fukuda/ Estadão Conteúdo/AE

As conversas entre a LyondellBasell e a Odebrecht já estavam esfriando e agora é oficial: a empresa holandesa desistiu da compra da fatia da Braskem que pertencia à empresa. A decisão foi informada nesta terça-feira (4), em comunicado ao mercado.

Com o anúncio, as ações PNA da Braskem (BRKM5) sofreram forte impacto e fecharam em queda acentuada de 17,11%, a R$ 34,15 — o pior desempenho do Ibovespa. Na mínima, os papéis chegaram a ser negociados a R$ 32,88, uma queda de 20,18%.

A negociação com a LyondellBasell envolvia 100% da fatia da Odebrecht no capital da Braskem. A empresa holandesa informou em seu comunicado que a operação com a Braskem era interessante, mas que após análise cuidadosa as empresas decidiram não seguir com a tratativa.

Em nota, a Braskem  disse ter sido informada pela Odebrecht da desistência do negócio e que agora seguirá em busca de oportunidades que tenham o potencial de agregar valor à empresa e aos seus acionistas.

Na semana passada, a imprensa já havia noticiado rumores de que a conversa entre as empresas havia emperrado. Caso fosse concretizado, o negócio poderia render cerca de R$ 20 bilhões aos cofres da Odebrecht, que passa por momentos delicados. O grupo vive uma uma crise financeira que se arrasta como desdobramento da Operação Lava Jato, da qual foi pivô.

A gota d'água para o negócio desandar pode ter sido a entrada em recuperação judicial de outra empresa do Grupo Odebrecht, a Atvos, que tem ações da Braskem como garantia para a sua dívida de quase R$ 12 bilhões. Agora, a expectativa é que outras empresas do grupo sigam o mesmo caminho.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, além da incerteza jurídica gerada pela recuperação judicial da Atvos, o projeto de extração de sal-gema em Alagoas, que afetou a estrutura geológica de bairros de Maceió, também trouxe problemas para a concretização do negócio e contribuiu para a desistência da empresa holandesa.

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