BR Distribuidora vende menos combustível, mas lucra 93% mais no 1º trimestre com empurrãozinho da Eletrobras
Com lucro de R$ 477 milhões, empresa foi ajudada pelo reconhecimento de dívidas de distribuidoras e ex-distribuidoras de energia da Eletrobras, no montante de R$ 181 milhões.

A BR Distribuidora, empresa de combustíveis operada pela Petrobras, teve lucro líquido de R$ 477 milhões no primeiro trimestre de 2019, alta de 93,1% em comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa foi ajudada pelo reconhecimento de dívidas de distribuidoras e ex-distribuidoras de energia da Eletrobras, no montante de R$ 181 milhões.
Apesar da alta, o resultado ficou um pouco abaixo do esperado pelos analistas, que previam lucro líquido de R$ 541,5 milhões no primeiro trimestre. A empresa patinou em relação às vendas, mostrando uma retração em todas as frentes de negócio.
Maior empresa de postos de combustíveis do País, a BR Distribuidora registrou Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado de R$ 841 milhões, alta de 8,7%. A receita líquida ficou praticamente estável e recuou 0,3% para R$ 22,43 bilhões.
Ajuda da Eletrobras
Este não é o primeiro balanço da BR a ser ajudado pelo reconhecimento de dívidas relativas à Eletrobras. Foi há quase um ano, em 30 de abril de 2018, que a Eletrobras e suas distribuidoras de energia - Eletrobras Amazonas, Eletrobras Roraima, Eletrobras Rondônia e Eletrobras Acre - firmaram instrumentos de confissão de dívida com a BR no valor atualizado de R$ 4,6 bilhões.
Segundo a empresa, o acordo prevê 36 prestações mensais. Até 30 de abril de 2019, a empresa já havia recebido 12 parcelas, totalizando R$ 2,172 bilhões de reais.
Tanque meio vazio
Apesar da alta expressiva no lucro, a empresa sofreu uma queda nas vendas nos primeiros três meses do ano. As vendas consolidadas somaram 9,76 bilhões de litros, o que representa uma queda de 3,4% na comparação anual.
Leia Também
Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal
Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?
Os três produtos mais relevantes da empresa tiveram recuo nas vendas: o diesel para setor não térmico recuou 2,4% para 3,95 bilhões de litros, enquanto as vendas de combustíveis para motores de ciclo otto caíram 1,8% para 3,15 bilhões de litros. No setor de aviação e outros, o recuo foi de 2,2% para 2,19 bilhões de litros.
Outros mercados de menor expressão tiveram uma queda ainda maior, com destaque para queda de 52% na venda de diesel para térmicas, recuo de 20,9% no óleo combustível para não térmicas e de 14,6% nas vendas de óleo combustível para térmicas.
E as vendas por mercado?
A rede de postos, responsável por mais da metade dos negócios da empresa, teve um volume de vendas 2% menor do que no primeiro trimestre de 2018, somando 5,3 bilhões de litros. Segundo a empresa, isso se explica pelo menor volume de diesel e pela maior participação do etanol no mix do ciclo otto. A queda nos volumes levou a uma retração de 2,8% na receita líquida da rede de postos, que ficou em R$ 13 bilhões.
Mesmo assim, a empresa destacou que teve melhores margens médias de comercialização e melhor gestão do portfólio de clientes, o que levou a um aumento de 5,1% no lucro bruto da rede de postos, para R$ 889 milhões.
A companhia expandiu sua rede de postos em 297 unidades em comparação com o primeiro trimestre do ano passado, chegando a 7,703 mil unidades.
Foram investidos no primeiro trimestre um montante total de R$ 284 milhões no embandeiramento e manutenção da rede. Deste total, R$ 181 milhões foram destinados às bonificações antecipadas aos revendedores, R$ 74 milhões aos bônus por performance e R$ 28 milhões aos financiamentos para as revendas.
Outros mercados
O mercado de grandes consumidores teve recuo de 7,5% nas vendas, para 2,3 bilhões de litros. Entre os grandes consumidores da empresa estão empresas de siderurgia, mineração, papel e celulose, cimento, transporte e agronegócio, além de termelétricas.
Segundo empresa, a queda para grandes consumidores se explica principalmente por reduções no fornecimento de óleos combustível e diesel para térmicas.
O mercado de aviação foi outro a esfriar no primeiro trimestre, com queda de 3,7% no volume de vendas. O negócio de mercados especiais – que inclui coque, produtos químicos, energia e asfaltos – registrou queda de 1% nas vendas.
Dívida em queda
A dívida líquida da BR no fim de março era de R$ 2,37 bilhões, queda de 30,5% em relação à mesma data do ano passado. Segundo a empresa, isso se explica pela geração de caixa livre no ano e pelos recebimentos relacionados aos instrumentos de confissão de dívidas firmados com as subsidiárias da Eletrobras.
A alavancagem, indicador que mede a relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, foi de 0,9 vez, abaixo da alavancagem de um ano antes, que era de 1,1 vez.
Fique de olho
Depois do balanço, o mercado seguirá atento a notícias sobre o processo de privatização da BR Distribuidora. A Petrobras já anunciou que prepara uma operação para vender uma parcela das ações que detém na empresa.
Hoje, a estatal tem 70% da BR Distribuidora, mas esta fatia deve ficar abaixo de 50% após a venda dos papéis, que ocorrerá por meio de uma oferta de ações na B3. A empresa estreou na bolsa em dezembro de 2017.
GORDURA NO CAPITAL?
Méliuz (CASH3) diz que tem capital demais e quer ‘cortar’ R$ 160 milhões da própria conta; entenda
4 de setembro de 2026 - 16:37Conteúdo BTG Pactual
Em busca do próximo milionário: A maior competição de trading do país encerra as inscrições em 6 de setembro; veja como se inscrever
4 de setembro de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #286
Casas Bahia, Habib’s e mais: por que tantas empresas no Brasil estão quebrando?
4 de setembro de 2026 - 15:33MUDANÇAS EM BRASÍLIA
IRB (IRBR3): essa mudança de lei pode colocar mais de 20% de valorização no bolso de quem tem a ação; entenda
4 de setembro de 2026 - 11:02NOVA PROVA DE FOGO?
Sabesp (SBSP3) decepcionou no 2T26, mas ação ainda pode subir 40%; XP revela o que falta para destravar a alta
4 de setembro de 2026 - 10:30EXPANSÃO INTERNACIONAL
Revolut bate à porta de Wall Street: fintech recebe aval para virar banco nos EUA até 2027
3 de setembro de 2026 - 16:24DA ÁGUA PARA O VINHO
Duplo twist carpado: BofA dá ‘duplo upgrade’ em Magazine Luiza (MGLU3) após disparada da ação e acordo com Mercado Livre
3 de setembro de 2026 - 15:25MAIS UMA LIQUIDAÇÃO
Adeus, Trustee: BC liquida distribuidora ligada ao caso Banco Master; Banvox também entra na lista
3 de setembro de 2026 - 12:42SD ENTREVISTA
Wiz Co (WIZC3) quer transformar a carta de consórcio em passaporte para um mercado de R$ 500 bilhões
3 de setembro de 2026 - 12:33LIDERANÇA DE DÉCADAS
Após 24 anos, Steinbruch deixa cargo de CEO da CSN (CSNA3) e outro peso-pesado assume; ação dispara no Ibovespa
3 de setembro de 2026 - 9:08CEDO PARA COMEMORAR?
Banco do Brasil (BBAS3): por que nem a melhora do agro convence a XP a investir na ação?
2 de setembro de 2026 - 15:08BOM PRA CACHORRO
Petz Cobasi (AUAU3) mostra os dentes — veja por que Itaú BBA vê potencial de alta de 32% para a ação
2 de setembro de 2026 - 13:20DOIS 'TIMES' PARA AS ELEIÇÕES
Lula x Flávio Bolsonaro: Citi revela as ações favoritas de bancos se Lula vencer — e onde aposta se Flávio levar
2 de setembro de 2026 - 11:22HISTÓRIA DE UM CASAMENTO
O divórcio saiu: Azzas 2154 (AZZA3) será dividida entre Arezzo&Co e Soma — e Farm fica em ‘guarda compartilhada’
2 de setembro de 2026 - 10:19PARCERIA ESTRATÉGICA
Rede D’Or (RDOR3) e Bradsaúde (SAUD3) desembarcam em Minas Gerais com negócio de R$ 130 milhões pelo Biocor
2 de setembro de 2026 - 10:19NÃO PODE CONTRA, JUNTE-SE
Magazine Luiza (MGLU3) se junta ao Mercado Livre (MELI34) para recuperar vendas online — mas Fred Trajano tem outra aposta para o longo prazo
2 de setembro de 2026 - 9:32SE NÃO MINÉRIO, QUEM VAI FAZER VOCÊ FELIZ?
O novo motor de crescimento da Vale (VALE3): por que a aposta em metais de transição é tão importante para a mineradora?
2 de setembro de 2026 - 6:01SD EXPLICA
A Braskem (BRKM5) quebrou? Entenda a crise na petroquímica e saiba se Petrobras (PETR4) pode pagar a conta
1 de setembro de 2026 - 17:30FICOU BARATA?
Safra volta a recomendar Bradsaúde (SAUD3) após tombo na bolsa. Por que o banco vê espaço para alta de mais de 35%?
1 de setembro de 2026 - 15:02O QUE MUDA AGORA