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Se você decidisse montar uma padaria ou qualquer outro comércio ali no começo da década, precisaria obrigatoriamente colocar no caixa duas marcas de maquininhas para aceitar pagamentos no cartão: uma da Rede e outra da Cielo.
A primeira, que tem como dono o Itaú Unibanco, era a única que passava cartões com bandeira Mastercard. Já a outra, que tem como principais acionistas o Banco do Brasil e o Bradesco, tinha exclusividade com a Visa.
Nem preciso dizer que esse território demarcado era extremamente fértil e lucrativo para os bancões. O jogo só começou a virar quando o Banco Central abriu os olhos e decidiu acabar com a exclusividade.
Foi então que começaram a surgir empresas ligadas a outros bancos e também independentes. Para ganhar mercado, os novos competidores derrubaram os preços cobrados dos lojistas e deram início ao que passou a se chamar de “guerra das maquininhas”.
Essa concorrência tem sido ótima não só para os donos de lojas como para os consumidores. Mas até mesmo as guerras precisam seguir certas convenções.
Em uma ofensiva lançada em maio deste ano para recuperar parte do espaço perdido, o Itaú anunciou que os lojistas que fizessem suas vendas no cartão de crédito pelas maquininhas da Rede receberiam o dinheiro em dois dias, em vez dos 30 dias tradicionais.
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Só que quando a esmola é demais o santo desconfia. E o Cade também. Saiba por que as armas usadas pelo Itaú na guerra das maquininhas chamaram a atenção do órgão de defesa da concorrência.

Os investidores terminaram a semana da mesma forma que começaram: comprando ações e vendendo dólar. Após a queda de ontem, o Ibovespa voltou a subir, embora tenha ficado distante das máximas do dia, quando chegou a superar os 108 mil pontos, e o dólar caiu para a marca dos R$ 4,00. Os bons balanços de Petrobras e Vale e a alta das bolsas lá fora contribuíram para sustentar o otimismo que se instalou após a aprovação da reforma da Previdência. A Julia Wiltgen traz para você tudo o que movimentou os mercados hoje e na semana.
Depois de servir uma degustação em grande estilo com a divulgação dos dados de produção do terceiro trimestre, a Petrobras deixou os investidores com água na boca para o balanço. E o prato principal não decepcionou. O lucro ficou acima do esperado pelos analistas com a queda nos custos de exploração do petróleo, e o endividamento voltou a cair. A companhia aproveitou para servir ainda uma bela sobremesa, na forma de dividendos. O resultado desse banquete se refletiu nas ações da estatal, como você confere nesta matéria.
Não é segredo para ninguém que a queda da Selic a mínimas históricas vai mudar o perfil do investidor. Mas, pelo menos quando o assunto é Tesouro Direto, os investidores aparentemente ainda guardam um apego ao bom e velho título atrelado à variação dos juros. Mesmo com a perspectiva de novos cortes nas taxas, o Tesouro Selic liderou os investimentos entre os papéis do governo disponíveis na plataforma em setembro. O Eduardo Campos traz todos os números nesta matéria.
Jair Bolsonaro nunca escondeu que deseja uma maior proximidade do Brasil com os Estados Unidos. Por isso criou-se uma grande expectativa para a visita do presidente à China. Mas o encontro com o chinês Xi Jinping não só foi bastante amistoso como ainda trouxe a perspectiva de uma série de negócios entre os dois países em várias áreas. Foi o próprio Bolsonaro quem relatou os detalhes da conversa.
O happy hour do Seu Dinheiro contou com um convidado mais do que especial: o nosso colunista Ivan Sant’Anna participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. O Victor Aguiar e o Nicolas Gunkel (que faz sua estreia no podcast) trataram de um tema especial com o mestre: os 90 anos da crise de 1929. Os três comentam as lições, os grandes perdedores e os ganhadores (sim, houve vários) da quebra da bolsa de Nova York. Então som na caixa!
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*Colaboração Fernando Pivetti.
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