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As maquininhas de guerra

25 de outubro de 2019
19:06 - atualizado às 9:37
Selo O Melhor do Seu Dinheiro; investimentos
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Se você decidisse montar uma padaria ou qualquer outro comércio ali no começo da década, precisaria obrigatoriamente colocar no caixa duas marcas de maquininhas para aceitar pagamentos no cartão: uma da Rede e outra da Cielo.

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A primeira, que tem como dono o Itaú Unibanco, era a única que passava cartões com bandeira Mastercard. Já a outra, que tem como principais acionistas o Banco do Brasil e o Bradesco, tinha exclusividade com a Visa.

Nem preciso dizer que esse território demarcado era extremamente fértil e lucrativo para os bancões. O jogo só começou a virar quando o Banco Central abriu os olhos e decidiu acabar com a exclusividade.

Foi então que começaram a surgir empresas ligadas a outros bancos e também independentes. Para ganhar mercado, os novos competidores derrubaram os preços cobrados dos lojistas e deram início ao que passou a se chamar de “guerra das maquininhas”.

Essa concorrência tem sido ótima não só para os donos de lojas como para os consumidores. Mas até mesmo as guerras precisam seguir certas convenções.

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Em uma ofensiva lançada em maio deste ano para recuperar parte do espaço perdido, o Itaú anunciou que os lojistas que fizessem suas vendas no cartão de crédito pelas maquininhas da Rede receberiam o dinheiro em dois dias, em vez dos 30 dias tradicionais.

Leia Também

Só que quando a esmola é demais o santo desconfia. E o Cade também. Saiba por que as armas usadas pelo Itaú na guerra das maquininhas chamaram a atenção do órgão de defesa da concorrência.

Quem é que sobe

Os investidores terminaram a semana da mesma forma que começaram: comprando ações e vendendo dólar. Após a queda de ontem, o Ibovespa voltou a subir, embora tenha ficado distante das máximas do dia, quando chegou a superar os 108 mil pontos, e o dólar caiu para a marca dos R$ 4,00. Os bons balanços de Petrobras e Vale e a alta das bolsas lá fora contribuíram para sustentar o otimismo que se instalou após a aprovação da reforma da Previdência. A Julia Wiltgen traz para você tudo o que movimentou os mercados hoje e na semana.

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Entrada, prato principal e sobremesa

Depois de servir uma degustação em grande estilo com a divulgação dos dados de produção do terceiro trimestre, a Petrobras deixou os investidores com água na boca para o balanço. E o prato principal não decepcionou. O lucro ficou acima do esperado pelos analistas com a queda nos custos de exploração do petróleo, e o endividamento voltou a cair. A companhia aproveitou para servir ainda uma bela sobremesa, na forma de dividendos. O resultado desse banquete se refletiu nas ações da estatal, como você confere nesta matéria.

Dirigindo na contramão

Não é segredo para ninguém que a queda da Selic a mínimas históricas vai mudar o perfil do investidor. Mas, pelo menos quando o assunto é Tesouro Direto, os investidores aparentemente ainda guardam um apego ao bom e velho título atrelado à variação dos juros. Mesmo com a perspectiva de novos cortes nas taxas, o Tesouro Selic liderou os investimentos entre os papéis do governo disponíveis na plataforma em setembro. O Eduardo Campos traz todos os números nesta matéria.

Afinados na economia

Jair Bolsonaro nunca escondeu que deseja uma maior proximidade do Brasil com os Estados Unidos. Por isso criou-se uma grande expectativa para a visita do presidente à China. Mas o encontro com o chinês Xi Jinping não só foi bastante amistoso como ainda trouxe a perspectiva de uma série de negócios entre os dois países em várias áreas. Foi o próprio Bolsonaro quem relatou os detalhes da conversa.

#Sextou com convidado

O happy hour do Seu Dinheiro contou com um convidado mais do que especial: o nosso colunista Ivan Sant’Anna participou da edição desta semana do podcast Touros e Ursos. O Victor Aguiar e o Nicolas Gunkel (que faz sua estreia no podcast) trataram de um tema especial com o mestre: os 90 anos da crise de 1929. Os três comentam as lições, os grandes perdedores e os ganhadores (sim, houve vários) da quebra da bolsa de Nova York. Então som na caixa!

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Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua noite", a newsletter diária do Seu Dinheiro. Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.

*Colaboração Fernando Pivetti.

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