A AÇÃO QUE ESTÁ REVOLUCIONANDO A INFRAESTRUTURA DO BRASIL E PODE SUBIR 50%. BAIXE UM MATERIAL GRATUITO

2019-04-20T15:10:42-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Balanço

Cielo tem lucro de R$ 3,3 bilhões em 2018, queda de 19% e abaixo da expectativa

Empresa de maquininhas de cartão controlada por Banco do Brasil e Bradesco sofre com aumento da concorrência. Projeção média dos analistas apontava para um lucro de R$ 3,5 bilhões no ano

28 de janeiro de 2019
20:21 - atualizado às 15:10
Prédio da Cielo
Imagem: Cielo/Divulgação

Sob pressão diante do aumento da concorrência, a empresa de maquininhas de cartão Cielo, controlada por Banco do Brasil e Bradesco, registrou lucro de R$ 3,286 bilhões no ano passado. Trata-se de uma queda de 19% em relação a 2017.

O resultado também ficou abaixo da média das projeções dos analistas, que apontava para um lucro de R$ 3,506 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.

O volume de transações nos cartões de crédito e débito realizadas com as maquininhas da Cielo registrou aumento de apenas 0,5% em 2018, para R$ 616,7 bilhões.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 12,2% na comparação anual, para R$ 4,635 bilhões.

Enquanto a receita ficou praticamente estável, as despesas da Cielo aumentaram 9,8%. Com isso, a margem da geração de caixa recuou 5,8 pontos percentuais, para 39,7%.

O retorno (yield) de receita líquida da empresa caiu para abaixo de 1% e encerrou o ano em 0,96%. Esse é um sinal de que a Cielo precisou baixar mais os preços diante da concorrência.

Apesar da piora nos números, a companhia conseguiu aumentar a base total instalada de equipamentos, que encerrou o ano em 1,821 milhão de unidades, dos quais 1,198 milhão estão ativos.

Esse avanço foi resultado principalmente do aumento no número de terminais vendidos, que saiu de zero no fim de 2017 para 224 mil (ativos). Já a base de maquininhas alugadas ativas recuou de 1,151 milhão de unidades para 974 mil em dezembro do ano passado.

Dividendos

Com uma queda da ordem de 60% no ano passado, as ações da Cielo registraram a maior baixa entre as que compõem o Ibovespa, mas neste ano ensaiam uma recuperação. Resta saber se o mercado vai encontrar no balanço algum indício de que a empresa vai sair vitoriosa da "guerra das maquininhas".

Mesmo com a queda no lucro, a Cielo vai pagar o maior dividendo da história aos acionistas, no valor de R$ 3,5 bilhões. A última parcela, de R$ 875 milhões, será paga neste trimestre.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Foi tudo graças à peak inflation

11 de agosto de 2022 - 11:07

Imagine dois financistas sentados em um bar. Um desses sujeitos é religioso, enquanto o outro é ateu. Eles discutem sobre a eventual existência de bull markets

MARKET MAKERS

Os princípios: Conheça Ray Dalio, gestor do maior hedge fund do mundo, e seu manual para conseguir o que deseja na vida

11 de agosto de 2022 - 10:47

O livro Princípios se propõe a ser um manual sobre vida e trabalho que Dalio resolveu escrever contendo seus critérios de tomada de decisão que colecionou ao longo da sua vida

Cadê o retorno?

XP (XPBR31) na berlinda: JP Morgan corta recomendação para neutro e diz que o mercado quer ver lucro

11 de agosto de 2022 - 10:33

O JP Morgan mostrou-se preocupado com o salto nos custos e despesas da XP (XPBR31) no trimestre, o que pressionou as margens da empresa

ACELERANDO NA RETA

Bitcoin (BTC) busca os US$ 25 mil, mas alta é ofuscada por disparada de 12% do ethereum (ETH); confira que movimenta as criptomoedas hoje

11 de agosto de 2022 - 10:09

Os investidores estão otimistas com a atualização do ethereum: em julho deste ano, o ETH acumulou alta de 57,7% e sobe 14,9% nos primeiros dias de agosto

NADA DIPLOMÁTICO

Paulo Guedes fala em “ligar o foda-se” para França, maior empregador estrangeiro no Brasil

11 de agosto de 2022 - 9:36

O país europeu é terceiro que mais investe no Brasil; as exportações para a França vêm crescendo 18% neste ano

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies