Menu
2019-10-03T12:32:18-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Mercado de capitais

Como investir e como não investir na oferta de ações do Banco do Brasil

Se você participar da oferta do Banco do Brasil, que pode movimentar R$ 5,753 bilhões, fuja dos fundos criados pelo BB e pela Caixa e invista diretamente, de preferência em corretoras que não cobram taxa de corretagem e custódia

3 de outubro de 2019
12:32
Banco do Brasil
Imagem: Shutterstock

O Banco do Brasil anunciou hoje as condições da oferta de ações que pode movimentar R$ 5,753 bilhões, com base nas cotações dos papéis ontem na B3 (R$ 43,42). A intenção do banco é destinar até 22% dos papéis para o público de varejo.

O período de reserva vai de 10 a 16 de outubro, e a definição do preço por ação acontece no dia seguinte. Existem duas formas para quem quiser investir nas ações: diretamente ou por meio dos fundos que foram criados pelo Banco do Brasil e pela Caixa.

Os fundos até poderiam ser uma boa opção para aquele investidor que não tem conta em corretora ou tem menos de R$ 3 mil para aplicar – valor mínimo de reserva. O problema é a taxa de administração cobrada pelos bancos: 1,5% ao ano.

Por isso, se você decidir participar da oferta, evite os fundos e faça a reserva das ações diretamente, de preferência em corretoras que não cobram taxa de corretagem e custódia. Entre as instituições que oferecem hoje taxa zero estão o Banco Inter, Clear e Easynvest.

O nome de todas as corretoras que participam da oferta será divulgado no dia 10. A oferta é coordenada pela Caixa Econômica Federal, BB Investimentos, Credit Suisse, Itaú BBA, J.P. Morgan e XP Investimentos.

A oferta do Banco do Brasil é secundária, ou seja, o dinheiro irá para os acionistas que venderão os papéis na operação – no caso, o Fundo de Investimento do FGTS (FI-FGTS) e o próprio BB, que vai se desfazer de ações que estão na tesouraria do banco.

Vale a pena?

A principal vantagem de participar de um processo de oferta pública de uma empresa já listada é a possibilidade (que pode ou não se confirmar) de comprar as ações com desconto em relação às cotações da bolsa.

Mas para diminuir o apetite daqueles investidores que entram na oferta apenas com o objetivo de vender as ações no dia seguinte – operação conhecida como "flipper" –, o Banco do Brasil dará prioridade a quem se comprometer a ficar com os papéis pelo prazo de 45 dias.

Quem aderir à chamada cláusula de "lock-up" só poderá vender as ações do Banco do Brasil a partir de 6 de dezembro. Em compensação, esses investidores serão atendidos primeiro se a demanda superar a oferta destinada ao varejo.

Entre as corretoras, as ações do Banco do Brasil são amplamente recomendadas. Os papéis possuem 13 indicações de compra, 7 de manutenção e nenhuma de venda, de acordo com dados da Bloomberg.

No ano, os papéis (BBAS3) acumulam alta de 35% e no pregão de hoje eram negociados em alta de 3,04%, a R$ 44,80, por volta das 12h15. Leia também nossa cobertura de mercados hoje.

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Enchentes

Chuvas de fevereiro dão prejuízo de R$ 203 milhões ao comércio do sudeste, diz CNC

Mais da metade do rombo foi concentrado no Estado de São Paulo

Não vai dar

Facebook e Microsoft cancelam participação em eventos por temor com coronavírus

Sony, Electronic Arts e Unity Technologies também já tinham informado que não participariam de conferência

Embraer monitorada

S&P mantém rating BBB da Embraer em observação para eventual rebaixamento

Avaliação reflete a aprovação ainda pendente da Comissão Europeia sobre o acordo entre a empresa brasileira e a Boeing, diz agência

Cartas sobre a mesa

Petrobras e FUP negociam no TST empregos da fábrica de fertilizantes do PR

Estatal anunciou o fechamento da Ansa no dia 14 de janeiro e o início das demissões a partir do dia 14 deste mês

De volta à pauta

Deputados apresentam projeto de Lei para manter emissão da carteirinha digital

Medida Provisória assinada pelo governo e que tratava sobre o tema digital perdeu a validade

Para conter o dólar

BC tem perda de R$ 4,539 bilhões com swap cambial em fevereiro até dia 21

Autoridade monetária registrou prejuízo de R$ 7,615 bilhões com sua posição em swap cambial em janeiro

Em alta

Brasil tem quarta gasolina mais cara da América do Sul, mostra ranking

Preço da gasolina brasileira só não é mais cara que do Uruguai, do Peru e do Chile

De casa nova

Datena vai se filiar ao quarto partido e mantém dúvida sobre candidatura em 2020

Ideia é fazer um ato discreto de filiação na liderança do MDB na Câmara

No azul

Balança comercial tem superávit de US$ 520 milhões na 3ª semana de fevereiro

No mês, saldo é positivo em US$ 1,105 bilhão até o dia 23, 64,5% menor do que o registrado em todo o mês de fevereiro do ano passado

Olho no câmbio

BC: Fluxo cambial total em fevereiro até dia 21 é negativo em US$ 2,321 bi

Brasil encerrou janeiro com saídas líquidas de US$ 384 milhões

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements