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2019-04-05T15:55:08-03:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Proposta fatia empresa em 7 partes

Em assembleia de credores, Avianca decide nesta sexta seu plano de recuperação judicial

Nova ideia da Avianca é criar sete Unidades Produtivas Isoladas, que se transformariam em novas companhias e seriam levadas a leilão judicial

5 de abril de 2019
5:46 - atualizado às 15:55
Avianca
Avianca - Imagem: Shutterstock

A sexta-feira, 5, promete ser movimentada no setor aéreo e os motivos para essa ansiedade tem um nome: Avianca. A companhia, que está em processo de recuperação judicial, realizará uma assembleia de credores para votar o seu plano de recuperação judicial.

A proposta que está na mesa é criar sete UPIs (Unidades Produtivas Isoladas), que serão levadas a leilão judicial, em data ainda não definida. Ou seja, a intenção é fatiar a Avianca em sete partes, que serão vendidas separadamente.

O plano prevê que seis unidades contenham os direitos de uso dos horários de pouso e decolagem nos aeroportos de Congonhas, Guarulhos e Santos Dumont, os famosos "slots". A outra unidade deverá abrigar o sistema de milhagem da Avianca, o programa Amigo.

Um gás na concorrência

A ideia de fatiar os ativos da Avianca vem gerando uma grande movimentação no mercado. As duas maiores companhias aéreas do Brasil, Gol e Latam, resolveram entrar na briga pelos ativos e propuseram, cada uma, US$ 70 milhões por ao menos uma das unidades.

A jogada tem um objetivo claro: evitar que a Azul leve para casa todo o patrimônio da Avianca, algo que poderia significar um "boom" nos negócios da terceira colocada do ranking das maiores aéreas do país.

O CEO da Latam, Jerome Cadier, no entanto, nega que sua entrada na disputa seja apenas para atrapalhar os planos da rival. Em entrevista concedida ao Vinicius Pinheiro, ele justificou o interesse dizendo que os slots disponíveis ficam em aeroportos relevantes, que poderiam trazer mais opções de voos e horários para a Latam.

Vale lembrar que, no mês passado, a Azul fez uma proposta de US$ 105 milhões pela Avianca, um valor equivalente a seis partes da empresa. A companhia tinha assinado um acordo preliminar com os sócios da Avianca, que recuaram semanas depois e agora tentam emplacar o fatiamento.

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