O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Principal estratégia Invepar é vender ativos para conseguir pagar a dívida de R$ 1 bilhão com o fundo Mubadala. Posteriormente, o grupo também pode captar dinheiro no mercado
Enquanto os acionistas decidem o que fazer com suas participações, a Invepar - dona do Aeroporto de Guarulhos - tenta arrumar a casa para disputar a nova leva de concessões que vem pela frente. A principal estratégia, segundo fontes ligadas à empresa, é vender ativos para conseguir pagar a dívida de R$ 1 bilhão com o fundo Mubadala. Posteriormente, o grupo também pode captar dinheiro no mercado para reforçar o caixa.
Além do Aeroporto de Guarulhos, a Invepar detém a concessão de oito rodovias e do Metrô do Rio. A empresa tem como acionistas os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil), Petros (Petrobrás) e Funcef (Caixa), que detêm 75% da companhia. Os demais 25% estão nas mãos do fundo Yosemite, do FI-FGTS e de investidores estrangeiros que ficaram com as ações da construtora OAS na empresa como pagamento de dívida.
A crise da Invepar começou com o envolvimento da OAS na Operação Lava Jato, o que limitou a entrada de recursos na empresa. Até 2014, o grupo vivia em trajetória ascendente e estava prestes, inclusive, a abrir capital. Mas os planos foram paralisados com o escândalo e, em seguida, pela crise econômica que derrubou demanda de passageiros e de veículos nas estradas. Para se ter uma ideia, a movimentação da Via-040 - concessão rodoviária que a empresa pediu para devolver ao governo federal - é menor que em 2010. Além da queda nas receitas, a dívida da companhia subiu no período e alcançou quase R$ 2 bilhões.
O desequilíbrio dessa equação exigiu aportes dos acionistas para pagar os juros da dívida e para investir nas concessões. Recentemente, Previ e Funcef colocaram R$ 680 milhões na Invepar para pagar parte da dívida do Mubadala e para as concessionárias cumprirem suas obrigações ao longo de dois anos. Esse valor entrou como empréstimo no balanço da empresa.
Mas a quantia não é suficiente para equilibrar as contas. O grupo teve de por à venda a Concessionária Auto Raposo Tavares (Cart), que administra 834 km entre Bauru e Presidente Epitácio, em São Paulo. A expectativa é que o processo de venda dessa rodovia esteja concluído até março. Com o dinheiro arrecadado, a empresa deve pagar a dívida com o Mubadala - vencida em dezembro e prorrogada até abril de 2021. Se for necessário, outro ativo menor poderá ser oferecido ao mercado para equacionar o nível de endividamento.
O dinheiro novo para expandir os negócios poderá vir de uma captação feita por meio das concessionárias da Invepar. Também poderia vir pela entrada de um novo investidor na empresa, mas essa é uma decisão que depende dos acionistas. Desde o início da crise, alguns investidores, como Brookfield e o Mubadala, fizeram proposta para comprar a empresa, mas sem sucesso. O mais recente foi o fundo IG4 Capital, que contratou o Bradesco BBI para assessorar a operação. Fontes afirmaram que o IG4 está liderando um grupo de investidores estrangeiros para fazer uma injeção de R$ 1,7 bilhão no grupo.
Leia Também
Para o diretor da agência de classificação de risco Standard & Poor’s, Marcelo Schwarz, a estrutura de capital da Invepar não é sustentável no longo prazo e precisa ser equacionada. Na avaliação dele, há uma série de oportunidades de concessões pela frente, mas antes de pensar em novos leilões é preciso colocar a casa em ordem. Além disso, as concessionárias terão de pagar dividendos para que a holding consiga honrar suas dívidas. “A questão é que o mercado de infraestrutura depende muito da atividade econômica (que ainda está fraca).”
Até o ano que vem, o governo deverá licitar 22 aeroportos e algumas rodovias, afirma Renato Sucupira, presidente da consultoria BF Capital. Estados também têm licitações na praça. “É preciso saber se a empresa terá condições de participar”, diz.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação
Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?
Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado
Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco
Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro
Mercado prevê que banco deve se destacar na temporada, com avanço de lucro e melhora operacional. Veja o que esperar do balanço dos três primeiros meses de 2026
Companhia vende participação no Shopping Curitiba, aumenta fatia em ativos estratégicos e faz permuta para turbinar desempenho operacional
O balanço mostrou crescimento operacional, melhora de rentabilidade e reversão da queima de caixa, em meio à continuidade dos ajustes na divisão de casas pré-fabricadas
Lucro cresce, ROE segue elevado, mas banco reforça disciplina em meio a sinais de pressão no crédito; confira os destaques do balanço
O Citi vê resultados mais fortes puxados por produção e petróleo, mas mantém cautela com a estatal e enxerga mais potencial de valorização em petroleiras independentes
Qualidade da subscrição surpreende e garante avanço das ações nesta terça-feira (5), mas incerteza sobre crescimento de prêmios ainda divide os grandes bancos sobre o que fazer com os papéis
A empresa entregou aumento no volume de cerveja, principalmente no Brasil, melhora de margens e ganhos estimados de participação em vários mercados
Nova empresa do grupo Bradesco nasce com números robustos, mas CEO Carlos Marinelli revela qual será o grande motor de crescimento futuro
Pressão de dividendos e crédito mais desacelerado devem aparecer no desempenho dos três primeiros meses do ano; analistas revelam se isso compromete a visão de longo prazo para o banco
O banco avalia que, apesar da pressão, algumas construtoras e incorporadoras ainda contam com receitas sustentadas por vendas fortes registradas nos últimos meses, o que deve ajudar nos balanços
Após anos de tentativa e uma reestruturação profunda, a Saint-Gobain finalmente assinou a venda da Telhanorte. Saiba o que motivou a saída da gigante francesa do varejo brasileiro.
Empresa já destinou R$ 30 milhões à recompra e destaca indicador atrelado ao Bitcoin para medir retorno ao acionista
Com o aval da Justiça, a empresa agora tem o caminho livre para reorganizar um passivo de R$ 1,3 bilhão
Enquanto a BradSaúde divulga seus primeiros números oficiais consolidados, a Odontoprev entrega um lucro de R$ 151 milhões; confira outras linhas do balanço
No ano, a seguradora do Banco do Brasil vive questionamentos por parte do mercado em meio à queda dos prêmios da BrasilSeg, também agravada pela piora do agronegócio