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2019-12-11T16:22:21-03:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA. Trabalhou por 18 anos nas principais redações do país, como Agência Estado/Broadcast, Gazeta Mercantil e Valor Econômico. É coautor do ensaio “Plínio Marcos, a crônica dos que não têm voz" (Boitempo) e escreveu os romances “O Roteirista” (Rocco), “Abandonado” (Geração) e "Os Jogadores" (Planeta).
Oferta de ações

Após barrar Vitreo, XP lança fundos para investir em suas próprias ações na Nasdaq

Os produtos seguem o modelo da Vitreo, que lançou na semana passada dois fundos para aplicar no IPO, mas foi barrada na oferta pela XP. A diferença é que os fundos criados pela XP terão proteção contra a variação cambial

11 de dezembro de 2019
11:06 - atualizado às 16:22
Escritório da XP Investimentos
Escritório da XP Investimentos - Imagem: Divulgação/Facebook

Depois de barrar a participação de fundos criados para investir em sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a XP Investimentos lançou ela própria três fundos que vão aplicar em seus próprios papéis.

O fundo "Trend XP Inc FIC FIA IE" é voltado a investidores qualificados – com pelo menos R$ 1 milhão para investir – e terá 100% do patrimônio em ações da corretora, que inicia hoje as negociações na Nasdaq.

O segundo fundo, chamado de "Trend XP Inc Balanceado FIC FIM", é destinado ao público de varejo e só poderá ter 20% do patrimônio aplicado em ações para atender à norma da CVM que restringe a exposição de fundos para pequenos investidores no exterior.

Os produtos seguem o modelo da Vitreo, que lançou na semana passada dois fundos para aplicar no IPO. Em uma semana, a gestora captou R$ 225 milhões de investidores. A corretora e os bancos coordenadores, porém, decidiram não alocar os fundos na oferta.

Os fundos criados pela XP também não participaram do IPO e vão comprar as ações diretamente na Nasdaq a partir desta quarta-feira. A taxa de administração é de 0,05% ao ano e não há cobrança de taxa de performance.

A diferença é que os fundos criados pela XP terão proteção contra a variação cambial. Ou seja, a rentabilidade não vai considerar a alta ou a queda do dólar.

Eu pessoalmente prefiro produtos que investem lá fora sem o chamado hedge cambial, mas se você estava com receio de ficar exposto ao dólar ao investir nos papéis da corretora, agora tem uma opção.

Os produtos lançados pela XP terão estratégia passiva, que tem como único objetivo perseguir a rentabilidade de uma ação ou índice em qualquer situação. Já a Vitreo pretende investir nos papéis apenas enquanto considerar que eles têm potencial de valorização.

Além dos dois fundos, a XP criou ainda um terceiro produto voltado aos chamados investidores vinculados, que são funcionários e familiares da empresa, além de agentes autônomos com participação societária na companhia.

O preço por ação da corretora saiu a US$ 27 no IPO, acima da faixa estipulada, que variava de US$ 22 a US$ 25. Com o resultado, a XP Inc. estreia na bolsa norte-americana Nasdaq valendo US$ 14,9 bilhões (quase R$ 62 bilhões, no câmbio de ontem).

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