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2019-01-28T15:59:09-02:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Bolsa

Tragédia da Vale em Brumadinho “contamina” ações da CSN

Investidores reagem a um risco de eventuais problemas em barragens da CSN, dona da mina Casa de Pedra, cuja barragem fica na cidade histórica de Congonhas (MG)

28 de janeiro de 2019
15:07 - atualizado às 15:59
Instalações da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) na cidade de Volta Redonda
Imagem: Marcos Arcoverde/Estadão Conteúdo

A tragédia do rompimento da barragem da Vale em Brumadinho (MG) também colocou sob os holofotes dos investidores a siderúrgica CSN, que também possui uma forte atuação na área de mineração. Os papéis da empresa aparecem entre as maiores quedas do Ibovespa hoje, atrás apenas da Vale e Bradespar (holding que detém ações da mineradora).

Os investidores reagem a um risco de eventuais problemas em barragens da CSN. A empresa é dona da mina Casa de Pedra, cuja barragem fica na cidade histórica de Congonhas (MG).

Ao contrário da Vale, que enfrenta a tragédia com uma boa posição de caixa, a CSN é uma empresa com alto nível de endividamento. No fim do terceiro trimestre, contava com uma dívida líquida de pouco mais de R$ 27 bilhões, ou 4,93 vezes a geração de caixa (medida pelo Ebitda).

Na visão de Ralph Rosemberg, gestor da Perfin Investimentos, a CSN é uma das mais alavancadas no setor de siderurgia. Caso haja algum problema que exija o pagamento de multas, ele diz que a companhia pode não ter condições de honrar com os compromissos.

Por volta das 15h, as ações da CSN eram negociadas em queda de 5,40%. No mesmo horário, o Ibovespa recuava 2,49%.

No preço?

A forte queda das ações da Vale hoje colocou no preço boa parte da conta que a mineradora arcará com o rompimento da barragem em Brumadinho, segundo o analista Pedro Galdi, da corretora Mirae. Mas isso não significa que necessariamente que está na hora de comprar as ações.

"A operação da Vale continua boa e a empresa deve ter um bom resultado no quarto trimestre. O problema é que as consequências da tragédia ainda não estão claras", diz Galdi.

Um dos riscos para a Vale é uma eventual mudança na legislação que aumente o pagamento de royalties de mineração, o que poderia afetar todo o fluxo de caixa projetado para a companhia, segundo o analista.

Mudança de posição

Com medo dos possíveis impactos indiretos, o gestor da Perfin Investimentos preferiu zerar a posição em Vale depois do ocorrido. Antes, os papéis representavam 2% da carteira do fundo de ações estava em papéis da Vale.

"Trabalhamos com investimento e não com apostas. Preferi sair e esperar, já que não há como quantificar os riscos de forma precisa", disse Rosemberg.

Impacto pequeno para o IRB

Além da CSN, havia no mercado o receio de que a tragédia de Brumadinho afetasse a resseguradora IRB, já que as barragens contam com apólices de seguro. Mas um gestor de fundos que entrou em contato com a companhia me disse que o custo da cobertura será de, no máximo, US$ 10 milhões ou (R$ 38 milhões, nas cotações atuais do dólar).

Trata-se de um impacto pequeno diante do resultado do IRB, que registrou lucro líquido de R$ 846 milhões de janeiro a setembro deste ano. Há pouco, as ações da resseguradora eram negociadas em alta de 2,51%.

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