Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

Resultados da gigante de bebidas

Tempos desafiadores: Ambev desaponta com queda de 17,3% no lucro líquido ajustado do último trimestre

O motivo do valor mais baixo está atrelado ao fato de que o crescimento orgânico do Ebitda foi afetado, de forma negativa, por despesas financeiras mais altas

Bruna Furlani
Bruna Furlani
28 de fevereiro de 2019
7:30 - atualizado às 11:07
Ambev
Imagem: Tasso Marcelo/Estadão Conteúdo

Depois de decepcionar seus acionistas no 3º trimestre de 2018, a Ambev encerrou o quarto trimestre do ano passado com um lucro líquido ajustado de R$ 3,72 bilhões, o que representou uma queda de 17,3% em relação ao período anterior. Os valores são mais baixos do que os que estavam previstos nas estimativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O motivo do valor mais baixo está atrelado ao fato de que o crescimento orgânico do Ebitda foi afetado, de forma negativa, por despesas financeiras mais altas. Na previsão dos especialistas, a Ambev terminaria o último trimestre do ano com lucro líquido ajustado de R$ 4,13 bilhões. No fechamento anual, o lucro líquido anual também deu uma leve decepcionada ao finalizar em R$ 11,59 bilhões, o que representa uma queda de 5%.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede a geração de caixa, superou as expectativas dos analistas e encerrou o quarto trimestre em R$ 7, 47 milhões, com um crescimento orgânico de 5,3% e margem bruta de 62,2% (-290 pontos-base). No acumulado do ano, o Ebitda terminou em R$ 21,09 milhões, o que representa uma valorização orgânica de 9,4%.

A receita líquida, por sua vez, terminou o ano em 16,01 bilhões, ante 15,02 bilhões, ou seja, um aumento orgânico de 5,3%. No acumulado do ano, a receita líquida fechou em R$ 50,23 bilhões, o que representa uma alta orgânica de 6,9%. Ambos resultados vieram de acordo e um pouco acima do esperado pelos analistas da Bloomberg, respectivamente.

O momento é particularmente desafiador para a gigante de bebidas. A chegada de concorrentes de peso no mercado brasileiro tem colocado o tradicional modelo de negócios da empresa em xeque. Não à toa que as ações da cervejeira caíram 30% ao longo de 2018, enquanto a bolsa subiu 15%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Olha os custos aí gente

No quesito gastos, a companhia divulgou que o custo dos produtos vendidos (CPV) por hectolitro cresceu 19,1%, excluindo depreciação e amortização.

Leia Também

O motivo está atrelado a pressões inflacionárias na Argentina e preços mais elevados das commodities, além de uma base de comparação desfavorável no quarto trimestre do ano anterior, que foram particialmente compensados por um câmbio favorável no Brasil.

Já no acumulado do ano, o CPV por hectolitro aumentou 8,7%, se excluirmos depreciação e amortização.

Brasil

No caso brasileiro, a receita líquida do quarto trimestre teve um leve crescimento de 0,9%, suportada pelo aumento de 3,1% na receita líquida por hectolitro. No acumulado do ano, o volume de cerveja no Brasil caiu 3,1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na justificativa, a Ambev alegou que o mercado consumidor do país foi mais desafiador do início do trimestre, mas que começaram a enxergar uma tendência de melhora sequencial em novembro e dezembro. O Ebitda apresentou ligeira redução de 0,6%, com uma contração de 50,4%, na margem de 80 pontos-base.

O desempenho foi afetado pelo preço das commodities, especialmente alumínio e cevada, mas que foram marginalmente compensados por um taxa de câmbio favorável e uma redução das despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A). No acumulado do ano, o volume de cerveja no Brasil caiu 3,1%.

Já no segmento de bebidas não alcoólicas no Brasil (NAB Brasil), a receita líquida diminuiu 9,1% no trimestre, com um aumento na receita líquida por hectolitro de 0,8% e uma diminuição no volume de 9,8%. No acumulado do ano, o volume diminuiu 8,7%.

Já o Ebitda do segmento diminuiu 44,9%, assim como esperado, devido à volatilidade no CPV por hectolitro de bebidas não alcoólicas entre os trimestres. O Ebitda acumulado do ano aumentou 5,1%. A margem EBITDA foi de 31,9% no trimestre enquanto para o acumulado do ano a margem foi de 37,1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para o país, a expectativa da empresa é acelerar o segmento premium com marcas como Budweiser, Stella Artois e Corona, além de elevar o segmento mais "core" da empresa, com marcas como Skol e Brahma.

América do Sul

O cenário macroeconômico também foi desafiador com queda de 7,3% no volume impulsionado, principalmente pela Argentina, onde o volume de cerveja teve desvalorização de dois dígitos. Mesmo assim, a receita líquida orgânica cresceu 21,8% no trimestre.

Na avaliação da empresa, o cenário argentino permanece desafiador, com uma baixa confiança do consumidor ainda impactando o consumo.

No acumulado do ano, o volume caiu 0,8%, dado que a pressão no volume da Argentina no segundo semestre, foi parcialmente compensada por um
forte primeiro semestre.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que o volume tenha sido mais fraco no trimestre, a empresa disse que conseguiu manter a política de aumentos de preço devido à continuidade de iniciativas de gestão de receita. O EBITDA aumentou 38,9% com expansão de margem de 700 pontos-base para 51,4%, se beneficiando de uma taxa de câmbio favorável.

2019 em jogo

Para este ano, a empresa destacou que está entusiasmada com o segmento de bebidas não alcoólicas no Brasil (NAB Brasil) e que vai continuar a investir na expansão da sua linha premium com marcas como Lipton, Do Bem, Tônica e Gatorade, já que elas contribuem para um mix mais rentável.

Além disso, ela falou que pretende continuar com a promoção da principal marca da companhia que é a Guaraná Antarctica.

No relatório, a Ambev destacou que a perspectiva para 2019 é positiva por conta dos melhores fundamentos macroeconômicos e que estão confiantes de que tem o plano certo para acelerar a alta do Ebitda. Por outro lado, a preocupação para este ano permanece com o aumento significativo dos custos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E 2018?

Já sobre o ano que passou, a Ambev disse que não estava satisfeita com os resultados, mas que estava comprometida em melhorar o desempenho por meio de uma estratégia clara de execução.

Na visão da empresa, "o ano de 2018 foi marcado por investimentos transformacionais em nosso portfólio de cervejas no Brasil, com inovações em novos líquidos e embalagens. Nossa mentalidade de donos exige um foco na criação de valor sustentável de longo prazo, mesmo que uma volatilidade temporária tenha pressionado nossos resultados no curto prazo".

O plano da companhia tem como base um portfólio que permite participar de todos os segmentos do mercado de cerveja brasileiro, alcançando um crescimento de top-line mais equilibrado entre volume e receita, aliando a sua capacidade de distribuição com as inovações no pipeline, investimentos comerciais e gente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DINHEIRO NA CONTA

Renda extra vai pingar: B3 (B3SA3) pagará R$ 372,5 milhões em juros sobre capital próprio — até quando investir para ter direito?

27 de março de 2026 - 13:11

Data máxima para investir nas ações da B3 e ter direito ao pagamento se aproxima; confira o valor por ação e o calendário para a renda extra cair na conta

VEJA DETALHES DO BALANÇO

Azul (AZUL53) tem prejuízo 330% maior em 2025 e projeta ‘voo eficiente’ para este ano

27 de março de 2026 - 12:57

Companhia reporta lucro de R$ 125 milhões no ano passado após prejuízo bilionário em 2024, enquanto resultado ajustado aponta perda de R$ 4,3 bilhões; veja os números

FII EXPERIENCE 2026

FIIs de shopping centers estão com os dias contados? Gestores dizem que não — e a reforma tributária é um dos motivos

26 de março de 2026 - 19:58

Durante evento FII Experience, gestores dizem que o mercado ainda não percebeu os valores patrimoniais desses ativos, que seguem descontados na bolsa

QUEM LEVA ESSA?

Na mira do dinheiro gringo: Goldman elege o Brasil entre emergentes e revela as ações para lucrar

26 de março de 2026 - 18:15

Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco

IMERSÃO MONEY TIMES

“Para quem estava com medo da bolha em IA, agora é hora de entrar”: tensão global derruba ações e abre ponto de entrada

26 de março de 2026 - 16:00

Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor

O MOTOR DO PREGÃO

Petrobras (PETR4) descobre novo poço, mas rali vem de fora e puxa petroleiras em bloco na bolsa

26 de março de 2026 - 13:50

Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor

UM ATIVO, UMA INQUILINA

Vinci Logística (VILG11) quer pagar R$ 56,1 milhões pelo único ativo de outro FII de logística; entenda a operação

26 de março de 2026 - 12:40

O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina

HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia