Menu
2019-02-09T16:36:28+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
VAI UMA CERVEJINHA?

Por que o ‘modelo Ambev’ de negócio foi colocado em xeque

Acostumada a altas margens de lucro, a empresa sofreu um tombo em 2018. Mudanças no setor e aumento da concorrência ajudam a explicar queda

9 de fevereiro de 2019
10:16 - atualizado às 16:36
Lata de cerveja da Skol, da Ambev
Lata de cerveja da Skol, da Ambev - Imagem: Shutterstock

A outrora queridinha dos investidores Ambev passa por um momento diferente. Em 2018, enquanto a bolsa alcançou 15% de valorização, as ações da gigante de bebidas caíram nada menos que 30%.

Em números absolutos, como aponta o jornal O Estado de São Paulo, a companhia foi a que perdeu mais valor de mercado no Ibovespa: de R$ 340,7 bilhões para R$ 241,8 bilhões.

Vale lembrar, porém, que desde o início de 2019, a Ambev tem acompanhado a onda de alta do índice e já recuperou 16% de seu valor.

O jogo mudou

Uma série de fatores explica as dificuldades pelas quais a cervejaria, acostumada a altas margens de lucro, vem passando.

Forte no modelo de distribuição direta, com vendas para bares, a empresa tem visto a concorrência tirar proveito de transformações do setor nos últimos anos.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Para o Bradesco, um dos maiores desafios da fabricante de bebidas é o crescimento das vendas dos produtos em atacarejos, o que tira da Ambev a vantagem da distribuição direta e de maior alcance, sobretudo dos bares.

A companhia tem hoje 1 milhão de pontos de venda, enquanto a Heineken (dona de Kaiser e Schin) tem 600 mil e a Petrópolis (da Itaipava), 700 mil.

O problema é que a venda de cerveja em supermercados, que não exige um sistema de distribuição tão complexo como o montado pela Ambev, avançou nos últimos anos.

Além disso, em países que atravessaram crises profundas como o Brasil, o consumo não voltou para os bares após a retomada econômica.

Em relatório, o Bradesco prevê que a participação da venda de cervejas em mercados aumente dos atuais 38% para 41% até 2022.

Uma Heineken no caminho

Além das mudanças no setor e da crise econômica, a competição também está mais acirrada. Nos últimos dez anos, a Ambev perdeu quase 5 pontos porcentuais do mercado, segundo a Euromonitor.

O banco UBS diz que a Heineken tem consolidado suas marcas, dificultando a recuperação de “market share” da Ambev.

Um levantamento com 1,6 mil consumidores concluiu que a percepção da Heineken como marca “premium” passou de 20% para 24% no último ano, enquanto a da Stella Artois (da Ambev) recuou de 35% para 31%.

Agora vai?

Apesar das dificuldades, a tendência é que o setor cervejeiro comece a melhorar lentamente. As projeções apontam para uma recuperação do mercado como um todo, depois de três anos de retração.

No acumulado de 2019, com a Bolsa brasileira avançando de forma acelerada. Ontem, a companhia fechou avaliada em R$ 286,4 bilhões.

Resta saber se a Ambev conseguirá recuperar as margens ostentadas em 2015.

*Com o Estado de São Paulo e Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

A Bula do Mercado

Mercado aguarda decisão de BCs

Fed e Copom devem manter taxas de juros hoje, mas expectativa é por sinalização de cortes à frente

Ótima notícia por um péssimo motivo

Copom e Fed decidem juros. Se não tem corte, tem aceno, que é quase a mesma coisa

Decisões de política monetária centram atenção nos mercados. Reação pode ser positiva, mas o que motiva a atuação dos BCs não é nada animador

Seu Dinheiro na sua noite

Insiste em zero a zero e eu quero um a um

Você disse que não sabe se não. Mas também não tem certeza que sim. Se Djavan fosse um analista de mercado, representaria o sentimento dos investidores sobre o que vai acontecer com as taxas de juros no país. Para muita gente, não é mais uma questão de “se”, mas de “quando” a Selic vai cair. […]

Tá liberado!

Governo amplia setores autorizados a trabalhar aos domingos e feriados

A partir de hoje, 78 setores estão autorizados a funcionar nesses dias. Entre os novos segmentos está o comércio em geral

Agora vai?

Leilão de ativos da Avianca Brasil acontecerá no dia 10 de julho

Colegiado de desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo liberou a decisão sobre a na manhã de ontem

Preenchendo a vaga

À espera de aprovação do nome de Montezano, BNDES nomeia presidente interino

Nome do atual diretor de finanças da instituição, José Flávio Ferreira Ramos, foi indicado para ocupar o posto provisoriamente

O rombo em forma de dados

Mansueto: dos 26 Estados mais DF, 14 gastam acima do limite de 60% com pessoal

Percentual abordado pelo secretário o Tesouro Nacional foi estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal

Olha eles aí outra vez

Deputados favoráveis à reforma da Previdência defendem volta da capitalização e de Estados

Sessão para debates sobre o relatório na comissão especial da reforma da Previdência na Câmara contou com várias defesas dos pontos retirados

negócio fechado

Embraer assina cooperação estratégica com a Elta para desenvolver P600 AEW

Com o acordo, as duas empresas criam um novo segmento de mercado, o de AEW; aeronave de última geração foi concebida para atuar em um novo segmento do mercado

acelerou! (um pouquinho)

Preço médio dos imóveis residenciais sobe 0,29% em maio em 10 capitais, diz associação

A Abecip avaliou, em nota, que as altas nos preços dos imóveis residenciais na maioria das capitais ainda não resultam em uma recomposição dos valores dos imóveis em termos reais.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements