Ser Educacional se junta a ‘figurinhas carimbadas’ na lista tríplice de ações recomendadas para maio
Maio chega para tentar quebrar o marasmo que a bolsa viveu em abril, e a aposta do mercado vai para dois clássicos e uma novinha na bolsa
Se por um lado o Campeonato Brasileiro de 2019 começou com uma chuva de gols logo na primeira rodada, com boa parte dos jogos registrando pelo menos 4 balançadas de rede, por outro a bolsa não saiu do zero a zero em abril. Os negócios do mês passado foram tomados pelo marasmo diante da falta de gás tanto nos noticiários políticos como nos empresariais. Resultado: Ibovespa fechou o mês com variação positiva de 0,98%.
Maio chegou com a expectativa de mudar essa realidade. Embora o cenário ainda seja de neblina e pouca visibilidade na política, como bem pontuou nossa colunista Angela Bittencourt, a renda variável pode mostrar alguma reação já nos próximos pregões, impulsionada tanto pela temporada de balanços do 1º trimestre como pelas notícias vindas das companhias que mantêm ações no mercado.
E qual prancha escolher para surfar na melhor onda da temporada? Fizemos um levantamento entre as principais gestoras do mercado financeiro e trouxemos para você o Top 3 de ações recomendadas em cada uma delas.
Nessa lista, a estrela não poderia ser outra senão as ações preferenciais da Petrobras, indicadas por quatro gestoras. Banco do Brasil vem na sequência, com duas indicações. Mas a grande novidade do mês foram as ações da Ser Educacional, que passou para o Top 3 de duas gestoras neste mês. Confira o que está por trás de cada indicação.

Balança mas não cai
O mês de abril pode não ter sido fácil para a Petrobras, mas a petroleira segue mais líder do que nunca no Top 3 da corretoras.
Leia Também
E não é para menos. A empresa continua a todo vapor com o seu plano de desinvestimento, se desfazendo de ativos não-estratégicos e fazendo mudanças significativas na gestão. O objetivo é otimizar o portfólio e a alocação de capital da companhia.
Pasadena, sistema de refino que já deu muita dor de cabeça no passado, foi finalmente vendida por U$ 467 milhões. No começo de abril, a petroleira já havia batido o martelo na venda de 90% de sua participação na TAG (Transportadora Associada de Gás), na maior operação realizada dentro do plano da empresa. Já são mais de US$ 11,3 bilhões em transações de desinvestimento só neste ano. A previsão é que os negócios não parem por aí.
Como nem tudo foram flores em abril, a companhia mostrou a sua fragilidade frente ao cenário político, quando sofreu com a interferência do presidente Jair Bolsonaro em sua política de preços
Não deu outra. As ações foram para baixo e foi preciso muito jogo de cintura para lidar com a crise. No fim, a estatal voltou atrás e alterou sua política de reajuste. Recuperado do susto, o próprio Bolsonaro chegou a admitir que o governo pode "caminhar para a privatização mais ampla da Petrobras".
No clube dos bilionários
Outra queridinha que continua em alta e se beneficiando da onda liberal é o Banco do Brasil. E o otimismo das corretoras que conversaram com a gente não é só por conta do bom momento do setor bancário.
A postura da diretoria , que defende uma extensa pauta de privatização, se soma aos bons resultados que o banco apresentou em 2018. No balanço anual, o banco apresentou um crescimento de 22% no lucro, totalizando um ganho de R$ 13,5 bilhões.
Dá para entender o otimismo dos analistas com as ações da estatal. A Guide Investimentos, uma das corretoras que mantém as ações do BB em sua carteira, explica que os últimos resultados operacionais da companhia têm superado as expectativas do mercado e apresentado uma recuperação de sua carteira de crédito, "além do eficiente controle das despesas administrativas e crescimento das rendas de tarifas, reflexo do maior consumo de produtos e serviços."
Em diversas ocasiões Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, se mostrou favorável às medidas de privatização, chegando a declarar que está "cada vez mais convencido que o BB deveria ser privatizado" e que as empresas estatais "estariam bem melhor na mão do setor privado".
A venda de participações consideradas não estratégicas pela estatal já estão engatilhadas. A Neoenergia deve ser a primeira da fila, e será vendida em uma oferta pública de ações na bolsa. A empresa também espera se desfazer de participação em unidades de negócio como o banco de investimentos e a BB DTVM, área de gestão de fundos.
Na semana que vem, vale a pena ficar de olho na divulgação dos resultados do primeiro trimestre, marcado para o dia 9. Você pode acompanhar todas as informações aqui no Seu Dinheiro.
A novata está bem na fita
A novidade de maio para as ações recomendadas ficou com a Ser Educacional. E motivos não faltam para esse otimismo todo.
Caloura no quesito abertura de capital entre as empresas de educação, a Ser trouxe parte dos holofotes para si no mês passado, após anunciar a compra da gigante Uninorte, líder do ensino superior privado na região, por R$ 194 milhões.
E para aguçar ainda mais o interesse do investidor, o mercado passou a especular que o controle da companhia pode sair das mãos de Janguiê Diniz. Uma matéria do jornal Valor Econômico divulgada na última segunda-feira afirmava que o executivo teria recebido diversas ofertas pelos 55% das ações da empresa que estão nas mãos dele. Resultado: alta de 6% no pregão daquele dia.
E falando em desempenho na bolsa, a Ser também não fica para trás nesse quesito. Com uma alta de quase 7% em abril, a empresa acumula ganhos de 46% desde o início do ano. Nada mal se compararmos os 8,5% de alta do Ibovespa no mesmo período.
Elon Musk descarta pressão sobre a Tesla com a nova IA para carros da Nvidia — mas o mercado parece discordar
O bilionário avaliou que, mesmo com a ajuda da Nvidia, levaria “vários anos” para que as fabricantes de veículos tornassem os sistemas de direção autônoma mais seguros do que um motorista humano
Não é o ferro: preço de minério esquecido dispara e pode impulsionar a ação da Vale (VALE3)
O patinho feio da mineração pode virar cisne? O movimento do níquel que ninguém esperava e que pode aumentar o valor de mercado da Vale
MEI: 4 golpes comuns no início do ano e como proteger seu negócio
Segundo relatos reunidos pela ouvidoria do Sebrae, as fraudes mais frequentes envolvem cobranças falsas e contatos enganosos
Depois do tombo de 99% na B3, Sequoia (SEQL3) troca dívida por ações em novo aumento de capital
Empresa de logística aprovou um aumento de capital via conversão de debêntures, em mais um passo no plano de reestruturação após a derrocada pós-IPO
JP Morgan corta preço-alvo de Axia (AXIA3), Copel (CPLE6) e Auren (AURE3); confira o que esperar para o setor elétrico em 2026
Relatório aponta impacto imediato da geração fraca em 2025, mas projeta alta de 18% nos preços neste ano
O real efeito Ozempic: as ações que podem engordar ou emagrecer com a liberação da patente no Brasil
Com a abertura do mercado de semaglutida, analistas do Itaú BBA veem o GLP-1 como um divisor de águas para o varejo farmacêutico, com um mercado potencial de até R$ 50 bilhões até 2030 e que pressionar empresas de alimentos, bebidas e varejo alimentar
A fabricante Randon (RAPT4) disparou na bolsa depois de fechar um contrato com Arauco e Rumo (RAIL3); veja o que dizem os analistas sobre o acordo
Companhia fecha acordo de R$ 770 milhões para fornecimento de vagões e impulsiona desempenho de suas ações na B3
Dona da Ambev (ABEV3) desembolsa US$ 3 bi para reassumir controle de fábricas de latas nos EUA; veja o que está por trás da estratégia da AB InBev
Dona da Ambev recompra participação em sete fábricas de embalagens metálicas nos Estados Unidos, reforçando presença e mirando crescimento já no primeiro ano
Ações da C&A (CEAB3) derretem quase 18% em dois dias. O que está acontecendo com a varejista?
Empresa teria divulgado números preliminares para analistas, e o fechamento de 2025 ficou aquém do esperado
Shopee testa os limites de até onde pode ir na guerra do e-commerce. Mercado Livre (MELI34) e Amazon vão seguir os passos?
Após um ano de competição agressiva por participação de mercado, a Shopee inicia 2026 testando seu poder de precificação ao elevar taxas para vendedores individuais, em um movimento que sinaliza o início de uma fase mais cautelosa de monetização no e-commerce brasileiro, ainda distante de uma racionalização ampla do setor
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet
