Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
MARCO DO SANEAMENTO

Para BNDES, não faltam recursos para o Brasil investir no setor de saneamento

Montezano afirmou que o novo marco regulatório do saneamento, que está tramitando no Congresso, vai abrir uma nova fase no banco

BNDES Gustavo Montezano
Presidente do BNDES, Gustavo Montezano - Imagem: Hoana Gonçalves/Ascom ME

O presidente Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, afirmou nesta sexta-feira, 6, que não faltam recursos para o Brasil investir no setor de saneamento, mas sim organização e vontade política para priorizar ações no setor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em evento que destaca o "S" de social do banco e também "S" também de saneamento, Montezano afirmou que o novo marco regulatório do saneamento, que está tramitando no Congresso, vai abrir uma nova fase no banco.

"O saneamento é o nosso carro-chefe. Como se pode pensar em educação, saúde, se não tiver saneamento? Para isso é preciso articulação", disse Montezano, em evento que tem a presença do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Segundo Montezano, o BNDES será o principal articulador das mudanças da política do saneamento no Brasil e convocou a sociedade para participar.

"Quero que todos vejam o BNDES como parceiro. Investidores, construtores, advogados, prefeitos: sempre que lembrarem de saneamento e quiserem fazer o Brasil mais justo, nos liguem", concluiu Montezano em seu discurso de abertura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Rio de Janeiro

Leia Também

DINHEIRO NA CONTA

Fundo imobiliário do Pátria vende escritórios por valor milionário no coração da Berrini, mas XP vê operação como ‘pouco atrativa’

REPORTAGEM ESPECIAL

O efeito Ozempic acabou: por que as canetas emagrecedoras não estão mais funcionando para esta ação na bolsa?

O projeto de desestatização da infraestrutura de saneamento básico do Estado do Rio, capitaneado pelo BNDES, prevê investimentos em "capex" de R$ 32,5 bilhões em 35 anos de concessões, afirmou Guilherme Albuquerque, executivo da diretoria da Infraestrutura, Concessões e PPPs da instituição de fomento. Estão adiantados, até à frente do Rio, os projetos de desestatização de Alagoas, do Acre e do Amapá.

Pelo projeto para o Rio, a área de 64 municípios atendidos pela Cedae, companhia estadual de saneamento, seria dividida em quatro blocos. A ideia é a Cedae continuar na captação e no tratamento da água, que seria vendida pela estatal a concessionários privados, responsáveis pela distribuição, cobrança de tarifas, coleta e tratamento do esgoto. O modelo ainda precisa ser aprovado pelo governo do Estado e pelas prefeituras envolvidas, elevando os investimentos, que chegaram a R$ 638 milhões em 2014, mas ficaram em R$ 316 milhões em 2017.

Alagoas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Modelo semelhante seria usado em Alagoas, cuja área atendida pela companhia estadual, a Casal, seria dividida em três blocos, num total de 102 municípios. Na região metropolitana de Maceió, a Casal continuaria captando e tratando a água, e um concessionário cuidará da distribuição e da coleta do esgoto - nos demais blocos, a Casal continuaria com a operação completa. Com isso, os investimentos em "capex" seriam de R$ 2,56 bilhões em 35 anos. Em 2017, os investimentos em saneamento em Alagoas ficaram em R$ 37 milhões.

Os trabalhos em Alagoas estão mais adiantados, segundo Albuquerque. O governo do Estado já aprovou a legislação para organizar a governança da região metropolitana e os projetos já foram aprovados. O edital de concessão já está em fase de consulta pública e o BNDES já começou a fazer apresentações a investidores em "road shows". "Tivemos reuniões com diversos tipos de operadores, alguns que já estão instalados no País e outros de fora", afirmou o executivo do BNDES, em evento sobre saneamento na sede do banco, no Rio.

Segundo Albuquerque, o governo alagoano tem a meta de publicar o edital ainda este ano. "A externalidade desses investimentos talvez sejam das mais positivas", afirmou o governador de Alagoas, Renan Filho (MDB), que também participa do evento no BNDES.

Acre e Amapá

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Conforme a apresentação de Albuquerque, do BNDES, os projetos do banco de fomento para a infraestrutura de saneamento do Acre e do Amapá são diferentes dos casos de Alagoas e Rio de Janeiro. Nos dois Estados do Norte, a ideia é fazer uma concessão plena dos serviços.

No Acre, onde os investimentos ficaram na casa de R$ 20 milhões a R$ 30 milhões por ano recentemente - R$ 46 milhões em 2017 -, os aportes em "capex" saltariam para em torno de R$ 1,3 bilhão no período total da concessão. No Amapá, onde a infraestrutura de saneamento básico é ainda mais precária do que no Acre, os investimentos em "capex" seriam de R$ 4,17 bilhões em 35 anos de concessão - em 2017, os investimentos no Amapá foram de apenas R$ 2 milhões, e não passaram de R$ 25 milhões em 2012.

O diretor de Infraestrutura, Concessões e PPPs do BNDES, Fabio Abrahão, aproveitou a apresentação sobre os projetos para defender o novo marco regulatório do saneamento, em discussão no Congresso Nacional. O diretor criticou o atual sistema, em que os investimentos e a operação dos serviços de saneamento ficam a cargo, majoritariamente, de companhias estaduais. Segundo Abrahão, essas estatais têm elevado os gastos correntes, com salários, e deixado os investimentos caírem, além de serem pouco eficientes. Por isso, o novo marco regulatório "vai influenciar a próxima geração e a seguinte".

"Não dá mais para protelar, não dá mais para sustentar um sistema que está há décadas falhando, há décadas matando", afirmou Abrahão, lembrando que, na estruturação dos projetos de desestatização, o BNDES procura não deixar passivos para o Estado e incluir os municípios do interior. "Não deixaremos ninguém para trás", afirmou o diretor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Logo da MRV (MRVE3) nas cores verde e amarelo 15 de julho de 2026 - 12:40
Bandeira do Brasil e gráfico de ações para representar o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira 14 de julho de 2026 - 15:30
fundos imobiliários fiis 14 de julho de 2026 - 10:00
guerra oriente médio investimento 13 de julho de 2026 - 13:30
Gráfico de ações em alta com a palavra ibovespa no centro 12 de julho de 2026 - 14:01
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 10 de julho de 2026 - 11:56
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar