Azul vai expandir rotas internacionais, mas não anuncia agora por causa do dólar
O executivo frisou, porém, que o foco da Azul está no mercado doméstico - a intenção é "elevar" o nível do Brasil em termos de conectividade aérea

O presidente da Azul, John Rodgerson, afirmou que a empresa estuda abrir novas rotas internacionais, mas decidiu não fazer anúncios agora por causa da valorização do dólar ante o real, que encarece e desestimula viagens ao exterior. "Mas em cinco anos, com certeza vamos ter mais destinos internacionais", disse, em conversa com jornalistas após o voo inaugural do E195-E2, na rota Campinas-Brasília.
O executivo frisou, porém, que o foco da Azul está no mercado doméstico - a intenção é "elevar" o nível do Brasil em termos de conectividade aérea. O brasileiro ainda viaja muito pouco em relação ao potencial que o País oferece, avalia, e muito disso se deve às elevadas tarifas. Nesse sentido, o presidente destacou que os novos E2 que serão incorporados à frota trarão menores custos e mais eficiência à companhia, ajudando-a a reduzir suas tarifas, as mais elevadas do País.
Nesta quarta mais cedo, Rodgerson afirmou que a Azul quer expandir para 150 o número de localidades em que opera nos próximos cinco anos. Hoje, a empresa atende 114 cidades, sendo pouco mais de 100 dentro do País.
A321
A Azul deve receber neste ano o primeiro A321, fabricado pela Airbus. O modelo servirá operações entre os principais hubs da empresa, Viracopos e Recife. De acordo com Rodgerson, a empresa tem vantagens ante seus concorrentes por servir muita mais cidades que se conectam a essas localidades.
TAP
Rodgerson afirmou que há "muitos interessados", como investidores e empresas aéreas, na posição da empresa na portuguesa TAP. "A TAP é muito valiosa, eles voam para 11 cidades e têm um terço das rotas entre Brasil e Europa", destacou.
A administração da Azul considera que o mercado não dá a devida importância ao investimento feito na TAP e o potencial que ele pode gerar à aérea. No Azul Investor Day, na segunda-feira, a diretoria frisou que os novos executivos da TAP têm promovido mudanças significativas nos negócios, "aumentando o valor da empresa", como a renovação da frota de aeronaves e a abertura de novos destinos tanto na Europa quanto na América do Norte.
Leia Também
Em 2016, a Azul adquiriu dívidas conversíveis emitidas pela TAP, no valor de € 90 milhões. Esses bonds são conversíveis, no total ou em parte, e a opção de convertê-los em novas ações da TAP dá direito a benefícios econômicos preferenciais. Após a conversão total, as ações detidas pela Azul representarão 6% do capital total e votante da TAP, com o direito de receber dividendos ou outras distribuições correspondentes a 41,25% dos lucros distribuíveis da empresa portuguesa.
Em relação à possibilidade de a Azul integrar a joint venture entre United, Avianca Holdings e Copa Airlines, John Rodgerson afirmou que a decisão deve demorar, uma vez que as conversas envolvem muitas partes. Ele ressaltou que o negócio poderia fazer sentido à Azul, já que a aliança intensificaria a parceria com as aéreas e colocaria as operações de todas elas "na mesma página".
CARTEIRA SEMANAL
Quer ganhar do Ibovespa? Terra aposta em WEG (WEGE3), MBRF (MBRF3) e mais 3 ações nesta semana
23 de agosto de 2026 - 15:30SOB PRESSÃO
TRXF11 está dando um passo maior que a perna? CEO responde, mas mercado não compra e cota cai mais de 9% nesta semana
22 de agosto de 2026 - 14:33SOBE E DESCE
Ibovespa engata 3ª semana de sangria, e Hapvida (HAPV3) despenca de novo; veja quais ações sobreviveram
22 de agosto de 2026 - 12:11PIOR DO RANKING
Do topo ao poço da América Latina: Ibovespa perde o encanto e entra na lanterna dos gringos
21 de agosto de 2026 - 19:33ADEUS, ESTRANGEIRO
UBS vê exagero no medo dos juros nos EUA, mas alerta: Brasil está entre os mercados mais vulneráveis
21 de agosto de 2026 - 18:31BOTA CASACO, TIRA CASACO
Hapvida (HAPV3) convence ANS e consegue derrubar trava sobre reajustes — mas agência ficará de olho
21 de agosto de 2026 - 18:02AÇÕES PARA COMPRAR AGORA
As melhores oportunidades desde a crise Dilma: após a bolsa perder o equivalente a uma Vale (VALE3), gestor revela onde investir
21 de agosto de 2026 - 17:17Conteúdo BTG Pactual
FI-Infra: Conheça classe de ativos e saiba se vale a pena investir agora
21 de agosto de 2026 - 16:00TOUROS E URSOS #284
Até os gênios da Faria Lima desistiram? Por que a crise dos multimercados não é o fim da indústria
20 de agosto de 2026 - 19:02CORRIDA DO OURO
Novo tesouro? Quem é a desconhecida Amapá Minerals, mineradora de ouro que conquistou o BTG Pactual e pode saltar 62%
20 de agosto de 2026 - 18:01PENTE-FINO
Hapvida (HAPV3) ganha novo problema: ANS barra estratégia que coloca 950 mil clientes na mira e ações caem mais de 7%
20 de agosto de 2026 - 17:35DISPARADA NAS ÚLTIMAS HORAS
O que fez o bitcoin disparar 20% e voltar aos US$ 72 mil? Três fatores explicam a arrancada
20 de agosto de 2026 - 10:40CONTEÚDO BTG PACTUAL
Um novo jeito de investir na Amazônia: Conheça o AMAB11, ETF do BTG Pactual
20 de agosto de 2026 - 9:30ANALISTAS RECOMENDAM A COMPRA
Embraer (EMBJ3), Sabesp (SBSP3) e Rede D’Or (RDOR3) têm gatilho em comum para o BTG e a XP; entenda por que investir
19 de agosto de 2026 - 18:12DO PICO AO PISO
A pior semana para a bolsa brasileira em 18 anos: você deve seguir a fuga de R$ 12,6 bilhões dos estrangeiros?
19 de agosto de 2026 - 14:28PECHINCHA OU VALOR?
“Não é agora”: gestor da AlphaKey manda recado sobre Magazine Luiza (MGLU3) e revela o que procura na bolsa
18 de agosto de 2026 - 19:15POR TRÁS DA DISPARADA
A atração fatal dos 5%: por que os títulos mais seguros do mundo bateram máximas em décadas — e o que isso significa para você
18 de agosto de 2026 - 18:33RADAR DE FUNDOS IMOBILIÁRIOS
Fim de um FII? Fundo dono de prédio icônico na Faria Lima recebe oferta de R$ 475 milhões pelo portfólio e pode ser liquidado
17 de agosto de 2026 - 15:03PRESSÃO NO PORTFÓLIO
Recuperação judicial das Casas Bahia pesa sobre HSLG11 e cotas caem mais de 5%; entenda os riscos na conta do FII
17 de agosto de 2026 - 14:21QUEM ENTRA E QUEM SAI