Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

O novo boom do mercado?

Pequenas no valor, gigantes no retorno: as ações que podem dar um banho no Ibovespa no próximo ano

Em dez anos, as ações que fazem parte do índice conhecido como small caps apresentaram valorização de 283%, enquanto o mais importante índice da Bolsa obteve alta de 180% no mesmo período

Bruna Furlani
Bruna Furlani
24 de dezembro de 2018
6:54 - atualizado às 10:01

Basta uma rápida andada pelas mesas de restaurantes do Itaim Bibi, região financeira de São Paulo, para ver que uma das maiores apostas dos grandes investidores para o próximo ano está na nossa Bolsa de Valores. Eu mesma já nem sei mais quantas conversas ouvi por aí sobre isso. Mas a dúvida que fica é onde estão as grandes oportunidades?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se tiver disposto a se arriscar para obter retornos mais elevados, as small caps ou empresas com menor valor de mercado como Vulcabras, Fleury, por exemplo, podem ser uma boa opção para os próximos anos. É isso o que aponta relatório divulgado neste mês pela equipe da corretora de valores, Spinelli, com quem eu fui conversar.

Mas o que será que há de tão atrativo nessas empresas? Apesar do nome complicado, no longo prazo, o índice que reúne as 77 principais ações de small caps na B3 (conhecido como SMLL) obteve alta de 283%, desde a sua criação em 2008. Para fins de comparação, no mesmo período, o Índice Bovespa teve crescimento de 180% e o CDI de 166%. Nada mal, não?

Boas perspectivas

Mesmo com os resultados ruins no acumulado dos últimos 12 meses do índice de small caps em relação ao Ibovespa, a vantagem de apostar agora nas small caps é que os preços estão descontados. Há também uma expectativa mais positiva para o cenário brasileiro do que para o lado internacional, o que é positivo para esse tipo de aplicação, segundo o que me contou o analista-chefe da Spinelli, Glauco Legat.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para ele, tanto a consolidação fiscal quanto as reformas estruturais – que estão na pauta do próximo governo – podem fazer com o país cresça de maneira mais sustentável sem gerar inflação, pelo menos por um período.

Leia Também

Já do lado internacional, a situação é bem diferente. Legat me disse que não há um cenário muito construtivo, mas sim indicativos cada vez maiores de que a economia norte-americana está no chamado "late cycle", fase em que a pressão inflacionária é maior e as taxas de crescimento são menores.

"Não há incentivo para ficar exposto no mercado acionário norte-americano. O lado macro está prejudicado e os múltiplos das empresas estão caros. Se ocorrer uma desaceleração da economia mundial, o Brasil pode ser uma das válvulas de escape dos investidores", disse Legat.

Com uma visão mais negativa para o cenário externo, a ideia é que as ações atreladas ao Ibovespa não estejam tão atrativas quanto às de small caps. Em nossa conversa, ele destacou que a vantagem é que as empresas de menor valor estão mais concentradas em setores como consumo, construção civil e indústria, que podem crescer bastante e que estão com os papéis descontados por conta da crise. Já as ações do Ibovespa estão mais voltadas para fora e sofreriam mais com fatores exógenos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE


Reforma ou não

Mas para que o cenário brasileiro seja favorável a investimentos de maior risco, os especialistas afirmam, com unanimidade, que a reforma da previdência precisa passar no Congresso. Se isso não ocorrer, é possível que o cenário seja o oposto. Foi o que apontou o gestor da 3R Investimentos, Tomás Awad, durante um bate-papo que tivemos.

Hoje, a gestora possui um fundo fechado (3R RE FIA) em que toda a alocação de ações é feita em small caps, mais especificamente em incorporadoras. Na visão de Awad, o “boom” das small caps deve vir com a chegada do estrangeiro. Mas para isso é preciso sinalizar de maneira mais clara que ela será votada e como ela será na prática.

Para ele, “a primeira onda” deve ser de investidores internacionais em busca de papéis mais líquidos de estatais ou de bancos. Em seguida, os estrangeiros devem buscar ações com menor liquidez como as small caps, o que seria a “segunda onda”, de acordo com o gestor.

As melhores tacadas

Na hora de escolher as três ações mais atrativas, Awad aposta em empresas como Linx, Fleury e Vulcabras. O interessante é que os papéis ainda estão descontados e por isso seriam grandes oportunidades de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da primeira, a Linx é uma companhia que produz software voltado para o varejo. O destaque é que a empresa deve capturar a recuperação do setor varejista como um todo e também deve obter maior relevância agora que entrou para o mercado de pagamentos, de acordo com o que ele me contou.

A segunda é o laboratório de medicina diagnóstica Fleury. O especialista afirma que é uma ótima empresa com forte crescimento orgânico e que deve se beneficiar do envelhecimento gradativo da população brasileira.

A Vulcabras é uma empresa de calçados que está bem posicionada para capturar o crescimento do setor de consumo. Além disso, na opinião de Awad, o acordo feito com a marca Under Armor fará com que ela tenha acesso ao novo mercado e que os seus produtos consigam ser acessados por quase todas as faixas de renda da população.

No acumulado do ano, por exemplo, as ações do Fleury apresentaram queda de mais de 30% (maior percentual entre as três empresas analisadas). Na última sexta-feira (21), os papéis da empresa encerraram cotados a R$ 19,73.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Xô, empresas ruins!

Investir em ações de empresas de menor valor pode trazer grande retorno, mas também é bem mais arriscado. Por isso, eu acredito que uma boa forma de aplicar nesse tipo de empresas seja via fundos. Como as companhias são menores e correm o risco de quebrar, o melhor é ter ao seu lado a ajuda de pessoas com experiência no segmento.

Ao entrar em um fundo, a vantagem é que o investidor consegue diversificar melhor a sua cesta de ações. Afinal, se fosse comprar uma por uma e quisesse ter variedade, seria preciso investir em cerca de dez ou mais ações, o que aumentaria e muito o valor pago com corretagem e taxa de custódia. Gastos mais caros do que os que você poderia ter em um fundo... Logo, eles são a minha opção preferida para quem vai começar.

Mas nem tudo são flores. Por conta do risco associado a esse tipo de investimento, é preciso ter um olhar apurado para identificar companhias ruins. Para entender melhor como descobrir empresas que escondem surpresas desagradáveis, fui conversar com o gestor da Trígono Capital, Werner Roger, responsável por um fundo que investe em small caps.

Para ele, a análise é fundamental para entender o desempenho da companhia antes, durante e depois de uma crise. Por exemplo, é importante ver se a dívida da empresa é duas ou três vezes menor do que o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização). Assim, é possível verificar se ela é capaz de pagar o que deve e ainda gerar dividendos para os acionistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Durante o nosso papo, ele ainda destacou que "para entrar nesse mercado, o horizonte de investimento deve ser entre três e cinco anos. O ideal é buscar companhias sólidas e verificar se a volatilidade dos resultados que a companhia apresentou nos últimos cinco anos foi em torno de 30%, em média".

O investidor também deve saber o momento ideal de entrar e de sair. Ou seja, ele deve ir atrás da ação que será a "próxima Magazine Luiza", antes do papel valer isso, e ser disciplinado para manter o ativo durante a baixa para vendê-lo na alta.

No fundo, para entrar no mercado de small caps, é preciso refletir se você está disposto a investir em um ativo de risco e se aquilo é adequado para o seu perfil. Arrisque-se apenas quando estiver preparado para arcar com as perdas. Senão, o melhor é desistir e buscar ativos mais líquidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia