Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2018-12-14T11:41:50-02:00
Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
Diretor de redação do Seu Dinheiro. Formado em jornalismo, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA, trabalhou nas principais publicações de economia do país, como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances O Roteirista, Abandonado e Os Jogadores
Oferta hostil

Acionistas da IMC aprovam “pílula de veneno”, e Sapore deve ficar sem Frango Assado

Cláusula aprovada hoje na assembleia da dona das redes de restaurantes Frango Assado e Viena deve inviabilizar proposta do empresário Daniel Mendez, dono da Sapore, que pretende promover uma fusão entre as empresas

13 de dezembro de 2018
17:55 - atualizado às 11:41
frango assado IMC
Daniel Mendez, dono da Sapore - Imagem: Facebook/Divulgação

O empresário Daniel Mendez, dono da empresa de refeições coletivas Sapore, deve ficar mais uma vez sem Frango Assado no cardápio.

Os acionistas da IMC, empresa listada na bolsa que controla as redes de restaurantes Frango Assado e Viena, aprovaram na tarde de hoje uma mudança no estatuto que deve inviabilizar os planos do empresário, que pretende promover uma fusão da IMC com a Sapore.

Com a cláusula incluída hoje no estatuto, qualquer investidor que atingir uma participação de pelo menos 30% na IMC terá agora de fazer uma oferta a todos os acionistas.

Esse tipo de condição estabelecida em estatuto é chamada no mercado de "poison pill" (pílula de veneno). O objetivo é justamente dificultar a tomada do controle em companhias com o capital pulverizado na bolsa, como é o caso da IMC.

A disputa

Mendez lançou no mês passado uma oferta para comprar 40% das ações da IMC diretamente na bolsa. Esse processo é chamado de "oferta hostil", porque não passou por uma negociação prévia com a administração da companhia. O empresário ofereceu R$ 8,63 por ação da dona do Viena e Frango Assado na operação, marcada para o dia 19 de dezembro.

Posteriormente, Mendez promoveria uma fusão entre a Sapore e a IMC. Juntas, elas formariam uma empresa com faturamento de R$ 3 bilhões e 1,4 mil pontos de venda em cinco países, com aproximadamente 25 mil funcionários.

Com as novas regras aprovadas hoje, Mendez terá de desembolsar R$ 1,357 bilhão para estender a oferta a todos os acionistas. Bem acima dos R$ 600 milhões que ele se dispôs a pagar para ficar com os 40% da empresa. Mas o dono da Sapore afirmou que desistiria do negócio se a pílula de veneno fosse aprovada.

A assembleia de hoje contou com quórum de 82% dos acionistas, acima do mínimo necessário de dois terços da base acionária para ser instalada. Desse total, pouco mais de 99% votaram pela inclusão da cláusula no estatuto da IMC, segundo duas fontes que estiveram na reunião.

Antes da assembleia, o dono da Sapore convidou os acionistas da IMC para reuniões em uma tentativa de diminuir a resistência à oferta e aos planos de união entre as duas empresas. Uma tentativa de adiar a reunião dos acionistas foi barrada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Lado a lado

O resultado da votação mostrou que os acionistas da IMC preferiram ficar do lado do conselho da empresa, que se posicionou contra a investida de Mendez.

Do lado da Sapore, a decisão dos acionistas deve sepultar de vez o projeto de fusão. "O voto é soberano", me disse uma fonte a par do assunto.

Depois de todo esse clima bélico, a possibilidade de as partes se sentarem para uma nova rodada de conversas também é tida como improvável.

Comentários
Leia também
ENCRUZILHADA FINANCEIRA

Confissões de um investidor angustiado

Não vou mais me contentar com os ganhos ridículos que estou conseguindo hoje nas minhas aplicações. Bem que eu queria ter alguém extremamente qualificado – e sem conflito de interesses – para me ajudar a investir. Só que eu não tenho o patrimônio do Jorge Paulo Lemann. E agora?

ACIONISTAS FELIZES

‘Sextou’ com dividendos: Raia Drogasil (RADL3) e MRS Logística (MRSA3B) anunciam R$ 201 milhões em proventos

Ambas as companhias detalharam o valor por ação, a data de corte para receber os proventos e quando o dinheiro deverá cair na conta dos acionistas

FECHAMENTO DA SEMANA

Em semana de alta volatilidade, Ibovespa pega carona com PEC dos precatórios e sobe 2,78%; dólar também avança, mas juros passam por alívio

Variante ômicron, PEC dos precatórios e o futuro da política monetária americana dominaram a semana do Ibovespa

Evergrande vende parte de suas ações de empresa de tecnologia e obtém US$ 145 mi

O grupo chinês da Evergrande levantou cerca de US$ 145 milhões nos últimos dias com a venda de parte de suas ações em uma produtora de filmes e empresa de mídia na internet, a HengTen Networks. Assim, a gigante imobiliária vendeu cerca de 5,7% das ações da HengTen Networks e junta mais dinheiro à medida […]

Aperto monetário

Copom deve elevar Selic para 9,25% ao ano na próxima semana, aposta JP Morgan

Para o banco, a queda de 0,1% do PIB do terceiro trimestre e o avanço da PEC dos precatórios no Congresso fizeram com que as estimativas convergissem para a manutenção do ritmo de alta de 1,5 ponto

Intervenção estatal

Sob risco de novo calote, governo chinês envia ‘socorro administrativo’ para Evergrande

O movimento ocorre após a gigante imobiliária alertar que corria o risco de não cumprir mais uma grande obrigação financeira

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies