Qual o melhor investimento no cardápio de hoje?
Fintech Yubb ajuda você a buscar e comparar renda fixa, renda variável, fundos e, em breve, trará carteiras recomendas de ações

Pergunta recorrente de leitores, amigos e familiares é onde e como investir. E a reposta nunca é trivial, pois além de considerar retorno e prazo, tem de se levar em conta perfil de risco e objetivos de cada um.
Mas a tecnologia está aí para ajudar. Já nos habituamos a utilizar sites de busca para achar melhores preços de produtos, passagens aéreas e hotéis. Por que não fazer isso quando o assunto é investimento? Essa é a proposta da empresa de tecnologia financeira (fintech) Yubb.
Conversei com o presidente e fundador Yubb, Bernardo Pascowitch, um advogado que trabalhou criando produtos para o mercado de capitais e se pegou pensando em como poderia investir nos produtos que ajudava a desenhar. Diante da dificuldade de achar os melhores investimentos e para atender a uma demanda não só sua, mas de amigos e familiares, Pascowitch estudou o assunto com profundidade e lançou o Yubb em novembro de 2016.
“O Yubb é um buscador de investimentos. As pessoas físicas usam o Yubb para que em dois cliques - quanto querem investir e por quanto tempo - possam encontrar e descobrir opções de investimento que não conheciam antes, por falta de experiência ou de tempo”, afirma.
Segundo Pascowitch existem milhares de investimentos e não é humanamente possível ligar para todas as corretoras ou entrar em cada plataforma para encontrar a melhor opção.
“Então ajudamos e facilitamos a vida das pessoas sejam elas experientes ou interessadas em começar a investir”, afirma.
A plataforma consegue mapear ofertas em todo o Brasil em tempo real, oferecendo cerca de 2,1 mil investimentos de mais de 200 empresas. Segundo Pascowitch, depois que o investidor seleciona o montante a ser investido e o prazo é que começa "a magia dos investimentos ainda não conhecidos", pois a partir de R$ 1 já é possível encontrar alternativas rendendo mais ou até mesmo o dobro da caderneta de poupança. O Tesouro Direto começa em R$ 30, e alguns CDBs de bancos pequenos e médios partem de R$ 100.
O que é ofertado e novidades
A plataforma oferece opções de renda fixa, fundos de investimentos, robôs de investimento e crowdfunding. Em primeira mão, Pascowitch contou que agora em novembro o Yubb também deverá trazer as carteiras recomendas de ações de diversas instituições, como XP e Modalmais.
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A ferramenta vai apresentar o histórico de rentabilidade das carteiras e o investidor que optar por seguir as recomendações será direcionado ao site da instituição responsável pela carteira sugerida.
Na gama de ofertas de renda fixa, por exemplo, há CDB, RDB, Letras de Crédito Imobiliário, Letras de Crédito Agrícola, Letras de Câmbio, Letras Financeiras e Tesouro Direto.
O investidor pode refinar sua busca por emissor, existência ou não de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), liquidez diária, tributação e indexador. Também é possível se cadastrar e receber alertas sobre a oferta de investimentos com o perfil desejado.
Feita a escolha, a plataforma apresenta a expectativa de resgate bruto e líquido, faz uma comparação com o desempenho da poupança e lista os detalhes do investimento e do emissor.

Quanto custa?
O Yubb é totalmente gratuito e não realiza nenhum tipo de transação financeira. O dinheiro do investidor não passa pela plataforma. Os aportes são feitos diretamente na instituição ou distribuidor responsável pelo produto selecionado. São as instituições que remuneram o Yubb por “negócio” gerado.
Pascowitch destaca a independência da plataforma como um ponto bastante relevante, pois as ofertas de produtos financeiros não são ranqueadas em função de pagamento (rebate) ou patrocínio.
“Cobramos praticamente o mesmo valor de todas as empresas para não ter incentivo de priorizar e ranquear. É uma forma de garantir que não temos conflito de interesse. Transparência e imparcialidade são os motivos para as pessoas utilizarem o Yubb”, explica.
Atualmente são feitas cerca de 6 milhões de buscas de investimento por mês, com 350 mil a 400 mil visitas únicas. Os acessos têm crescido de 15% a 20% por mês. Agora em setembro foi batida a marca de R$ 10 milhões captados através da plataforma.
Está nos planos da Yubb a criação de ferramentas profissionais de investimento com cobrança pelo uso, mas a ideia, segundo Pascowitch é manter de forma gratuita a maior parte dos recursos de comparação.
O que está de fora
A busca não abarca os produtos ofertados pelos grandes bancos, como Banco do Brasil, Santander, Itaú, Bradesco e Safra. Segundo Pascowitch, há negociações com essas instituições, que estão analisando a melhor forma de ofertar suas opções de investimento.
Ainda assim, pondera o executivo, não há prejuízo para o investidor, pois os bancos que ofertam os produtos de maior rentabilidade são os de menor porte e esses estão dentro da plataforma.
Produtos voltados para investidores qualificados (aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos) e estruturados, como Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e FIDCs, também estão de fora por fugir do escopo da ferramenta, que é voltada para a pessoa física.
Também não são listados fundos cambiais. Segundo Pascowitch, como o risco é elevado e esse é um produto que demanda maior conhecimento do investidor, a opção é "por não exibir do que exibir e ficar preocupado”.
Educação financeira
Segundo Pascowitch, as pessoas estão buscando investimentos visando aposentadoria ou o futuro dos filhos.
“Não somos uma ONG, uma empresa do terceiro setor, mas temos impacto social grande”, pondera.
Por isso, uma das preocupações é o investimento em educação financeira. Além de ofertar o buscador de investimentos, foi feito um trabalho com um blog e, agora, há um canal no “Youtube” com uma estratégia de conteúdo diferenciada dos demais canais do gênero, pois a empresa não é ligada a nenhum banco ou corretora. “Somos imparciais”, destaca.
Atendendo a uma grande demanda dos usuários por conhecer melhor quem são as empresas, quem é o banco, a financeira ou a corretora, a Yubb tem gravado vídeos com diretores e presidentes de instituições.
“Damos essa oportunidade para o investidor falar com o diretor ou presidente de banco, que são normalmente pouco acessíveis. Fazemos as perguntas que as pessoas fazem, como se é seguro colocar o dinheiro na instituição. Traduzimos as dúvidas do público e ele se sente seguro. Tem investidor que nos diz que fez o investimento em determinada instituição em função do vídeo”, afirma.
Questionado sobre a listagem de produtos de previdência, Pascowitch diz que “estamos querendo adicionar também”, mas que esse é um passo um pouco mais complicado.
Primeiro, porque para as empresas ofertantes, a previdência é vista como um produto da área de seguros e não de investimento. Mas do ponto de vista do investidor, a previdência privada seria sim um tipo de investimento. Então esse é um ponto que dificulta as negociações.
Outro ponto levantado por Pascowitch é que o aporte em previdência não se mostra como uma boa opção de investimento. Seria mais um comportamento de comodidade “sintomática de falta de educação financeira”. O investidor gosta não por ser uma boa opção de rentabilidade, mas por trazer aquela ideia de “se forçar a poupar”.
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