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Eduardo Campos

Eduardo Campos

Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.

Investimentos

Qual o melhor investimento no cardápio de hoje?

Fintech Yubb ajuda você a buscar e comparar renda fixa, renda variável, fundos e, em breve, trará carteiras recomendas de ações

Eduardo Campos
Eduardo Campos
2 de novembro de 2018
5:21 - atualizado às 11:09
Transparência e imparcialidade são os motivos para as pessoas utilizarem o Yubb, diz Bernardo Pascowitch, CEO da Yubb - Imagem: Fernando Torres

Pergunta recorrente de leitores, amigos e familiares é onde e como investir. E a reposta nunca é trivial, pois além de considerar retorno e prazo, tem de se levar em conta perfil de risco e objetivos de cada um.

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Mas a tecnologia está aí para ajudar. Já nos habituamos a utilizar sites de busca para achar melhores preços de produtos, passagens aéreas e hotéis. Por que não fazer isso quando o assunto é investimento? Essa é a proposta da empresa de tecnologia financeira (fintech) Yubb.

Conversei com o presidente e fundador Yubb, Bernardo Pascowitch, um advogado que trabalhou criando produtos para o mercado de capitais e se pegou pensando em como poderia investir nos produtos que ajudava a desenhar. Diante da dificuldade de achar os melhores investimentos e para atender a uma demanda não só sua, mas de amigos e familiares, Pascowitch estudou o assunto com profundidade e lançou o Yubb em novembro de 2016.

“O Yubb é um buscador de investimentos. As pessoas físicas usam o Yubb para que em dois cliques - quanto querem investir e por quanto tempo - possam encontrar e descobrir opções de investimento que não conheciam antes, por falta de experiência ou de tempo”, afirma.

Segundo Pascowitch existem milhares de investimentos e não é humanamente possível ligar para todas as corretoras ou entrar em cada plataforma para encontrar a melhor opção.

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“Então ajudamos e facilitamos a vida das pessoas sejam elas experientes ou interessadas em começar a investir”, afirma.

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A plataforma consegue mapear ofertas em todo o Brasil em tempo real, oferecendo cerca de 2,1 mil investimentos de mais de 200 empresas. Segundo Pascowitch, depois que o investidor seleciona o montante a ser investido e o prazo é que começa "a magia dos investimentos ainda não conhecidos", pois a partir de R$ 1 já é possível encontrar alternativas rendendo mais ou até mesmo o dobro da caderneta de poupança. O Tesouro Direto começa em R$ 30, e alguns CDBs de bancos pequenos e médios partem de R$ 100.

O que é ofertado e novidades

A plataforma oferece opções de renda fixa, fundos de investimentos, robôs de investimento e crowdfunding. Em primeira mão, Pascowitch contou que agora em novembro o Yubb também deverá trazer as carteiras recomendas de ações de diversas instituições, como XP e Modalmais.

A ferramenta vai apresentar o histórico de rentabilidade das carteiras e o investidor que optar por seguir as recomendações será direcionado ao site da instituição responsável pela carteira sugerida.

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Na gama de ofertas de renda fixa, por exemplo, há CDB, RDB, Letras de Crédito Imobiliário, Letras de Crédito Agrícola, Letras de Câmbio, Letras Financeiras e Tesouro Direto.

O investidor pode refinar sua busca por emissor, existência ou não de garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), liquidez diária, tributação e indexador. Também é possível se cadastrar e receber alertas sobre a oferta de investimentos com o perfil desejado.

Feita a escolha, a plataforma apresenta a expectativa de resgate bruto e líquido, faz uma comparação com o desempenho da poupança e lista os detalhes do investimento e do emissor.

 

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Quanto custa?

O Yubb é totalmente gratuito e não realiza nenhum tipo de transação financeira. O dinheiro do investidor não passa pela plataforma. Os aportes são feitos diretamente na instituição ou distribuidor responsável pelo produto selecionado. São as instituições que remuneram o Yubb por “negócio” gerado.

Pascowitch destaca a independência da plataforma como um ponto bastante relevante, pois as ofertas de produtos financeiros não são ranqueadas em função de pagamento (rebate) ou patrocínio.

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“Cobramos praticamente o mesmo valor de todas as empresas para não ter incentivo de priorizar e ranquear. É uma forma de garantir que não temos conflito de interesse. Transparência e imparcialidade são os motivos para as pessoas utilizarem o Yubb”, explica.

Atualmente são feitas cerca de 6 milhões de buscas de investimento por mês, com 350 mil a 400 mil visitas únicas. Os acessos têm crescido de 15% a 20% por mês. Agora em setembro foi batida a marca de R$ 10 milhões captados através da plataforma.

Está nos planos da Yubb a criação de ferramentas profissionais de investimento com cobrança pelo uso, mas a ideia, segundo Pascowitch é manter de forma gratuita a maior parte dos recursos de comparação.

O que está de fora

A busca não abarca os produtos ofertados pelos grandes bancos, como Banco do Brasil, Santander, Itaú, Bradesco e Safra. Segundo Pascowitch, há negociações com essas instituições, que estão analisando a melhor forma de ofertar suas opções de investimento.

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Ainda assim, pondera o executivo, não há prejuízo para o investidor, pois os bancos que ofertam os produtos de maior rentabilidade são os de menor porte e esses estão dentro da plataforma.

Produtos voltados para investidores qualificados (aqueles com mais de R$ 1 milhão em investimentos) e estruturados, como Certificado de Recebíveis Imobiliário (CRI), Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e FIDCs, também estão de fora por fugir do escopo da ferramenta, que é voltada para a pessoa física.

Também não são listados fundos cambiais. Segundo Pascowitch, como o risco é elevado e esse é um produto que demanda maior conhecimento do investidor, a opção é "por não exibir do que exibir e ficar preocupado”.

Educação financeira

Segundo Pascowitch, as pessoas estão buscando investimentos visando aposentadoria ou o futuro dos filhos.

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“Não somos uma ONG, uma empresa do terceiro setor, mas temos impacto social grande”, pondera.

Por isso, uma das preocupações é o investimento em educação financeira. Além de ofertar o buscador de investimentos, foi feito um trabalho com um blog e, agora, há um canal no “Youtube” com uma estratégia de conteúdo diferenciada dos demais canais do gênero, pois a empresa não é ligada a nenhum banco ou corretora. “Somos imparciais”, destaca.

Atendendo a uma grande demanda dos usuários por conhecer melhor quem são as empresas, quem é o banco, a financeira ou a corretora, a Yubb tem gravado vídeos com diretores e presidentes de instituições.

“Damos essa oportunidade para o investidor falar com o diretor ou presidente de banco, que são normalmente pouco acessíveis. Fazemos as perguntas que as pessoas fazem, como se é seguro colocar o dinheiro na instituição. Traduzimos as dúvidas do público e ele se sente seguro. Tem investidor que nos diz que fez o investimento em determinada instituição em função do vídeo”, afirma.

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Questionado sobre a listagem de produtos de previdência, Pascowitch diz que “estamos querendo adicionar também”, mas que esse é um passo um pouco mais complicado.

Primeiro, porque para as empresas ofertantes, a previdência é vista como um produto da área de seguros e não de investimento. Mas do ponto de vista do investidor, a previdência privada seria sim um tipo de investimento. Então esse é um ponto que dificulta as negociações.

Outro ponto levantado por Pascowitch é que o aporte em previdência não se mostra como uma boa opção de investimento. Seria mais um comportamento de comodidade “sintomática de falta de educação financeira”. O investidor gosta não por ser uma boa opção de rentabilidade, mas por trazer aquela ideia de “se forçar a poupar”.

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