E se você pudesse lucrar até 150% do CDI com os recebíveis das empresas?
Regulador está desenvolvendo projeto que dará nova alternativa de investimento em crédito privado para pequenos investidores

Os Fundos de Investimento em Direito Creditório (FIDC) são uma alternativa ao crédito tradicional para as empresas. Para os investidores representam mais uma opção de investimento em renda fixa, com risco moderado e retornos entre 130% a 150% do CDI.
O Conselho Monetário Nacional (CMN) determinou, na última segunda-feira, uma mudança nas regras que pode viabilizar o investimento pelo pequeno investidor nesse tipo de fundo - hoje ele é restrito para os profissionais. É o sinal verde para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) trabalhar em uma regulação de FIDC para o investidor do varejo.
Para o investidor, o FIDC é um instrumento de renda fixa, com recebimento de juros e principal em determinado período de tempo. Os direitos creditórios que compõem o FIDC são resultado dos créditos que uma empresa tem a receber, como vendas com cartão de crédito, duplicadas, cheques e outros. Na prática, o investidor compra um recebível com desconto e garante um rendimento no futuro.
Um bom exemplo é o de uma rede de lojas que vende um produto aos consumidores com cartão de crédito e fica com um valor a receber dentro de 30 dias. Como essa empresa tem um fluxo de vendas constante e em grande volume, ela pode juntar esses recebíveis e vender para um FIDC, que os compra com um desconto sobre o valor de face. Assim, a empresa garante recursos em caixa e o FIDC fica com o direito de receber o fluxo de pagamentos.
Outro exemplo é de uma empresa que presta serviços para uma petroleira e tem um fluxo de recebimentos previamente acertado ao longo de alguns anos. Com isso, é possível que a empresa opte por antecipar os recursos que têm a receber cedendo os créditos que têm contra a petroleira para um fundo de recebíveis.
Clubinho fechado
Esse mercado movimenta hoje cerca de R$ 110 bilhões, mas eles são acessíveis apenas para os investidores qualificados, aqueles com mais de R$ 1 milhão em ativos. O investidor de varejo acessa esses produtos somente de forma indireta, via fundos de crédito privado, que têm em suas carteiras diferentes FIDCs.
Leia Também
Segundo o gerente de Investimentos Estruturados da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Bruno Gomes, a mudança feita pelo CMN abre espaço para que a CVM consiga trabalhar na regulação de um modelo de FIDC que possa ser acessado pelo investidor de varejo.
De acordo com Gomes, esse foi o primeiro passo para que a autarquia dê continuidade ao projeto, que já prevê uma audiência pública no começo de 2019.
O projeto ainda está em fase inicial, mas uma ideia de regulação parte de ação já tomada com os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), que é um instrumento de securitização muito parecido com um FIDC. A estrutura garante fluxo constante de amortização com pagamento de juros e proteção de risco ao principal.
O mercado de securitização de ativos ganhou um novo panorama com a recente regulamentação de lei afirmando que o registro de ativo financeiro em registradora autorizada pelo Banco Central (BC) tem valor de publicidade, e que toda a conta a pagar é um ativo financeiro elegível para constituição de ônus e gravame para depositárias autorizadas.
Assim, o universo de ativos que podem ser alvo se securitização fica ampliado e há maior segurança em função do registro centralizado.
Entenda o FIDC
Todo FIDC possui regulamento próprio, que determina a política de investimento, se um fundo é aberto ou fechado, e quais as características dos recebíveis que irão compor a carteira.
A figura mais relevante na estrutura do produto é o custodiante, que valida os créditos, verifica o recebimento, faz cobranças e recebimentos. Os FIDCs também recebem classificação de risco de crédito. Aliás esse é o principal fator a ser avaliado, qual o risco de a empresa não realizar os pagamentos.
A emissão dos FIDCs acontece em séries que variam de acordo com o risco. São chamadas de cotas sênior aquelas que reúnem os ativos com preferência no recebimento. Se o fundo tiver rentabilidade inferior à estimada, os investidores da cota sênior têm seu retorno “garantido”, em detrimento dos cotistas que estão nas cotas mezanino e subordinada, que reúne os últimos a receber. Normalmente são colocadas em mercado apenas as cotas seniores.
Quer saber mais sobre investimentos? Clique aqui e receba a nossa newsletter gratuita.
MAIS LIDAS DO SD
Cruzeiro que terminou com passageiros abandonados, planos de Lula para o MEI, anulação das eleições e mais: veja o que bombou nesta semana
1 de novembro de 2026 - 17:24ANOTE NO CALENDÁRIO:
Queda da Selic à vista? Copom e payroll dividem atenções em semana mais curta no Brasil; veja a agenda econômica
1 de novembro de 2026 - 15:04Dívidas
Oncoclínicas (ONCO3) consegue apoio de credores para avançar com plano de recuperação de R$ 5,7 bilhões
31 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #294
O efeito Lula 4: sangria na B3 e dólar a R$ 5,40; o que fazer com seus investimentos após a virada nas urnas
30 de outubro de 2026 - 19:39O QUE ABRE E O QUE FECHA
A bolsa abre no feriado de Finados? Veja como ficam os horários dos bancos, Correios, agências de INSS e outros serviços
30 de outubro de 2026 - 6:30VOLTANDO AO NORMAL
Aposta do Rio de Janeiro fatura quase R$ 4 milhões na Lotofácil 3817; Mega-Sena acumula depois de pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil
30 de outubro de 2026 - 5:45HORA DE COMPRAR?
Lucro cresce, caixa surpreende e Citi volta a recomendar compra para Motiva (MOTV3), mas com preço-alvo mais baixo
29 de outubro de 2026 - 14:01É RECORDE!
Mega-Sena desencanta e aposta do Mato Grosso fatura sozinha prêmio de R$ 324,9 milhões
29 de outubro de 2026 - 5:49CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena encalha de novo e pode pagar o maior prêmio individual da história das loterias no Brasil; 3 apostas simples dividem a Lotofácil 3815
28 de outubro de 2026 - 5:51LIDERANÇA TEM UM PREÇO
Citi passa a recomendar compra de Mercado Livre, mas vê risco em investimentos para manter liderança
27 de outubro de 2026 - 14:22MEGA SENA TODO DIA
Lotofácil 3814 faz 2 novos milionários; Mega-Sena acumula e prêmio sobe para R$ 305 milhões
27 de outubro de 2026 - 5:58DANÇA DAS CADEIRAS
Fiscal na mira do mercado: BTG avalia cenário político e possíveis nomes para a Fazenda no Lula 4; confira
26 de outubro de 2026 - 19:43EXIGÊNCIAS MAIS RIGOROSAS
Banco Central aprova novas regras para ofertas de crédito e cria proteção contra o endividamento excessivo
24 de outubro de 2026 - 8:59CENÁRIO ELEITORAL
“Se o Lula vencer, o cenário tende a favorecer mais o rentismo”, diz CEO da EQI; veja as apostas da corretora
23 de outubro de 2026 - 15:56VANTAGEM EM XEQUE
Esta cidade fora de SP virou hub de galpões logísticos. Agora, a Reforma Tributária pode mudar o jogo
23 de outubro de 2026 - 11:15A SERVIÇO DE SUA MAJESTADE
Quem será o próximo James Bond? Quatro nomes estão na disputa final para interpretar o agente 007
23 de outubro de 2026 - 11:09ELEIÇÕES NO MERCADO IMOBILIÁRIO
Minha Casa Minha Vida ou Casa Verde Amarela? Os planos de Lula e Flávio Bolsonaro para o mercado imobiliário e a compra da casa própria
23 de outubro de 2026 - 7:09CARRO-CHEFE ENCALHADO
Mega-Sena acumula novamente e prêmio alcança R$ 230 milhões; 3 bolões com dezenas de pessoas dividem a Lotofácil
23 de outubro de 2026 - 5:47DISPUTA DE REGULADORES
Afinal, quem falhou no caso Banco Master? Ex-presidente da CVM aponta para o Banco Central
22 de outubro de 2026 - 18:45LUZES ACESAS