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2019-04-04T13:50:10-03:00
Estadão Conteúdo
Inflação do aluguel

A FGV trouxe boas notícias para quem investe em imóveis para alugar

IGP-M ganhou força em setembro e ficou acima das expectativas dos analistas de mercado

27 de setembro de 2018
14:17 - atualizado às 13:50
Imóveis em São Paulo
Acumulado da inflação do aluguel nos últimos 12 meses até setembro ficou em 10,04% - Imagem: Shutterstock

A inflação do aluguel, medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), ganhou força em setembro e subiu 1,52%. O resultado divulgado nesta quinta-feira, 27, pela Fundação Getulio Vargas (FGV) fez com que o acumulado dos últimos 12 meses saltasse para 10,04%.

Os números vieram acima da projeção média de analistas consultados pelo Broadcast. Eles esperavam alta de 1,45%. Nos nove meses deste ano, o indicador acumulado registra elevação de 8,29%.

O IGP-M possui três subíndices que, juntos, compõem o indicador geral: o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M). Nesses grupos, o IPA-M acelerou de 1,00% para 2,19% entre agosto e setembro, o IPC-M acelerou de 0,05% para 0,28% e o INCC-M desacelerou de 0,30% para 0,17% no período.

Agropecuária puxa inflação pro alto

A aceleração no ritmo de alta do IGP-M em setembro foi influenciada, principalmente, pela taxa de variação do Índice de Preços ao Produtor Amplo Agropecuário (IPA Agrícola), que atingiu 2,09% em setembro após 1,60% em agosto.

Ao mesmo tempo, o IPA Industrial ganhou força, marcando 2,22% no nono mês do ano, após ter apresentado expansão de 0,80% em agosto. Em 12 meses, o indicador acumula alta de 13,26% em setembro, acima do patamar de 11,66% do IGP-M verificado no mês anterior.

Os Bens Finais interromperam uma série de oito meses em retração e avançaram 1,00%. O item de maior contribuição para o movimento foi combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 0,02% em agosto para 8,21% em setembro.

O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, registrou alta de 0,45%, após 0,24% no mês anterior.

Os Bens Intermediários também aceleraram, passando de 0,80% em agosto para 2,24% em setembro, com influência de subgrupo materiais e componentes para manufatura, que saiu de alta 0,35% para 1,57% em setembro.

Já as Matérias-Primas Brutas tiveram expansão de 3,53% em setembro após 2,11% no oitavo mês do ano. Os itens que mais pressionaram os preços foram: minério de ferro (3,35% para 10,49%), soja em grão (2,80% para 5,01%) e milho em grão (3,68% para 5,74%). Por outro lado, ajudaram a conter o movimento as variações em leite in natura (10,63% para -0,28%), cana-de-açúcar (0,33% para -1,39%) e mandioca/aipim (2,98% para 1,06%).

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