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Gigante de papel e celulose

Suzano registra prejuízo líquido de R$ 107,6 milhões no 3º trimestre

Dólar mais forte fez com que as despesas da empresa subissem, levando o desempenho da companhia para baixo

Suzano Papel e Celulose
Suzano Papel e Celulose. - Imagem: Amanda Oliveira/Governo da Bahia

A Suzano registrou prejuízo líquido de R$ 107,6 milhões no 3º trimestre, revertendo lucro de R$ 801 milhões registrado no mesmo período do ano passado. Apesar de o rombo ser inferior ao prejuízo líquido de R$ 1,8 bilhão do 2º trimestre, o número é ruim se compararmos as expectativas do mercado, que projetavam um lucro de R$ 524 milhões, segundo a Bloomberg.

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Confira um resumo do desempenho da Suzano:

  • Prejuízo líquido de R$ 107,6 milhões, revertendo o lucro de R$ 801 milhões no 3º trimestre de 2017
  • Ebitda de R$ 2,1 bilhões, recorde e alta de 78,6% em relação ao mesmo período do ano passado
  • Receita líquida: R$ 4,0 bilhões, alta de 54,4% na comparação anual

O dólar mais forte, que a um primeiro momento impulsionaria o preço do papel e da celulose e traria mais caixa para a Suzano, acabou se tornando também um problema. Isso porque, segundo a companhia, as despesas financeiras subiram 50,8% em relação ao 3º trimestre de 2018 e foram influenciadas pela variação cambial que tornou mais caras as dívidas e financiamentos em dólar feitos pela Suzano para a fusão com a Fibria.

A dívida líquida da empresa atingiu R$ 10,8 bilhões ao final de setembro, alta de 16,9% em relação ao 3º trimestre do ano passado.

A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado, termômetro do mercado para mensurar a capacidade operacional das empresas, bateu recorde ao crescer 78,6% no comparativo anual e atingir R$ 2,1 bilhões. O número ficou acima das previsões de analistas consultados pela Bloomberg que projetavam Ebitda de R$ 1,96 bilhões.

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A receita líquida da empresa somou R$ 4,006 bilhões, alta de 54,4% em relação ao mesmo período de 2017 e expansão de 25% em relação ao segundo trimestre de 2018. Parte desse desempenho foi ajudado pelo aumento de 8,7% no volume total de vendas de papel e celulose no trimestre, que totalizou 1.238,8 mil toneladas. No acumulado de janeiro a setembro de 2018, são 3.484,2 mil toneladas de papel e celulose comercializadas.

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Já a alavancagem, medida pela relação dívida líquida e Ebitda, da Suzano Papel e Celulose recuou de 1,7 vez em junho para 1,6 vez em setembro de 2018. Em setembro do ano passado, o nível de alavancagem da companhia estava em 2,3 vezes.

*Com Estadão Conteúdo.

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