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2018-10-08T02:05:06-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
CEO do Seu Dinheiro. É CFP® (Certified Financial Planner). Tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa. Foi Diretora de Conteúdo e editora-chefe do Seu Dinheiro, editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e do portal IG.
Eleições 2018

Bolsonaro e Haddad vão para 2º turno em eleição marcada pela polarização entre direita e esquerda

Votações de Bolsonaro e Haddad ficaram acima do que apontavam as pesquisas e fora do intervalo considerado tolerável pela margem de erro

7 de outubro de 2018
19:06 - atualizado às 2:05
Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, candidatos às eleições presidenciais de 2018
Candidatos às eleições presidenciais 2018 - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil e Sérgio Silva/Wikimedia Commons

O Brasil terá um embate entre direita e esquerda no segundo turno. Jair Bolsonaro (PSL) ficou com 46,03% dos votos válidos e Fernando Haddad (PT) conquistou 29,28%, com 99% das urnas apuradas, de acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A eleição marcou a morte do Centrão e a polarização extrema do país. Os candidatos que tentaram ser uma terceira via ao radicalismo, como Ciro Gomes, Marina Silva e Geraldo Alckmin, não conseguiram angariar votos.

A decisão da eleição ocorreu na reta final. Um dos fatos mais marcantes da eleição foi o atentado contra Bolsonaro no dia 6 de setembro, que deixou o líder das pesquisas internado no último mês da campanha. O caso trouxe exposição a Bolsonaro e ele ganhou mais votos após o episódio.

Outro fato marcante da reta final foi o avanço de Haddad. Antes de 17 de setembro, o petista não aparecia nas pesquisas no segundo turno. A vaga no segundo turno mostra que a estratégia do PT de lançar Lula como candidato, mesmo ele estando preso em Curitiba, foi bem-sucedida. O ex-presidente aparecia em primeiro lugar nas intenções de voto antes da eleição e conseguiu transferir um número suficiente de eleitores para garantir Haddad no segundo turno.

Reação dos mercados

O mercado começou a eleição na torcida por Geraldo Alckmin, que fechou um acordo com o Centrão e prometia propor as reformas econômicas no início do mandato. Como Alckmin não emplacou, o mercado financeiro rapidamente migrou para a torcida de Jair Bolsonaro. Na última semana, com o avanço do capitão do Exército trouxe euforia aos mercados, que passaram a vislumbrar a possibilidade da vitória de Bolsonaro no primeiro turno.

Não foi o que aconteceu, mas a votação de Bolsonaro (e também de Haddad) ficou acima do que apontavam as pesquisas e fora do intervalo considerado tolerável pela margem de erro. Na última pesquisa do Ibope, divulgada na véspera da eleição, Bolsonaro tinha 41% dos votos válidos, contra 25% de Haddad.

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