2018-10-28T21:28:31-03:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Eleições 2018

O que interessa é a formação de governo, diz economista do ABC Brasil

Para Luis Leal, confirmada a vitória é possível que o mercado “ande mais um pouco” e dólar busque a linha de R$ 3,60. Autonomia do BC é medida que pode surpreender

28 de outubro de 2018
21:28

O que interessa para o mercado é a formação do novo governo, dos nomes da equipe, especialmente para o Ministério da Fazenda, Banco Central (BC), e o que Jair Bolsonaro vai falar com relação às privatizações. A avaliação é do economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luis Otavio Souza Leal.

Para o economista, confirmada a vitória é possível que o mercado “ande mais um pouco” nesta segunda-feira. Como exemplo, Leal citou o dólar que na sexta-feira foi a R$ 3,65, descolado da cena externa. É possível que dólar caminhe para a linha de R$ 3,60.

De acordo com Leal, a autonomia do Banco Central poder ser uma grande surpresa. A percepção é de que o projeto possa ser aprovado no Congresso, e que isso acabe determinando a permanência de Ilan Goldfajn no comando da instituição pelo período de transição.

“A conjunção dessa independência do BC com a permanência de Ilan pode contrabalancear uma certa frustração com a reforma da Previdência no curto prazo”, disse.

Pelos modelos de autonomia em discussão, presidente do BC e diretores teriam mandatos não coincidentes com o do presidente da República. Assim, Ilan poderia ficar por mais dois anos comandando o BC até a entrada em vigor da nova regra.

Para Leal, a reforma da Previdência não deve andar, pois Bolsonaro teria pouca disposição em levar adiante o modelo proposto por Michel Temer.

Segundo o economista, a Previdência é a reforma mais urgente, mas o candidato pode começar a tratar disso em 2019.

A nova etapa

Agora, diz Leal, começa uma segunda fase no jogo, com o mercado acompanhando de perto a mudança de Bolsonaro candidato para o Bolsonaro eleito e já jogando para frente como será o Bolsonaro presidente.

Quando Bolsonaro era candidato, havia uma complacência com as falas, pois elas eram “coisa de campanha”. Agora, as falas do eleito começam a ganhar contorno de verdade. Como exemplo, Leal cita a fala de Bolsonaro sobre não entregar a geração de energia elétrica para os chineses, quando falou sobre privatizações.

“Isso é bravata ou é o que ele pensa? Qualquer coisa que ele fale será tomada a valor de face”, diz Leal.

 

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