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2019-04-05T09:53:49-03:00
Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril.
Previdência Social

Vai dar entrada na aposentadoria? Deixe para o ano que vem…

Não dê entrada no seu pedido de aposentadoria em 2018, especialmente se você tiver chances de receber o teto do INSS. Entenda por que, nesse caso, procrastinar é uma coisa boa

14 de dezembro de 2018
13:06 - atualizado às 9:53
Fachada de posto de atendimento da Previdência Social
Aumento da expectativa de vida tende a reduzir valor inicial do benefício de aposentadoria. Imagem: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Se você está prestes a se aposentar pela Previdência Social, vai uma dica. Não dê entrada no pedido de aposentadoria neste fim de ano. Melhor deixar para janeiro ou fevereiro do ano que vem. A orientação é de Newton Conde, atuário especializado em previdência e consultor da Conde Consultoria Atuarial.

No final de novembro, o IBGE divulgou a Tábua IBGE-2017, com a atualização da expectativa de vida do brasileiro.

Atualizadas anualmente, sempre nessa época, as tábuas do IBGE são usadas pela Previdência Social para calcular o Fator Previdenciário, índice que pode elevar ou reduzir o benefício dos segurados, dependendo da modalidade de aposentadoria escolhida e do tempo de contribuição.

A tábua IBGE-2017 entrou em vigor no último dia 29 de novembro e será válida até 30 de novembro de 2019.

O documento revelou que a expectativa de vida dos brasileiros com idades entre 40 e 80 anos - período em que se concedem as aposentadorias - aumentou, em média, 54 dias (quase dois meses).

Aumentos na expectativa de vida tendem a reduzir o valor inicial dos benefícios de aposentadoria.

Em outras palavras, quem entrar com pedido de aposentadoria a partir de agora vai começar ganhando menos do que segurados que solicitaram o benefício nas mesmas condições de idade e tempo de contribuição quando a tábua de 2016 ainda estava em vigor.

Segundo cálculos do consultor atuarial Newton Conde, esse aumento médio de 54 dias na expectativa de vida do brasileiro que está para se aposentar resultou em uma redução média de 0,77% no valor inicial do benefício.

A maior queda ocorreu na faixa dos 72 anos, cujo valor inicial de benefício caiu 1,43% em relação a quando a tábua de 2016 estava em vigor.

As mudanças impactam até mesmo quem se enquadra na regra de transição 85/95 - que, por sinal, passa a ser de 86/96 a partir de 2019.

Aumento da expectativa de vida em relação à tabua anterior

Fonte: Conde Consultoria Atuarial

Diferença no valor inicial do benefício de aposentadoria em diferentes faixas de idade e tempo de contribuição

Fonte: Conde Consultoria Atuarial

Como compensar a redução do benefício

Você pode compensar a redução do benefício adiando apenas um pouco a aposentadoria. Com mais um ou dois meses de contribuição, dependendo do caso, o segurado consegue voltar ao nível do benefício inicial de novembro de 2018.

Assim, se você estava para entrar com o pedido de aposentadoria agora, aguarde até janeiro ou fevereiro.

A orientação vale especialmente para os segurados do INSS que tiverem grandes chances de receber o teto. Se derem entrada na aposentadoria ainda neste ano, seu valor inicial de benefício será corrigido, em janeiro, pela inflação de dezembro, medida pelo INPC.

Só que o valor do teto, hoje em R$ 5.645,80, será reajustado pela inflação de todo o ano de 2018. Ou seja, o segurado não receberá o novo teto, corrigido. Melhor, então, deixar para janeiro e garantir a correção.

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