Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ana Paula Ragazzi

EXPLICA ESSA PRA CVM!

Na (imprudente) recompra de ações da Gafisa, quem vende é Mu Hak You

Gestora GWI assumiu o comando da Gafisa há um mês e tomou decisões polêmicas, como fazer uma recompra de ações esvaziando o caixa da empresa. A GWI reduziu sua posição durante execução da oferta e abre discussões sobre motivação do negócio.

Ana Paula Ragazzi
6 de novembro de 2018
9:11 - atualizado às 11:09
Montagem com bandeira da Coreia do Sul em em meio a prédios de São Paulo
Montagem com bandeira da Coreia do Sul em em meio a prédios de São Paulo - Imagem: Shutterstock

Há pouco mais de um mês, a gestora GWI, do investidor coreano Mu Hak You, tomou conta da Gafisa. De lá para cá, já conseguiu várias “proezas”. Da noite para o dia, trocou toda a diretoria que acumulava anos de casa pelo staff da GWI. Também decidiu parar de pagar fornecedores, mas teve de voltar atrás, para evitar paralisação dos trabalhadores nas suas obras. Anunciou, ainda, uma recompra de ações, julgando que a empresa, que vem do momento difícil do setor de construção no país, podia dispor de recursos de seu caixa não para tocar seus negócios, mas para retirar ações do mercado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Todas essas decisões já eram difíceis de entender, mas complicado mesmo para Mu Hak será explicar aos investidores, ao mercado e muito provavelmente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) como é que, ao mesmo tempo em que decide tirar recursos do caixa da Gafisa para a recompra, reduz a posição da própria GWI  na companhia. Essa é a avaliação possível depois da análise de documentos recentes divulgados pela incorporadora. O objetivo da polêmica operação de redução de capital era o de dar liquidez a seu controlador em detrimento do saúde financeira da empresa?

A GWI tinha 37,32% das ações da Gafisa em 21 de setembro. Dia 25 aconteceu a assembleia em que a gestora conseguiu a maioria no conselho e passou a ditar as regras na incorporadora. Conforme informações sobre seu quadro acionário atualizadas em 1 de novembro no site da B3, a GWI possuía, naquele dia, 32,07% da companhia. A fatia caiu 5,25 pontos percentuais. Não haveria problema nenhum se a empresa, em outubro, não tivesse concluído 90% de seu programa de recompra de ações.

Conforme relatório sobre a negociação de ações da empresa e que obedece a Instrução CVM 358, a quantidade de ações em tesouraria da Gafisa subiu de 1,94% para 8,98% ou 7 pontos percentuais. Em número de ações, o incremento foi de 3,150 milhões. Quando anunciou a recompra, a Gafisa informou que ela atingiria até 3,5 milhões de papéis - da comparação desses dois números, saem os 90% de conclusão da recompra. A Gafisa gastou mais de R$ 40 milhões com o programa até aqui. Dois acionistas que possuíam mais de 5% da Gafisa até antes da entrada da GWI no comando também reduziram posições em outubro.

Aparentemente, não é exagero dizer que a recompra poder ter servido como porta de venda para alguns acionistas relevantes. Quando anunciada, houve protesto de dois conselheiros que não eram ligados à GWI e que  renunciaram aos postos dias depois. Por escrito, eles se manifestaram contra a recompra, afirmando que não havia uma projeção de fluxo de caixa futuro para embasar a decisão. Até aquela data, 28 de setembro, a empresa já havia consumido cerca de R$ 50 milhões do caixa que tinha divulgado em junho, de cerca de R$ 210 milhões. E eles observavam que a Gafisa possuía uma alavancagem de 82% do patrimônio líquido, ressaltando que a recompra poderia colocar em risco a liquidez da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois que a Gafisa anunciou que pretendia deixar de pagar os fornecedores, a agência de avaliação de risco Standard & Poors rebaixou a nota da empresa, dia 24 de outubro. A S&P, em seu comunicado, se dizia preocupada com as mudanças “abruptas” no conselho e diretoria da companhia e avaliava que a manutenção de política agressiva com fornecedores poderia afetar sua reputação no mercado. Dizia ainda que a composição atual de conselho e diretoria, concentrada na GWI, “sugere que o processo de tomada de decisão deverá favorecer os interesses da GWI acima dos interesses de outros stakeholders”. No comunicado, a S&P não tocou no assunto recompra.

Leia Também

Recompra segurou preço da ação

O formulário divulgado na segunda-feira (5) tem 15 páginas em que são detalhadas as operações com as ações em tesouraria. Houve muitos negócios a termo - os preferidos de Mu Hak - e também vendas de ações. As compras no primeiro dia foram com a ação a R$ 11,42. E, no dia 31, com o papel a R$ 12.

A impressão do mercado é que só a recompra é a responsável pela manutenção de Gafisa nesses patamares. E,  daqui para a frente, sem a recompra, ela pode engatar forte rota de queda. Oscilações negativas na ação podem prejudicar Mu Hak que costuma operar via GWI com posições alavancadas. Para você, investidor, a dica é: fique longe desta ação. Fundamentos da empresa não importam mais quando a governança está em xeque.

O documento só trouxe as informações das ações em tesouraria - ficaram de fora eventuais movimentações de conselheiros e diretores, com pede a Instrução 358 da CVM. Esses cargos são, hoje, ocupados por Mu Hak, seu filho Tiago, sua advogada Ana Recart, e outros funcionários da GWI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A reportagem  questionou a Gafisa sobre todos os pontos abordados. A Gafisa, no entanto, informou que não poderia dar entrevista por estar em período de silêncio pré- resultados. O informe do terceiro trimestre deve sair na próxima quinta-feira, após o fechamento do mercado. Na sexta-feira, 9, está agendada uma teleconferência com investidores. Se houver algum interessado em ouvir, a nova administração da Gafisa vai ter muito o que explicar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar