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2018-10-07T22:24:00-03:00
Eleições 2018

Bolsa deve subir para refletir “quase vitória” de Bolsonaro, diz Giufrida, da Garde

Em um cenário mais favorável ao candidato do PSL, as ações de empresas estatais e de concessionárias tendem a se beneficiar mais na bolsa, segundo o gestor

7 de outubro de 2018
22:00 - atualizado às 22:24
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Para gestor, chances de vitória do candidato do PSL são 95% após primeiro turno - Imagem: Wikimedia Commons

Assim como boa parte dos gestores de fundos, Marcelo Giufrida, sócio da Garde Asset Management, estava com um olho na Globo News e outro na tela do celular na noite deste domingo.

Na TV, acompanhava a apuração dos votos que colocou Jair Bolsonaro com um pé no Palácio do Planalto. E no celular checava as cotações dos ativos brasileiros negociados no exterior. Em Chicago, o dólar reagia em queda contra o real conforme os resultados saíam, negociado ao redor de R$ 3,75.

Essa deve ser a tônica dos mercados nesta segunda feira. “Os investidores devem colocar no preço amanhã uma chance maior de vitória do Bolsonaro do que na sexta-feira”, diz Giufrida, responsável pela gestão de de pouco mais de R$ 7 bilhões em fundos. Na prática, isso significa bolsa para cima e dólar em queda.

Conversei com Giufrida pelo telefone quando a apuração ainda marcava pouco mais de 47% para Bolsonaro - ele deve fechar com pouco mais de 46% dos votos. Nessa avaliação preliminar, Giufrida vê Bolsonaro com 95% de possibilidade de sair vitorioso no segundo turno das eleições.

Além de precisar converter praticamente todos os votos dos demais adversários, Haddad tem a missão de melhorar seus índices no Sudeste, onde ele provavelmente não terá palanque.

“A não ser que Bolsonaro cometa um grande erro, ele caminha apenas cumprir tabela no segundo turno”, diz o sócio da Garde.

Em um cenário mais favorável ao candidato do PSL, as ações de empresas estatais e de concessionárias tendem a se beneficiar mais na bolsa, segundo Giufrida. No melhor cenário, o mercado torce por uma privatização das empresas controladas pelo Estado, como defende Paulo Guedes, assessor econômico e provável "superministro" de Bolsonaro.

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