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Papéis da estatal na bolsa caíam mais de 12% depois que o candidato do PSL descartou privatizar a companhia
O tempo pode até ter fechado para o mercado nesta quarta-feira, 10, após declarações pouco animadoras de Jair Bolsonaro (PSL) sobre a economia, mas foi na Eletrobras que a tempestade caiu. Após o presidenciável ter vetado a possibilidade de privatização da estatal, as ações preferenciais e ordinárias da companhia despencaram mais de 12%.
O candidato à Presidência pelo PSL disse ontem em entrevista à TV Bandeirantes que não pretende propor projetos para privatizar o setor de geração de energia. A fala fez com que os ativos da Eletrobras praticamente zerassem os ganhos acumulados no cenário pós primeiro turno.
"A gente vai vender para qualquer capital do mundo? Você vai deixar a nossa energia na mão da China? A gente pode conversar sobre distribuição, mas sobre geração não", Jair Bolsonaro.
Outras empresas que também são mais sensíveis aos resultados das eleições (como estatais e bancos) também tiveram seus papéis penalizados pela fala de Bolsonaro. No chamado kit eleição, a Petrobras recua de 3,84% (PN) e 4,14% (ON). Já Cemig perdia 4,03% (PN) e Copel 2,09% (PNB). Sabesp ON cedia 3,75%. Entre os bancos, Banco do Brasil ON registrava baixa de 4,03%, seguido pelos concorrentes Itaú PN (-2,53%), Bradesco PN (-2,56%) e Santander Unit (-2,97%).
Nas siderúrgicas, Usiminas PNB registrava forte queda de 5,29%, seguida por CSN ON -5,25%, Metalúrgica Gerdau PN -3,44% e Gerdau PN -2,68%.
Segundo Vitor Suzaki, analista da Lerosa Investimentos ouvido pelo Estadão Conteúdo, a maior aversão ao risco tende a atingir com mais força ações consideradas mais arriscadas. Vale ON, por sua vez, recuava 1,73%.
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Os investidores também repercutem declarações do capitão sobre a reforma da Previdência. Para ele, a reforma será tratada "vagarosamente, embora depois tenha recuado dizendo que, se eleito, irá procurar a equipe de Michel Temer para fazer proposta sobre o tema "já para o corrente ano". Uma das ideias seria reduzir a idade mínima de 65 para 61.
Com tal disposição de Bolsonaro, o mercado passa por ajustes que impulsionam o dólar para mais de R$ 3,75, após a moeda americana ter acumulado perdas de mais de 8% no mês e caído na terça para R$ 3,7155, refletindo expectativas de investidores de vitória de Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial e de andamento das reformas.
E você leitor, o que achou das declarações do candidato do PSL sobre a economia? Deixe seu comentário aqui embaixo.
*Com Estadão Conteúdo.
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