🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

pequenas contra gigantes

Atuação de startups faz disparar ações na Justiça contra companhias aéreas

Empresas que atuam facilitando processos contra aéreas são um dos motivos de crescimento da judicialização no setor em 2019, que saltou para 109 mil

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
2 de novembro de 2019
12:01
Mulher carrega bagagem em aeroporto - Imagem: shutterstock

A United Airlines tem cinco voos diários para o Brasil e 4,8 mil nos Estados Unidos. Mesmo assim, a companhia aérea sofreu 1.895 ações cíveis no País no ano passado, ante 171 em sua terra de origem - quase 11 vezes mais por aqui. Na Latam Airlines, maior grupo aéreo da América do Sul, a situação não é muito diferente. Com quase metade de seus voos originados no Brasil, 98% das ações judiciais que sofreu também foram impetradas no País.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estatísticas do Instituto Brasileiro de Direito Aeronáutico (Ibaer) revelam que o País tem uma situação que destoa do resto do mundo: a estimativa é de que 98,5% das ações cíveis contra companhias aéreas estejam concentradas no Brasil.

Antiga pedra no sapato do setor, a judicialização teve forte crescimento em 2019. O número de ações propostas por consumidores contra as aéreas saltou de 64 mil em 2018 para 109 mil apenas entre janeiro a julho deste ano, de acordo com o levantamento do Ibaer. Entre os motivos está a proliferação, no último ano, de startups que ajudam os passageiros a processarem companhias aéreas por problemas na viagem.

Atrasos e cancelamentos de voo, overbooking e bagagem extraviada são os casos mais comuns atendidos por essas startups, que fazem uma rápida triagem antes de dar encaminhamento às queixas. A primeira tentativa para resolver os conflitos costuma ser o contato direto com as companhias aéreas, mas algumas empresas recorrem às vias judiciais se for necessário.

Por esse serviço, a maioria das startups cobra um porcentual sobre o valor da indenização conquistada - se perder o caso, o consumidor não paga nada. Mas há quem opere de outra forma: a QuickBrasil, por exemplo, "compra" o direito do passageiro por R$ 1 mil - quantia que é paga em até uma semana - e assume os riscos da cobrança da dívida com a companhia aérea.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fundada em 2016 por três amigos, a Liberfly começou captando clientes nas páginas de Facebook das companhias aéreas, nas quais os passageiros iam para reclamar de problemas enfrentados em suas viagens. Após três anos atuando nas redes sociais, com influenciadores e blogs do universo de viagens e turismo, a startup já atendeu mais de 4 mil casos e, segundo a empresa, tem taxa de sucesso em torno de 98,6%.

Leia Também

"A grande virada foi este ano. Começamos 2019 com 15 funcionários e hoje já estamos com 50. E vamos receber investimento até novembro, estamos na rodada de captação", diz Jeovana Vazzoler, responsável pelas Relações Institucionais da Liberfly.

Aéreas dizem ver setor prejudicado

Executivos e especialistas do setor aéreo afirmam que o crescimento explosivo das ações judiciais contra as empresas de aviação tem prejudicado o desenvolvimento desse mercado no Brasil.

A avaliação é que esse movimento ganha força justamente em um momento no qual a indústria recebeu fôlego extra, com a abertura ao capital estrangeiro e a redução do ICMS cobrado sobre combustível em vários Estados. No horizonte, há ainda a perspectiva do fim da tarifa de embarque em voos internacionais e outras medidas de estímulo às companhias de baixo custo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porta-vozes das companhias aéreas questionam algumas práticas das startups na tentativa de fechar acordos, seja na Justiça ou fora dela. "Se eu conseguir um acordo de R$ 3 mil, no fim todo mundo paga a conta. Porque esses R$ 3 mil vão para a tarifa do passageiro. A companhia não consegue financiar isso, ela vai aumentar o preço. Esses aplicativos, para mim, são um câncer", diz Jerome Cadier, presidente da Latam Brasil.

A Azul encerrou setembro com uma base de ações cíveis 63% maior que a de dezembro, e a expectativa é de que ela continue crescendo até o fim deste ano. "A quantidade (de ações) e a administração desse contencioso têm sido um ponto muito importante neste ano para a empresa", afirma Joanna Portella, diretora jurídica da Azul.

Na Gol, o aumento da base de ações foi da ordem de 50% do ano passado para cá. "O custo que isso trouxe em tíquete médio de condenações foi muito fora de todo o histórico da companhia", diz a diretora jurídica, Carla Coelho.

De acordo com ela, a Gol já vem trabalhando há alguns anos em esforços para evitar as condenações. Uma das iniciativas é um núcleo na área de call center com 21 atendentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Auxiliados por advogados, eles trabalham com consumidores que já têm ações judiciais contra a companhia. "Essa é uma superferramenta não só para mediação e conciliação, mas também para resgate do cliente", diz.

As startups, por sua vez, rebatem as críticas das empresas e afirmam que agem em prol dos consumidores e também das próprias companhias, para que possam "recuperar" a confiança dos clientes insatisfeitos.

"É um mercado? É. Mas o nosso principal objetivo, acima de qualquer coisa, é conscientizar quem está viajando e mostrar que eles têm direitos, sim", afirma Jeovana Vazzoler, responsável pelas Relações Institucionais da Liberfly.

Low cost

Para Cadier, presidente da Latam Brasil, o excesso de judicialização é um impeditivo para companhias low cost que queiram se instalar no País. Ele destaca que, até hoje, nenhuma das entrantes iniciou operações de voos domésticos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Minha sensação é de que essas empresas estão fazendo as contas e vendo que é muito complexo. Na Latam, temos 5 mil ações na Justiça por mês. Imagina a quantidade de advogados que preciso ter para estarmos presentes nas audiências, a máquina interna que preciso para preparar para a defesa em cada um desses 5 mil processos, a quantidade de informações para minimamente apresentar diante do juiz e explicar o que aconteceu nesses casos específicos", diz Cadier. "Não é o que companhias aéreas que operam fora do Brasil estão acostumadas a fazer, e acho que isso assusta."

Tratados internacionais

Não só a ação das startups que ajudam os passageiros a processarem companhias aéreas por problemas na viagem é responsável pelo excesso de judicialização do setor, diz o Procon-SP. Para o diretor executivo da entidade, Fernando Capez, as próprias empresas aéreas também agravam esse quadro.

Segundo Capez, as companhias oferecem soluções "insuficientes" aos consumidores quando acontece um problema no transporte aéreo. "Como você vai dar mil dólares para quem ficou 30 dias sem a bagagem, precisou comprar um monte de roupa, perdeu quatro ou cinco passeios, teve uma viagem planejada estragada? Como podem oferecer só o valor da roupa que estava presumida?", questiona. Para Capez, o dano moral nesse tipo de caso está "implícito".

As empresas, porém, dizem que o judiciário brasileiro não aplica nos julgamentos tratados internacionais que normatizam a aviação civil, como a Convenção de Montreal. Advogados especializados entendem que esses tratados deveriam prevalecer sobre o Código de Defesa do Consumidor (CDC), mas essa não tem sido a interpretação dos tribunais, principalmente de 1.ª e 2.ª instâncias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para eles, a prevalência do CDC criou uma "indústria de indenizações", que estimula consumidores a entrarem na Justiça mesmo quando não sofreram os danos alegados, principalmente o dano moral, segundo Ricardo Bernardi, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Aeronáutico (Ibaer).

Para advogados especializados no setor, os tribunais erram ao considerar que um dano material (por perda de bagagem, por exemplo) cria "automaticamente" um dano moral ao passageiro. Segundo o vice-presidente do Ibaer, a maioria das indenizações por dano moral concedidas pelo tribunais brasileiros não têm respaldo num dano propriamente dito, e sim um "caráter punitivo", o que é vedado pela Convenção de Montreal, ratificada pelo Brasil em 2006.

"O Código de Defesa do Consumidor foi muito importante para trazer mais qualidade à prestação dos serviços. Só que a interpretação foi levada ao extremo neste caso, a um extremo que acabou prejudicando o próprio consumidor, pela insegurança jurídica que gera. Temos de trazer isso a um equilíbrio", defende Bernardi.

Mesmo quem está do lado dos consumidores reconhece que a judicialização do setor é um problema a ser atacado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O País tem de caminhar para um processo de solução das demandas por meios dissuasórios, amigáveis, mais práticos", diz Capez, do Procon-SP. "Estamos nessa cruzada". Para ele, além do próprio Procon, há outros serviços, como a plataforma consumidor.gov.br, que ajudam a resolver conflitos com as companhias aéreas de forma muito mais rápida e menos burocrática do que a Justiça.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo e Estadão Conteúdo 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAZOU

Sem Ilha Dinâmica no iPhone 18 Pro? Entenda o que indica o vazamento da Apple

15 de janeiro de 2026 - 16:01

Apple avalia nova arquitetura interna para “esconder” os sensores do Face ID nos modelos Pro

RALI AINDA NÃO ACABOU

Ainda tem fôlego? Por que a Eneva (ENEV3) virou a ação favorita do Itaú BBA mesmo após um rali de quase 100%

15 de janeiro de 2026 - 15:42

O banco elevou preço-alvo para as ações ENEV3 e vê gatilhos capazes de destravar valor mesmo após a forte alta recente; o que está por trás do otimismo?

MERCADO NÃO GOSTOU

SmartFit (SMFT3) despenca mais de 9% após evento da empresa. É hora de comprar?

15 de janeiro de 2026 - 14:43

Alcançando a mínima intradia desde agosto do ano passado, os papéis da companhia lideram a ponta negativa do Ibovespa nesta tarde

APERTANDO O CINTO

CSN (CSNA3) anuncia plano de venda de ativos para reduzir até R$ 18 bilhões em dívidas; ações recuam na bolsa

15 de janeiro de 2026 - 13:39

A expectativa é reduzir entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões ainda neste ano, criando condições para que a companhia invista em segmentos mais promissores

PRÉVIA OPERACIONAL 4T25

Cury (CURY3) dobra geração de caixa no 4T25, e bancões respondem o que fazer com a ação agora

15 de janeiro de 2026 - 13:05

Geração de caixa recorde rouba a cena no 4T25, enquanto vendas seguem firmes; bancos reforçam a leitura positiva e mantêm recomendação de compra para o papel

MERCADO IMOBILIÁRIO

Moura Dubeux (MDNE3) abre caminho para expansão com oferta de quase 9,7 milhões de ações; confira os detalhes da operação

15 de janeiro de 2026 - 12:31

Oferta terá participação restrita a investidores profissionais e prioridade concedida aos acionistas da companhia; volume de ações ofertadas poderá dobrar se houver demanda

PRÉVIA OPERACIONAL 4T25

Plano&Plano (PLPL3) mais do que dobra vendas líquidas e ‘compensa’ geração de caixa mais fraca. O que fazer com as ações?

15 de janeiro de 2026 - 11:57

Vendas disparam no 4T25, ritmo comercial acelera e reforça a tese positiva para a construtora, apesar do foco maior na queima de estoques e de um caixa ainda pressionado

ENTENDA O MOVIMENTO

Pão de Açúcar (PCAR3) ‘corta asinhas’ de Rafael Ferri e ocupa vagas que ele estava de olho no conselho às pressas

15 de janeiro de 2026 - 10:08

A companhia se antecipou a movimento de minoritários, ocupando vagas no conselho e rejeitando pedido de assembleia feito por Rafael Ferri, que queria uma Assembleia sobre as vagas que estavam em aberto desde o fim de dezembro

UPGRADE INESPERADO

Novo Samsung Galaxy S26 vaza — e traz uma melhoria inesperada

15 de janeiro de 2026 - 9:10

Enquanto os holofotes apontam para o S26 Ultra, um detalhe discreto no modelo básico pode ser o verdadeiro salto da próxima geração: carregamento mais rápido 

APAGAM-SE AS LUZES

Após Banco Master, Banco Central aperta o cerco e decreta liquidação extrajudicial da CBSF, antiga Reag; saiba quem é a empresa

15 de janeiro de 2026 - 9:04

Autoridade monetária cita “violações graves” e diz que apurações seguem em curso; entenda o caso

APAGÕES EM SP

O preço de ficar no escuro: Enel é multada em R$ 14 milhões por falhas no fornecimento de energia em 2025

14 de janeiro de 2026 - 19:52

Concessionária acumula nove autuações desde 2019 e é acusada de falhas graves em serviços essenciais; número oficial de afetados por apagão em dezembro sobe para 4,4 milhões

NO TETO DO RALI

CPFL Energia (CPFE3) chegou ao limite? UBS BB rebaixa ação após alta, mas vê mais dividendos no horizonte

14 de janeiro de 2026 - 13:25

Os analistas passaram o preço-alvo para 12 meses de R$ 59 para R$ 58, com potencial de valorização de cerca de 7%

TROCA-TROCA

BRB convoca assembleia sobre trocas no conselho, em meio a mudanças na liderança após operação da PF envolvendo o Master

14 de janeiro de 2026 - 10:11

Após trocar de presidente e diretoria, banco convocou uma assembleia para deliberar sobre mudanças em seu conselho de administração

DOBROU A APOSTA

CEO do JP Morgan defende investimento bilionário em inteligência artificial: “Vamos continuar na vanguarda”

13 de janeiro de 2026 - 19:51

Jamie Dimon aposta que a IA será o diferencial competitivo que permitirá ao banco expandir margens de lucro, acelerar inovação e manter vantagem sobre concorrentes

MAIS UMA CRISE A CAMINHO?

Fictor atrasa dividendos de sócios, mas nega insolvência e diz que pagará em fevereiro

13 de janeiro de 2026 - 17:59

Empresa ganhou destaque na mídia após a tentativa de compra do Banco Master no final de 2025

TRÊS ANOS DEPOIS

Escândalo Americanas (AMER3) faz aniversário sem ninguém punido, investidores de ‘mãos abanando’ e empresa encolhida

13 de janeiro de 2026 - 17:00

Três anos após a revelação da fraude contábil bilionária, o caso Americanas ainda reúne investigações em andamento, sanções sem desfecho na B3, disputas por ressarcimento e uma empresa que tenta se reerguer em um mercado cada vez mais competitivo

ADEUS, BRASIL

Após 37 anos, concorrente gringa dos Correios suspende transporte doméstico no Brasil e demite funcionários

13 de janeiro de 2026 - 16:33

Multinacional anuncia saída do transporte doméstico no Brasil, inicia demissões e reforça estratégia focada em logística internacional e cadeia de suprimentos

EMPREENDEDORISMO

Este jovem da geração Z percebeu uma lacuna no mercado e fundou uma empresa de moda streetwear que faturou R$ 215 milhões

13 de janeiro de 2026 - 14:39

Aos 24 anos, Oscar Rachmansky é fundador do OS Group, negócio que oferece calçados e roupas de marcas consolidadas

EM MEIO ÀS INVESTIGAÇÕES 

Sob pressão, Banco Central dá sinal verde para inspeção do TCU no caso Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 14:02

Encontro entre BC e TCU tentou reduzir tensão após suspensão de inspeção determinada por ministro

SOB ESCRUTÍNIO

MP entra com representação junto ao TCU contra indicado de Lula para presidir a CVM — e alerta para decisões favoráveis ao Banco Master

13 de janeiro de 2026 - 13:33

Se for aceita pelo TCU, a representação levaria a uma apuração sobre as questões levantadas em relação a Otto Lobo

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar