Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Estadão Conteúdo

Roda gigante

“Prepare-se para muita volatilidade na Bolsa”

Para Carlos Massaru Takahashi, presidente da gestora BlackRock no Brasil, a oscilação da Bolsa de Valores na última semana assustou, mas não surpreendeu

Estadão Conteúdo
1 de abril de 2019
8:57 - atualizado às 9:53
Tela mostra cotações de bolsa de valores e gráficos de mercado
Imagem: Shutterstock

A queda de braço entre o presidente da República, Jair Bolsonaro, e o líder da Câmara, Rodrigo Maia, transformou a Bolsa de Valores em uma montanha-russa na última semana. Em menos de uma semana, o índice Ibovespa caiu 9 mil pontos - do patamar histórico dos 100 mil pontos para 91 mil. Para o presidente da gestora BlackRock no Brasil, Carlos Massaru Takahashi, a oscilação assustou, mas não surpreendeu. "O investidor precisa entender que essa volatilidade faz parte do desafio da reforma da Previdência", destaca.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Takahashi lidera desde março a operação brasileira da maior gestora de recursos do mundo, com US$ 5,6 trilhões de recursos administrados e presença considerada ainda tímida no País (que ainda é o quarto mercado da empresa na América Latina). "Nossa missão é transformar o Brasil no principal mercado da região", diz o executivo, que planeja uma revisão no portfólio da gestora.

Leia trechos da entrevista:

Após turbulências entre Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a Bolsa caiu 9 mil pontos em poucos dias. O mercado se assustou com o governo?

O mercado trabalha muito em cima das expectativas. O reconhecimento de que o governo estava trazendo uma equipe forte e sensível na área econômica levou a Bolsa para recordes. Mas, à medida que avançam as discussões sobre a reforma da Previdência, isso traz volatilidade. Acho que, apesar disso, estamos agora falando de uma Bolsa que oscila na casa dos 90 mil pontos, um patamar historicamente bastante elevado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sr. esperava esse nível de oscilação?

Leia Também

Não desse nível. Mas trabalhamos com um cenário de bastante volatilidade em 2019, em função de todos os fatores. O investidor precisa se preparar para muita volatilidade na Bolsa. Ninguém era ingênuo em achar que a discussão da reforma não seria difícil. Enquanto a discussão estava em um campo em que prevalecia o debate técnico e econômico, isso encontrava um nível de ressonância. Mas, na hora que migra para o campo político, como agora, a reforma traz volatilidade.

Quais setores mais sofrem neste momento?

As ações que têm causado essa grande volatilidade são as relacionadas com o governo e com os bancos, que também foram bastante impactados. Também o setor de commodities e as empresas do sistema elétrico. Há ações que se beneficiam de uma desvalorização do real frente ao dólar, como as das empresas de celulose.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há 15 dias, alguns bancos e corretoras recomendavam aumentar a carteira de renda variável. Falava-se em 15% do portfólio em ações para um perfil de risco moderado.
Essas previsões precisam ser reconsideradas frente ao desafio da reforma?

O investidor precisa tomar cuidado com a volatilidade, mas precisa começar a diversificar. O brasileiro ficou muito tempo acostumado com aquilo que é o alinhamento perfeito: produtos de liquidez, com baixo risco e melhor retorno, que são os títulos de renda fixa. Mas com taxa de juros de 6,50% ao ano, esse mundo passa a não ser tão perfeito e confortável assim.

O sr. disse que a Bolsa mudou de patamar. Há espaço para crescimento neste ano?

Claro que, se olhar em dólar, ainda tem espaço para crescimento. Mas, por outro lado, se olhar em termos de fundamentos, balanços das empresas, pode ser defensável a tese de que algumas empresas e alguns setores já estão bem precificados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A BlackRock foi pioneira no Brasil com os ETFs, fundos que replicam índices da Bolsa. Mas esse mercado não ganhou a escala que se imaginava. O que aconteceu?

Foi uma questão de momento do País. O Brasil, até pelas características macroeconômicas, sempre contou com uma previsibilidade menor na economia. No final das contas, ativos domésticos como CDBs sempre foram predominantes. Eu atribuo essa dificuldade muito a um mercado mais fechado, de alguma forma monopolizado pelas grandes instituições.

Muitos investidores reclamam do preço dos ETFs da gestora. Enquanto o Bova11, o mais popular da empresa, tem taxa de administração de 0,54% ao ano, o Dov11, do Itaú, que replica o mesmo índice, tem taxa de 0,3%. Não está no momento de rever os preços dos produtos?

A revisão de portfólio é um exercício permanente. Esse produto está em revisão, mas não se resume ao preço. O preço faz parte, é uma variável, mas não é a única. Pelo histórico de nosso produto, a gente tem um nível de liquidez e volume de negociação maior do que os outros produtos do mercado e achamos que esse é um atributo importante.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso envolve o lançamento de fundos multimercados, nicho que ainda são tímidos?

Temos um portfólio acanhado no Brasil. Um foco, inegavelmente, é ampliar a gama de ETFs no Brasil. Ficamos com o olhar viciado no Bova11. Mas há alternativas de diferentes estratégias de ETFs, inclusive ETFs Ativos. Os nossos multimercados são com ativos no exterior. Se o veículo mais adequado para ampliar o acesso do investidor aos ativos internacionais for esse, vamos ampliar também a oferta de multimercados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar