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Jobim concedeu uma entrevista ao Broadcast/Estadão nesta semana e, para ele, os militares não oferecem riscos à reforma
Enquanto Bolsonaro faz o ajuste fino da reforma da Previdência, o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Nelson Jobim, resolveu ser direto ao ponto sobre sua opinião em relação ao tema. Para ele, o verdadeiro foco de resistência à reforma está nas corporações do serviço público, como o Judiciário e o Ministério Público.
O ex-ministro concedeu uma entrevista ao Broadcast/Estadão nesta semana e, na sua avaliação, os militares não representarão dificuldades ao governo de Jair Bolsonaro no processo de mudanças nas regras de aposentadorias, ao contrário do que muita gente fala.
Jobim foi ministro da Defesa e da Justiça e presidente do STF. Na entrevista, ele também defendeu que o núcleo da reforma seja atingir os privilégios de corporações que têm uma "capacidade de articulação tremenda" e não apenas uma questão de "números".
"Os militares não vão ter dificuldade. O ponto é o Ministério Público, o Judiciário, enfim, as corporações que hoje se aposentam com vantagens que são estendidas à atividade", Nelson Jobim, ex-ministro do STF.
Na visão de Jobim, o governo necessitará de uma ampla capacidade de comunicação com a sociedade para explicitar as mudanças propostas. Caso contrário, a reforma corre o risco de ficar apenas no papel.
"Isso não é fácil. É preciso até dar um respaldo político aos próprios parlamentares para votarem isso. Porque esse pessoal (de corporações) vai se mobilizar", avalia. Mesmo com estas ponderações, Jobim diz ter "confiança" na aprovação da reforma da Previdência.
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Vale lembrar que o governo já está de olho nessa estratégia de comunicação. O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, vêm trabalhando seus discursos em defesa da reforma e já declararam guerra às "fake news da reforma".
*Com Estadão Conteúdo.
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