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Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano

O Estreito de Ormuz continua no centro das negociações sobre a guerra no Oriente Médio. É uma das rotas mais importantes do mundo para petróleo, insumos para fertilizantes e resinas, entre outras matérias-primas. Agora, o Irã afirmou que irá controlar a passagem, no lugar de bloquear a navegação.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou neste sábado (28), em mensagem publicada no Telegram, que o país passará a controlar a circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz.
Segundo ele, a travessia dependerá de autorização prévia de órgãos militares e de segurança, com restrições a navios classificados como “hostis”.
O anúncio ocorre no marco de 30 dias de guerra, período que Araghchi classificou como uma “violação faturada do direito humanitário” e da soberania nacional do Irã.
Ainda em comunicado, Araghchi afirmou que o bloqueio parcial e a insegurança no canal é uma “consequência direta” da agressão militar liderada por Estados Unidos e Israel.
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Segundo o presidente Donald Trump, os líderes dos EUA e Irã iriam se reunir nas sexta-feira para negociar um cessar-fogo. Depois, altos funcionários da Casa Branca afirmaram que uma contraproposta do Irã a um plano de paz com os EUA chegaria no mesmo dia.
Ainda na sexta-feira, Trump afirmou que está vencendo a guerra no Irã e que o país persa precisa reabrir o Estreito de Ormuz, após chamar o importante trecho de maior fluxo de petróleo de “Estreito Trump”.
O líder americano também disse que a incursão no Irã não é uma guerra, mas sim uma operação militar.
Diante das incertezas sobre o processo de negociação entre os dois países e do bloqueio que persiste no fluxo de navegação pelo Estreito de Ormuz, o barril do petróleo tipo Brent para junho segue acima de US$ 100 o barril.
Em conversa telefônica com o chanceler da Grécia, Giorgos Gerapetritis, Araghchi declarou que Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano.
O chanceler também emitiu um alerta aos países vizinhos que abrigam forças estrangeiras. “O Irã manterá operações defensivas contra as origens de ataques, incluindo bases militares e instalações logísticas situadas em territórios de terceiros na região.”
Pelo lado grego, Gerapetritis expressou “profunda preocupação” com os impactos econômicos e de segurança da guerra, manifestando a esperança de que a estabilidade regional seja restaurada com brevidade.
A Grécia, que possui uma das maiores frotas mercantes do mundo, é diretamente afetada por restrições de navegação em rotas estratégicas como a de Ormuz.
Com Estadão Conteúdo
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