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COMBUSTÍVEL MAIS CARO

Alckmin espera fim de guerra em 60 dias e admite prorrogar subsídio ao diesel, com petróleo acima dos US$ 100

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado

Fotografia de Geraldo Alckmin, vice-presidente do Brasil
Alckmin também é ministro de Indústria, Desenvolvimento, Comércio e Serviços - Imagem: Tomaz Silva/Agência Brasil

Sem conversas entre os principais países envolvidos na guerra no Oriente Médio, o conflito ainda pode perdurar por um bom tempo. Pelo menos, é o que espera o vice-presidente Geraldo Alckmin. Ele afirmou neste sábado (28) que a guerra envolvendo Israel, Irã e Estados Unidos deve acabar em 60 dias. Já se foram 30 dias desde o início do conflito.

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Além disso, afirmou que, se for preciso, o governo brasileiro pode prorrogar o subsídio federal ao diesel, como forma de reduzir impactos ao mercado brasileiro.

"O governo fez um apelo para os estados, não para tirar o imposto, mas ter uma subvenção, que o estado entraria com R$ 0,60 e o governo federal com mais R$ 0,60, dando R$ 1,2. E tudo isso transitório, é por 60 dias", afirmou.

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"Esperamos que se resolva em 60 dias essa questão da guerra, que é uma tragédia. Então, se precisar, pode prorrogar, mas é transitório", declarou, em visita a uma concessionária da Fiat em Brasília para acompanhar o andamento do programa Carro Sustentável.

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Diálogo para redução do ICMS

Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado. "O governo não vai obrigar ninguém. O governo fez a sua parte, o governo federal, e está com bom entendimento com os estados", falou.

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Perguntado se o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara novos subsídios para tentar conter a alta do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nas pesquisas eleitorais, Alckmin respondeu: "o subsídio não tem a ver com eleição. A questão do petróleo é com a guerra. Nós não temos o poder de acabar com a guerra e ela tem consequências no mundo inteiro. O barril do petróleo subiu no mundo inteiro, pulou de US$ 60 para US$ 100".

Carro Sustentável

Durante a visita a concessionária, Alckmin afirmou que há um aumento de 25% na venda de carros sustentáveis. "O carro sustentável está vendendo 25% a mais, esta concessionária aqui de Brasília, Bali, 30% a mais. Então, sucesso total o Carro Sustentável", falou.

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Parte do Mover (Mobilidade Verde e Inovação), o programa do governo zera o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros mais leves e econômicos fabricados no Brasil, movidos a energia limpa e que atendam a requisitos de reciclabilidade e segurança veicular.

Com a medida, o governo estima que a redução dos preços de carros de entrada chegou, em alguns casos, a R$ 13 mil.

Crédito

O vice-presidente ainda mencionou medidas de crédito para setores, com R$ 15 bilhões para a indústria exportadora. "Boa notícia é o crédito, R$ 15 bilhões para capital de giro, investimento, empresas exportadoras, que estão naquela seção 232 dos Estados Unidos. Então, aço, cobre, alumínio, automotivo, autopeças, também empresas estratégicas, setor de saúde, farmacêutico, empresas menores, R$ 15 bilhões", disse.

"E ontem foram aprovados mais R$ 10 bilhões com juros de 6,5%. Dos R$ 10 bilhões R$ 7 bilhões para bens de capital, trocar máquinas, equipamentos, modernização do parque industrial e R$ 3 bilhões para máquinas verdes", continuou.

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Alckmin deixará o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio

Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Alckmin confirmou ainda que deixará o comando da pasta nesta semana, provavelmente na quinta-feira, 2 de abril.

Ele seguirá como vice-presidente da República, mas precisava se desincompatibilizar do cargo de ministro para participar das eleições, em outubro. Alckmin é cotado para se manter como vice-presidente na chapa com o presidente Lula, mas seu nome também é avaliado para a disputa por uma vaga no Senado, em São Paulo.

"Cumprindo a legislação, a vice-presidência não tem desincompatibilização (para participar da eleição), mas do ministério tem. A data é 4 de abril, mas dia 3 é sexta-feira santa, então provavelmente dia 2, (sairei do ministério). Aí o presidente define, são os últimos dias e estamos muito felizes", disse Alckmin, em rápida coletiva de imprensa com jornalistas após participar de seminário sobre o Acordo Mercosul-União Europeia, promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em São Paulo.

Questionado se a saída do MDIC o levaria a alguma disputa eleitoral em São Paulo, o vice-presidente disse que a candidata do seu partido ao Senado por São Paulo será a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet. Tebet se filiou ao Partido Socialista Brasileiro nesta sexta-feira, em evento com Alckmin e outros correligionários.

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Com Estadão Conteúdo

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