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Doria fez a revelação a aliados e auxiliares na manhã desta quinta-feira, de acordo com as notícias que acabaram de sair; anúncio oficial deve sair ainda hoje
A corrida eleitoral de 2022 pode ter uma reviravolta importante nesta quinta-feira. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), deve anunciar a desistência da candidatura à Presidência da República, segundo informações da imprensa.
O tucano fez a revelação a aliados e auxiliares na manhã desta quinta-feira, de acordo com as notícias que acabaram de sair. O anúncio oficial deve sair hoje à tarde, durante um encontro do governador com prefeitos.
Caso confirmada, a saída de Doria abre espaço para a candidatura do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que perdeu a disputa nas prévias tucanas no fim do ano passado.
Além de desistir da corrida presidencial, Doria não deve se candidatar à reeleição ao governo de São Paulo e ainda deve anunciar a saída do PSDB, de acordo com os relatos da imprensa.
A trajetória política de Doria ganhou corpo em 2016, quando foi eleito prefeito de São Paulo, com o apoio do então governador Geraldo Alckmin.
Doria deixou o cargo dois anos depois para disputar — e vencer — a disputa para o governo paulista. Na campanha, acabou se afastando de Alckmin, que patinava nas pesquisas, para colar na figura de Jair Bolsonaro, que foi eleito presidente.
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De aliados, Doria e Bolsonaro viraram rivais declarados após a pandemia da covid-19. Os dois entraram em choque depois das medidas de restrição à circulação determinadas pelo governador em São Paulo para conter a disseminação do coronavírus.
Doria acabou ganhando os holofotes nacionais na campanha de vacinação contra a covid. O tucano encampou a produção da Coronavac, imunizante chinês produzido em parceria com o Instituto Butantan. Já Bolsonaro se mostrava resistente à adoção das vacinas e defendia tratamentos alternativos, como o uso da cloroquina.
A Coronavac então ajudou a desacelerar a curva de mortes pela covid-19 no país. No início, era o único imunizante disponível para a população, já que as vacinas da Pfizer e outros fabricantes demoraram a chegar.
Mas nem o antagonismo a Bolsonaro nem a vacinação ajudaram o nome de Doria a emplacar na corrida presidencial. Nas pesquisas, o nome do governador de São Paulo nunca chegou aos dois dígitos. Nos últimos levantamentos, o tucano aparecia com, no máximo, 5% das intenções de voto.
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