De privatização a controle de preços: O que Lula, Bolsonaro, Moro, Ciro e Doria querem fazer com a Petrobras
Como de costume, com a eleição presidencial cada vez mais próxima, os candidatos já começaram a anunciar seus planos para a estatal — e as ideias se dividem

Não existe ano eleitoral que se preze sem que os principais candidatos à presidência manifestem suas posições em relação à privatização da Petrobras.
Contra ou a favor? Tanto faz. Desde 1989, não se passou nenhuma eleição presidencial sem que o assunto entrasse na pauta dos candidatos.
Fundada pelo então presidente Getúlio Vargas em 1953, a Petrobras passou décadas como uma empresa exclusivamente estatal. Chegou à bolsa em 2000, quando foi lançado o IPO de PETR3, tornando-se então uma empresa de economia mista.
O que talvez mais tenha mudado com o passar dos anos é a quantidade cada vez maior de candidatos em posição de destaque defendendo que a petrolífera seja totalmente vendida à iniciativa privada.
Compilamos a seguir os comentários públicos mais recentes dos principais candidatos segundo as pesquisas disponíveis de intenção de voto.
Leia Também
- GUIA PARA BUSCAR DINHEIRO: baixe agora o guia gratuito com 51 investimentos promissores para 2022 e ganhe de brinde acesso vitalício à comunidade de investidores Seu Dinheiro
Luiz Inácio Lula da Silva
Líder nas pesquisas, o ex-presidente Lula vem sinalizando a intenção de reverter a política de desinvestimentos — o eufemismo da moda para privatizações — da Petrobras.
Ele também parece disposto a usar seu capital político na busca por mudanças na atual política de preços da Petrobras.
“Nós não vamos manter o preço da gasolina dolarizado. É importante que o acionista receba seus dividendos quando a Petrobras der lucro, mas eu não posso enriquecer o acionista e empobrecer a dona de casa que vai comprar um quilo de feijão e paga mais caro por causa da gasolina”, declarou Lula recentemente.
Jair Bolsonaro
Em segundo lugar nas pesquisas, Bolsonaro assumiu a presidência prometendo levar a cabo o plano de seu então todo-poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes, de privatizar tudo o que visse pela frente. Na prática, porém, a teoria foi outra.
O atual governo conseguiu levar adiante a alienação da participação da Petrobras na BR Distribuidora, atual Vibra, e vender a Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para o fundo de investimentos Mubadala Capital.
Simultaneamente, Bolsonaro viu-se às voltas com uma disparada dos preços dos combustíveis.
A situação se deve em grande parte à mudança na política de preços da Petrobras, levada a cabo pelo antecessor de Bolsonaro, Michel Temer.
A atual política de preços de combustíveis privilegia a paridade com os preços internacionais do petróleo, o que é bom para os acionistas, mas complica bastante a vida dos consumidores nesses tempos de dólar alto e petróleo ainda mais caro.
Incomodado com as cobranças, Bolsonaro chegou a chamar a Petrobras de monstrengo, reclamou que a empresa “só dá dor de cabeça” e disse em diversas ocasiões que o governo estudava alguma forma de privatizá-la.
Sergio Moro
O ex-juiz Sergio Moro desponta como principal expoente entre os que buscam uma alternativa a Lula ou a Bolsonaro. Pré-candidato pelo Podemos, Moro vinha guardando silêncio sobre o tema.
Afinal, seus críticos o acusam de ter usado a Operação Lava Jato como trampolim para a política. E o alvo principal da Lava Jato, cujas sentenças vêm sendo agora revertidas por causa da Vaza Jato, era a corrupção em altos postos da Petrobras.
No decorrer da semana, Moro rompeu o silêncio declarando-se a favor da privatização.
“A Petrobras teve papel importante para o país, mas é uma empresa atrasada, que ainda vive da exploração do petróleo, um combustível que o resto do mundo já não está mais usando. Hoje estamos discutindo outras formas de energias limpas, mais ambientalmente corretas, energias limpas como a energia solar", disse ele.
João Doria
O governador de São Paulo, João Doria, é outro pré-candidato abertamente favorável à privatização da Petrobras. Ele afirma inclusive ter uma estratégia para a venda.
Caso seja eleito, Doria promete fatiar a Petrobras em três ou quatro empresas diferentes antes de oferecê-la à iniciativa privada.
Cada uma dessas empresas teria donos diferentes e elas teriam que contribuir com um fundo de compensação para "uso de mercado", prosseguiu Doria.
Ciro Gomes
Ex-ministro nos governos Fernando Henrique e Lula, o pré-candidato do PDT, Ciro Gomes, tem planos diferentes, caso vença a eleição.
“Esse lucro especulativo da Petrobras se transfere tudo para meia dúzia de acionistas minoritários que são banqueiros e seus sócios estrangeiros. Isso tudo vai acabar no meu governo”, afirmou o pré-candidato.
Ele disse também que pretende acabar com a paridade internacional de preços e fazer com que a Petrobras cobre um custo de produção no Brasil. Tudo isso para que o lucro da Petrobras mantenha-se em linha com os resultados das petroleiras internacionais.
CASA PRÓPRIA
De olho na classe média, faixa 4 do Minha Casa Minha Vida começa a valer em maio; saiba quem pode participar e como aderir
21 de abril de 2025 - 7:00AÇÃO DO MÊS
Itaú (ITUB4), de novo: ação é a mais recomendada para abril — e leva a Itaúsa (ITSA4) junto; veja outras queridinhas dos analistas
3 de abril de 2025 - 6:10DE OLHO NAS REDES
Liberdade ou censura? Até que ponto as redes sociais devem “deixar rolar”: uma discussão sobre Tigrinho, ódio e mentiras
16 de fevereiro de 2025 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Solidão, futuro cancelado e as corridas de 10 km: o mundo visto pelas lentes do Instagram e do TikTok em 2024
22 de dezembro de 2024 - 8:00MONEY MONEY MONEY!
Quem é Justin Sun, o bilionário das criptos que virou sócio em sonho pessoal de Trump e comeu a banana mais cara da história
29 de novembro de 2024 - 18:41DE OLHO NAS REDES
Jovens conservadores: a Geração Z está desiludida a esse ponto? De onde vem a defesa de ‘valores tradicionais’ nas redes sociais?
24 de novembro de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Eleições de 2024: Enquanto todos temiam a inteligência artificial, foi a picaretagem à moda antiga que marcou a campanha
27 de outubro de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Da tolerância e outros demônios: como o Instagram e o TikTok estão mudando nossa relação com a arte?
25 de agosto de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Por que os influencers viraram “a voz de Deus” nas redes sociais — e como a parcela dos ‘sem escrúpulos’ prejudicam o próprio público
21 de julho de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Quanto de mim e de você tem no ChatGPT? Como nossos dados viraram o novo petróleo desta revolução
23 de junho de 2024 - 9:06HISTÓRIA
Lula e Bolsonaro estavam errados sobre o Plano Real — e eles tinham um motivo para isso 30 anos atrás
4 de junho de 2024 - 6:19AUTOMÓVEIS
Os carros mais injustiçados do Brasil: 7 modelos de bons automóveis que andam empacados nas concessionárias — mas talvez não seja à toa
2 de junho de 2024 - 7:50DE OLHO NAS REDES
Por que tem tanta gente burra nas redes sociais? Você provavelmente é o mais inteligente do seu círculo — qual é o problema oculto disso
26 de maio de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Como nossos pais: o TikTok não está oferecendo nada além do ultrapassado — e os jovens adoram. Mas por que achamos que seria diferente?
28 de abril de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
O que o TikTok, Instagram e Facebook têm a ver com as guerras em Gaza e na Ucrânia
17 de março de 2024 - 8:25DE OLHO NAS REDES
A morte da internet, o caso Choquei e o crime sem solução: o que Trump tem a ver com isso — e os desafios para redes em 2024
14 de janeiro de 2024 - 8:00DE OLHO NAS REDES
Pesquisei como ganhar R$ 1 mil por mês sem trabalhar — e a resposta mais fácil não estava no Google e sim no TikTok
17 de dezembro de 2023 - 8:00DE OLHO NAS REDES
O WhatsApp criou mais um arma para espalhar mentiras ou os canais ajudam a quebrar o monopólio do “tio do zap”?
22 de outubro de 2023 - 9:30DE OLHO NAS REDES
Os bilionários piraram? Elon Musk e Mark Zuckerberg ameaçam brigar no ringue, mas tomam nocaute em suas redes sociais
27 de agosto de 2023 - 7:00Onde investir em 2023?