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EVENTO EM NY

Para Meirelles, anúncio da equipe econômica de Lula tende a acalmar o mercado

Henrique Meirelles, ex-ministro da Fazenda, fez ponderações quanto à equipe econômica do governo Lula e disse não ter sido convidado por ora

Henrique Meirelles
Imagem: Shutterstock

O ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que o anúncio da equipe econômica do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva contribuiria para acalmar o mercado. Ele disse que ainda não recebeu convite para integrar o time e que não trabalha com hipóteses.

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"De fato, espera-se o anúncio da equipe econômica o mais rápido possível. Não há dúvidas de que o anúncio da equipe econômica tende a acalmar o mercado", disse Meirelles, a jornalistas, após participar de evento do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), na manhã desta terça-feira, 15, em Nova York. "O governo está sendo composto em tempo muito exíguo", acrescentou.

Ele alertou para a reação do mercado, mas ponderou que o impacto nos ativos brasileiros vai depender dos nomes escolhidos. Disse ainda que o mercado vai além do sistema financeiro, abrangendo a sociedade e os pequenos empresários. "Mercado é muito mais que mercado financeiro. É o padeiro. São todos aqueles na atividade produtiva", disse.

Vai chamar o Meirelles?

Sobre se já teria recebido algum convite da equipe de transição para compor o futuro governo, Meirelles respondeu que não. Afirmou ainda que não trabalha com hipóteses, ao ser questionado se aceitaria algum cargo no governo Lula.

Ele voltou a reforçar a necessidade de o governo atentar à responsabilidade fiscal com o social. "Quando governo gasta excessivamente, leva à falta de confiança. Manter gastos sob controle é a melhora forma de garantir, inclusive, inclusão social, crescimento. É importante que economia cresça e gere emprego", avaliou. "Temos de ter responsabilidade social, mas estabelecer meta clara no fiscal", acrescentou.

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Sobre a PEC de transição, Meirelles disse que a medida é necessária para acomodar os gastos transitórios. "A PEC de transição é um waiver. É importante é que não se pare na PEC de transição porque daí deixa de ser um waiver", concluiu.

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