🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ana Paula Ragazzi

E aí, CVM?

Gafisa ‘rasga’ estatuto para nomear 2 novos conselheiros em meio à atrapalhada troca de comando

Três conselheiros que sobraram dos 7 eleitos em outubro indicaram Oscar Segall e Augusto Cruz para compor quadro após renúncia de Mu Hak You e seu filho. 5 advogados societários consultados pelo Seu Dinheiro consideraram manobra irregular – o certo seria a convocação de assembléia de acionistas

Ana Paula Ragazzi
21 de fevereiro de 2019
20:30 - atualizado às 9:31
Cuidado Investidor em Perigo Gafisa - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Já está dando pena dos acionistas da Gafisa. Desde a saída (ou da entrada) de Mu Hak You e da sua GWI no comando do negócio, a empresa está cada vez mais ao deus dará, e hoje nas mãos ninguém sabe de quem. A construtora agora tem dois novos conselheiros que, de acordo com cinco advogados especializados em direito societário consultados pela reportagem, estão sentados nessas cadeiras de forma irregular.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois da venda das ações da GWI na bolsa, na quinta-feira passada, a Planner Redwood declarou-se como a maior acionista da Gafisa, com fatia de 18,45%. A GWI praticamente saiu do investimento. Numa reunião de conselho realizada domingo, Mu Hak e seu filho, Thiago, renunciaram aos assentos que ocupavam no conselho de administração da empresa.

E os três conselheiros remanescentes, duas delas ex-funcionárias da GWI, nomearam Oscar Segall e Augusto Cruz para substituí-los. Ou seja, a GWI continua, aparentemente, com alguma influência sobre o comando da Gafisa, apesar de ter sua participação reduzida de 49% para 4,89%.

Acontece que esse procedimento, de acordo com o que estabelece o próprio estatuto da empresa, foi feito de forma irregular. O correto teria sido a convocação de uma assembleia de acionistas para a eleição de novos conselheiros.

O atual colegiado da Gafisa foi eleito em setembro do ano passado, pelo sistema de voto múltiplo, em uma eleição solicitada pela GWI. A assembleia definiu que ele seria composto por sete conselheiros. Cerca de um mês após a eleição, dois deles renunciaram, os independentes Tomas Awad e Eric Alencar, por discordar das primeiras medidas de Mu Hak no comando da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No último domingo, houve as outras duas renúncias. A saída de quatro membros indica a vacância da maioria dos cargos colegiado, definido pela assembleia em sete integrantes.

Leia Também

O parágrafo 1 do artigo 17 do estatuto da Gafisa diz que no caso de vacância no conselho da empresa que não resulte em composição inferior à maioria dos cargos, conforme definidos em assembleia geral, os membros remanescentes “assessorados pelo comitê de governança corporativa e remuneração” podem nomear substituto ou optar por deixar os cargos vagos desde que seja respeitado o número mínimo de assentos no conselho da empresa, que é definido, também pelo estatuto, em cinco.

O parágrafo 2 do mesmo artigo diz que no caso de vacância da maioria dos cargos, no prazo máximo de 15 dias contados do evento, deverá convocada assembleia geral para eleger substitutos.

Ou seja, quando dois conselheiros renunciaram, a empresa seguiu o estatuto ao não realizar as substituições, pois poderia manter o mínimo de cinco integrantes no conselho. Mas agora que as renúncias somaram quatro, ela não está obedecendo o que diz suas regras, uma vez que o próprio conselho substituiu os integrantes, em vez de levar o assunto para a deliberação de todos os acionistas numa assembleia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo os especialistas consultados, a companhia poderia alegar que os conselheiros foram nomeados pela maioria dos conselheiros definida pelo número mínimo de integrantes fixado pelo estatuto da Gafisa, que é cinco. No entanto, a dúvida não chega a existir porque o próprio estatuto da empresa diz que a maioria é definida pelo número de conselheiros conforme o total fixado na assembleia que os elegeu _ nesse caso, aquela de setembro, que escolheu sete integrantes.

Procurada por Seu Dinheiro, a Gafisa informou que não iria comentar o assunto. A CVM disse que acompanha e analisa informações e movimentações de mercado e toma medidas cabíveis sempre que necessário. E acrescentou que não comenta casos específicos.

Um dos novos conselheiros da Gafisa, Oscar Segall, vem de uma família com tradição no setor de construção. Mas, segundo informa a Planner, ele, hoje, não é acionista nem direta nem indiretamente da companhia. Segall já trabalhou na área de real estate no BTG Pactual e hoje está na KSM Realty, empresa que faz gestão de ativos no setor.

Assim como Augusto Cruz, reconhecido pela passagem no Pão de Açúcar e hoje presidente do conselho de administração da BR Distribuidora, Segall está participando de um comitê para a reestruturação da Gafisa, tendo acesso a informações relevantes sobre a situação atual e as condições de futuro da construtora - depois de todo esse livre acesso à empresa, o mercado acompanha com atenção qualquer decisão que ele possa vir a tomar em relação à compra ou não de participação na empresa, depois desse contato. Seu Dinheiro entrou tentou contato com Segall, mas não obteve resposta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Planner Redwood, que hoje é a maior acionista da Gafisa, informou em comunicado que pretende fazer alterações na estrutura administrativa da empresa, mas uma semana depois de ficar com a participação, nada fez. A Planner reforça, inclusive, que não fez nenhuma indicação para o conselho da construtora.

A explicação para a vagareza da Planner em assumir as rédeas da Gafisa está no fato de que a gestora não tem a intenção de continuar com essas ações, apurou Seu Dinheiro. De acordo com fontes, desde a quinta-feira passada, quando houve o leilão das ações da empresa na B3, a Planner já contatou diversos investidores para tentar encontrar alguém interessado na empresa. Fazem parte também dessas buscas a gestora Iron Capital e a Alvarez & Marsal.

A Gafisa precisa de uma capitalização, uma vez que a GWI usou os recursos do caixa da empresa numa recompra de ações para sustentar as cotações e consequentemente as posições a termo que mantinha com os papéis da companhia. Ainda que mantenha as ações da Gafisa no fundo, a Planner precisa encontrar alguém que administre o negócio e injete recursos e essa corrida da empresa atrás de investidores já alimenta percepção negativa sobre o futuro da Gafisa no mercado. Há uma semana, desde o leilão, as ações da construtora acumulam queda de 17%. A Planner não comentou.

A indefinição sobre quem está de fato no comando da Gafisa preocupa investidores. A ação chegou a ser negociada durante um pregão inteiro sem que ninguém soubesse oficialmente quem tinha ficado com os papéis que estavam com a GWI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Agora se sabe que há uma maior acionista pouco interessado no negócio e dois novos conselheiros no comando , nomeados pelo conselho eleito pela GWI, mas não se sabe se também por indicação de algum outro investidor interessado na companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇA NO CONTROLE

Quem é David Neeleman, fundador da Azul (AZUL53) que deixou de controlar a empresa e vive nova fase financeira

24 de fevereiro de 2026 - 15:27

Reestruturação da Azul dilui participação do fundador, que segue no Conselho de Administração

A MENOR MARGEM EM 10 ANOS

Gerdau (GGBR4) tem resultados estáveis, mas ações caem no Ibovespa — operação no Brasil está com margens “em crise”

24 de fevereiro de 2026 - 12:30

Enquanto a operação nos EUA se manteve forte e resiliente, o lado brasileiro foi “notavelmente fraco”, avaliam os analistas do BTG Pactual

GRANA EXTRA

Americanas (AMER3) vai vender até R$ 468 milhões em imóveis e usar parte do valor para amortizar debêntures

24 de fevereiro de 2026 - 12:03

Os debenturistas podem receber de R$ 94,9 milhões a R$ 174,2 milhões, segundo as regras, para a amortização ou resgate das debêntures

NA BERLINDA?

Minerva (BEEF3) ainda promete quase 30% de alta — mas XP decide ligar sinal amarelo antes do balanço do 4T25. Ação ainda vale o risco?

24 de fevereiro de 2026 - 10:01

Preço-alvo cai e corretora alerta para riscos crescentes no curto prazo; veja o que está em jogo no 4T25, segundo os analistas

250 MIL M²

Novo bairro, novo interessado: BTG oferece à Tecnisa (TCSA3) R$ 260 milhões por 26% da Windsor, dos Jardins das Perdizes

24 de fevereiro de 2026 - 9:33

A Tecnisa detém 52,5% do capital social da Windsor, responsável pelo novo “bairro” planejado de São Paulo

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) já está afiado na arte da guerra, mas e os resultados? O que esperar do balanço do 4T25

24 de fevereiro de 2026 - 6:01

Depois de alguns trimestres lutando contra a concorrência acirrada de asiáticas e Amazon, a plataforma argentina entra em mais uma divulgação de resultados com expectativas de margens pressionadas, mas vendas fortes e México em destaque

RETORNO AO ACIONISTA

Gerdau (GGBR4) e Metalúrgica Gerdau (GOAU4) anunciam juntas mais de R$ 260 milhões em dividendos; recompra de ações entra no pacote de anúncios

23 de fevereiro de 2026 - 19:36

Além dos proventos, a companhia aprovou um programa para recomprar até 55 milhões de ações preferenciais e 1,4 bilhão de ações ordinárias

MAIS RECURSOS

Riachuelo (RIAA3) prepara follow-on para levantar até R$ 400 milhões e expandir lojas: JP Morgan diz o que fazer com as ações

23 de fevereiro de 2026 - 18:40

Empresa distribuiu os recursos provenientes da venda do shopping Midway, no valor de R$ 1,6 bilhão, aos acionistas e agora busca levantar capital para expandir lojas

VAI TROCAR DE DONO?

Grupo Ultra vai vender a joia da coroa? Ipiranga entra no radar de gigantes globais do petróleo, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 17:59

Segundo coluna de O Globo, Ultrapar teria contratado o BTG Pactual para avaliar a venda da rede de postos

JOIA RARA?

‘Escondido’ entre os gigantes, este banco pode entregar mais de 70% de valorização, aposta a XP

23 de fevereiro de 2026 - 16:48

Com foco no crédito consignado e rentabilidade acima da média do setor, esse banco médio entra no radar como uma tese fora do consenso; descubra quem é

VACA LEITEIRA?

Dona da Vivo, Telefônica Brasil (VIVT3) turbina retorno após balanço do 4T25 — com direito a JCP, recompra e devolução bilionária aos acionistas

23 de fevereiro de 2026 - 14:42

A dona da Vivo confirmou R$ 2,99 bilhões em JCP, propôs devolver R$ 4 bilhões e ainda aprovou recompra de R$ 1 bilhão; ação renova máxima histórica na B3

FIM DE UM CICLO

Pátria zera posição na SmartFit (SMFT3) após 15 anos com venda de R$ 900 milhões em ações, diz jornal

23 de fevereiro de 2026 - 14:25

Com a operação, o Pátria encerra um ciclo iniciado há cerca de 15 anos na rede de academias, em mais um movimento típico de desinvestimento por parte de gestoras de private equity após longo período de participação no capital da companhia

APOSTA NOS METAIS BÁSICOS

De olho no cobre: Vale (VALE3) anuncia investimento de US$ 3,5 bilhões em Carajás e atualiza projeções de caixa; confira os números

23 de fevereiro de 2026 - 13:15

Plano prevê aumento gradual dos investimentos até 2030 e reforça foco da mineradora nos metais da transição energética

VEJA O QUE DIZ O CEO

Azul (AZUL53): depois da recuperação judicial relâmpago, fusão com Gol sai de cena de vez e aérea mira no “crescimento responsável”

23 de fevereiro de 2026 - 12:30

Após concluir o Chapter 11 em apenas nove meses, a Azul descarta fusão com a Gol e adota expansão mais conservadora, com foco em rentabilidade e desalavancagem adicional

AGORA VAI?

Na corrida para a privatização, Copasa (CSMG3) emite debêntures de R$ 2 bilhões e define bancos responsáveis pela oferta secundária de ações

23 de fevereiro de 2026 - 11:50

Enquanto discussões sobre a desestatização avançam, a Copasa também emite papéis direcionados para investidores profissionais

REFORÇO DE CAPITAL

Após quase triplicar na B3, Banco Pine (PINE4) lança follow-on e quer levantar até R$ 400 milhões na bolsa

23 de fevereiro de 2026 - 11:13

Após um rali expressivo na bolsa nos últimos meses, o banco anunciou uma oferta subsequente de ações para fortalecer balanço; veja os detalhes

DE OLHO NA BOLSA

Cosan (CSAN3) considera IPO da Compass Gás e Energia, em meio a crise na Raízen (RAIZ4)

23 de fevereiro de 2026 - 10:34

A empresa de distribuição de gás surgiu quando a Comgás, maior distribuidora de gás natural do país localizada em São Paulo, foi adquirida pela Cosan em 2012

AMIANTO NO TALCO?

Natura paga US$ 67 milhões para encerrar processo da Avon nos EUA relacionado a acusações de câncer causado por talco

23 de fevereiro de 2026 - 9:40

A Natura diz que o pagamento para encerrar o caso da Avon não se constitui em reconhecimento de culpa; acusação é de que produtos dos anos 1950 estavam contaminados com amianto

ENTREVISTA COM CEO

Exclusivo: CEO do Bradesco (BBDC4) rebate críticas ao resultado: “disseram que não tínhamos mais como crescer, mas mostramos o contrário”

23 de fevereiro de 2026 - 6:12

Após dois anos no comando do banco, Marcelo Noronha detalhou com exclusividade ao Seu Dinheiro o plano para reduzir custos, turbinar o digital e recuperar o ROE

APERTO DE MÃOS

Vale (VALE3) firma acordo de R$ 2,6 bilhões com grupos indianos para impulsionar exportação de minério de ferro

22 de fevereiro de 2026 - 14:43

A mineradora poderá impulsionar a exportação da commodity ao país asiático com o novo projeto

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar