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Exército se prepara para a possibilidade de operações prolongadas caso o presidente Donald Trump ordene um ataque contra o Irã
As Forças Armadas dos Estados Unidos (EUA) estão se preparando para a possibilidade de operações prolongadas, com duração de semanas, contra o Irã, caso o presidente Donald Trump ordene um ataque, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters, em um conflito entre os dois países que pode se tornar muito mais grave do que os anteriores.
Autoridades norte-americanas relataram na sexta-feira (13) que o Pentágono está enviando o segundo porta-aviões para o Oriente Médio, adicionando milhares de soldados, além de caças, contratorpedeiros com mísseis guiados e outros recursos com poder de fogo capazes de realizar ataques e defendê-los.
A revelação feita pelas autoridades, que falaram sob condição de anonimato devido à natureza sensível do planejamento, aumenta os riscos para a diplomacia em andamento entre os Estados Unidos e o Irã.
Diplomatas norte-americanos e iranianos mantiveram conversas em Omã na semana passada, em um esforço para reativar as negociações sobre o programa nuclear de Teerã após Trump reunir forças militares na região, aumentando os temores de uma nova ação militar.
Em declaração às tropas norte-americanas nesta sexta-feira em uma base na Carolina do Norte, Trump disse que “tem sido difícil chegar a um acordo” com o Irã.
“Às vezes você tem que ter medo. Essa é a única coisa que realmente vai resolver a situação”, disse Trump.
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Questionada sobre os preparativos para uma operação militar norte-americana potencialmente prolongada, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, disse: “O presidente Trump tem todas as opções em aberto no que diz respeito ao Irã”.
“Ele ouve uma variedade de perspectivas sobre qualquer questão, mas toma a decisão final com base no que é melhor para o nosso país e para a segurança nacional”, disse Kelly.
O Pentágono se recusou a comentar.
Há cerca de um mês, Trump afirmou que considera "opções fortes" de intervenção no Irã.
Além disso, o presidente norte-americano afirmou que países que fizerem negócios com o Irã enfrentarão uma nova tarifa de 25% ao exportarem produtos aos EUA. China, Índia, Emirados Árabes Unidos e Turquia são considerados grandes parceiros comerciais do Irã.
No caso do Brasil, em 2025 o país importou cerca de US$ 84,5 milhões em produtos iranianos, com destaque para ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações brasileiras para Teerã somaram aproximadamente US$ 2,9 bilhões, concentradas principalmente em commodities agrícolas como milho, soja e açúcar.
Com Money Times
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
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