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Banco Central americano deixa taxa entre 2,25% e 2,5% e diz que atividade segue firme, mas em ritmo menor que o visto no fim de 2018.
O Federal Reserve (Fed), banco central americano, manteve a taxa de juros entre 2,25% e 2,5%. No comunicado apresentado após a reunião, o colegiado comandando por Jerome Powell refirma que será “paciente” na condução da política monetária para garantir a expansão da economia, fortes condições no mercado de trabalho e inflação na meta de 2%.
A decisão veio dentro do esperado, mas teve impacto positivo no mercado, pois o conhecido "gráfico de pontos", que capta a expectativas do membro do colegiado não projeta mais elevação de juros agora em 2019. As bolsas americanas operavam em baixa e mudaram de rumo após a decisão. O Dow Jones caia 0,62% antes do anúncio e, há pouco, subia 0,11%. O S&P 500 saiu de baixa de 0,46% para alta de 0,33%.
Na avaliação sobre o ambiente econômico, o Fed reconhece que o mercado de trabalho permanece forte, mas que o crescimento da atividade está menor se comparado ao fim do ano passado.
Além disso, dados recentes sugerem menor crescimento do consumo e dos investimentos no primeiro trimestre. Algo que era visto como “crescendo solidamente” na reunião realizada no fim de janeiro.
Segundo o Fed, a inflação, medida em 12 meses, recuou captando, basicamente, o comportamento dos preços de energia e alimentos. Tirando esses itens, a inflação segue ao redor dos 2%.
O Fed também anunciou uma nova estratégia envolvendo seu balanço de ativos. Entre as ações está a redução no ritmo mensal de diminuição de US$ 30 bilhões para US$ 15 bilhões. A partir de outubro, o Fed também passará a reinvestir em títulos do Tesouro os pagamentos de juros e principal que recebe de outros ativos, até o limite de US$ 20 bilhões.
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Em apresentação, o presidente Jerome Powell, explicou que a redução na expectativa de crescimento e aperto nas condições financeira, no fim de 2018, estão entre os fatores que garantem essa “paciência” do Fed na definição da política monetária. Outros fatores citados foram a redução do crescimento em outros países, o Brexit e as disputas comerciais globais. A projeção de crescimento, que estava na linha de 2,5% em setembro, caiu para a casa de 2,1% agora. Apesar disso, ele afirma que as perspectivas ainda são positivas para o ano. "É um bom momento para sermos pacientes", disse Powell, em conversa com jornalistas.
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