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As iniciativas anunciadas pelo governo para o setor de transporte rodoviário deram forças às ações da Petrobras — e ao Ibovespa como um todo
Analistas e gestores de fundos sempre me dizem que o Ibovespa é o mercado mais sensível ao noticiário político. Sinalizações do governo, declarações de autoridades, rumores dos bastidores de Brasília... tudo isso é capaz de provocar reações intensas na bolsa, mas não necessariamente no câmbio e nos juros.
A sessão desta terça-feira foi um exemplo clássico dessa diferença de comportamento: o anúncio de medidas para o setor de transporte rodoviário, em meio às ameaças de nova greve dos caminhoneiros, impulsionou as ações da Petrobras, levando o Ibovespa de carona.
Mas essa onda de alívio não atingiu os outros mercados: enquanto o principal índice da bolsa brasileira fechou o dia em alta de 1,34%, aos 94.333,31 pontos, o dólar à vista avançou ao nível de R$ 3,9023 (+0,88%).
Os mercados começaram o dia de mau humor, em meio à falta de novidades em relação ao futuro da política de preços da Petrobras e às sinalizações de atraso na votação da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara.
Mas tudo mudou a partir das 11h, quando o governo começou a anunciar um pacote de medidas que inclui, entre outros pontos, a criação de uma linha de crédito para os caminhoneiros de até R$ 500 milhões, além da disponibilização de outros R$ 2 bilhões para conclusão de obras importantes e manutenção de rodovias.
Segundo um operador, as medidas mostraram que o governo está disposto a negociar e ceder em determinados pontos. Com isso, aumentou a percepção de que há espaço para a normalização da política de preços da Petrobras — na última sexta-feira, o governo barrou o reajuste do diesel, temendo uma nova greve dos caminhoneiros.
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A reação foi nítida nos papéis da Petrobras, que oscilavam perto da estabilidade na primeira hora de pregão. Após o anúncio, os ativos da estatal ganharam força e chegaram a subir mais de 4%. Ao fim do dia, as ações ON da Petrobras fecharam em alta de 3,57%, enquanto as PNs avançaram 3,05%.
Nesse contexto, o gestor de operações da Coinvalores, Marco Tulli Siqueira, ressalta que aumentou a expectativa em torno da reunião entre o presidente Jair Bolsonaro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, no fim desta tarde.
"O mercado viu [o pacote de medidas] com bons olhos e acredita que, junto com ele, possa vir um aumento no preço do diesel", afirma. "Todo mundo espera uma solução para esse problema e os detalhes sobre como seria feito esse aumento".
Mas se o noticiário trouxe alívio à crise do diesel, o mesmo não pode ser dito das discussões na CCJ. Deputados da oposição continuaram insistindo na estratégia de promover mudanças ao texto da reforma ainda no colegiado — e, com isso, a votação do texto pode ficar apenas para a semana que vem.
Operadores destacam que a possibilidade de atraso já na CCJ, uma etapa antes vista como protocolar, eleva a percepção de que a Previdência enfrentará um caminho tortuoso até a aprovação no Congresso.
E nem mesmo a sinalização do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, afirmando que o colegiado deveria trabalhar até a madrugada para que a reforma seja aprovada ainda amanhã, foi capaz de aliviar as preocupações do mercado — especialmente o de câmbio.
O mercado de câmbio teve um dia de maior pressão, em linha com a tendência vista no exterior. Lá fora, a moeda americana ganhou força ante grande parte das divisas emergentes, como o peso mexicano, o peso chileno e o peso argentino — e o real acompanhou esse comportamento.
"O dólar já abriu com uma pequena alta, os mercados globais estão mais cautelosos, mais preocupados com o ritmo de crescimento da economia mundial", diz Luciano Rostagno, estrategista-chefe do banco Mizuho do Brasil. "Notícias de que membros do Banco Central Europeu avaliam que as projeções atuais do banco estão muito otimistas e que a região tende a demorar mais para conseguir ganhar força trazem alguma cautela".
Rafael Passos, analista da Guide Investimentos, ressalta que o mercado como um todo mostra-se preocupado em relação às discussões na CCJ — e as novidades em relação à Petrobras e à crise dos caminhoneiros, que serviram para trazer alívio ao Ibovespa, não fizeram preço no câmbio.
As curvas de juros acompanharam o dólar e fecharam em alta: os DIs com vencimento em janeiro de 2021 subiram de 7,09% para 7,10%. Na ponta longa, as curvas para janeiro de 2023 avançaram de 8,22% para 8,25%, enquanto as para janeiro de 2025 foram de 8,73% para 8,76%.
As ações do setor de frigoríficos lideraram a ponta positiva do Ibovespa: JBS ON subiu 8,48%, Marfrig ON avançou 7,42% e BRF ON teve alta de 6,26%.
Passos, da Guide, destaca que a crise de gripe suína que atinge os rebanhos da China cria a perspectiva de aumento na demanda do país asiático por proteína animal — o que pode impulsionar a receita de tais empresas. Um operador também destaca que o Morgan Stanley elevou a recomendação para os papéis da JBS a 'overweight' — classificação semelhante a compra.
As ações da Vale também subiram forte: os papéis ON da mineradora fecharam em alta de 3,45%, reagindo à notícia da agência Reuters afirmando que uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais autorizou a empresa a retomar a operação da mina Brucutu, a maior de minério de ferro da companhia no Estado.
Por outro lado, os papéis ON da CSN caíram 3,7% e tiveram o pior desempenho do Ibovespa — a siderúrgica possui operações relevantes no setor de mineração e, por isso, suas ações vinham reagindo positivamente às dificuldades enfrentadas pela Vale.
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