🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Fernando Pivetti

Fernando Pivetti

Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.

Sopa de letrinhas

Entenda como funciona o rating, a nota de crédito dos países e das empresas

A avaliação sobre a capacidade financeira de países e empresas de uma maneira padronizada serve para que os investidores conheçam o nível de risco a que estão se expondo na hora de comprar títulos de dívida. Eu conto para você o conceito que está por trás dessas notas

Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
19 de outubro de 2019
5:45 - atualizado às 7:51
Agências de classificação de ratings Moody's, Standard&Poor's e Fitch
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Quando penso nas agências de rating e na forma como empresas e países são avaliados eu me lembro do meu avô. Preocupado com a educação financeira da minha mãe e meus tios, ele criou uma espécie de rating pessoal para avaliar a situação de cada um deles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se um filho gastava toda a mesada que recebia e depois vinha pedir mais dinheiro, perdia pontos. Por outro lado, se usava o dinheiro para coisas importantes e sabia administrar bem a quantia até o fim do mês, recebia uma espécie de "bônus".

Com as devidas licenças, essa história ilustra como funcionam os ratings concedidos pelas agências de classificação de risco tanto para países e como para empresas. Uma nação que mantém dívidas em dia e uma situação fiscal saudável, por exemplo, recebe notas mais elevadas, enquanto que economias descontroladas costumam perder níveis de avaliação.

É claro que existem muitas variáveis em jogo quando o assunto é nota de crédito. Foi pensando nisso que preparei para você esse guia com tudo o que você precisa saber sobre ratings.

Mas afinal, o que são ratings?

O conceito parece difícil, mas na verdade é muito simples. O rating é uma nota atribuída pelas agências de classificação de risco de crédito. Essa nota pode se referir a um país, uma empresa ou um banco, e reflete a capacidade que esse órgão tem de honrar suas dívidas. Quanto maior a nota, mais confiável essa instituição é.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No mercado financeiro, essa nota serve para que os investidores conheçam o nível de risco a que estão se expondo caso queiram comprar títulos de dívida de uma determinada empresa ou de um país. A nota de crédito permite ainda uma comparação entre os diferentes países e empresas, algo fundamental na hora de decidir onde colocar os recursos.

Leia Também

Como o rating é calculado

Cada agência de classificação utiliza métricas e níveis próprios para atribuir uma nota de rating, mas no geral essas avaliações levam em consideração alguns fatores financeiros.

No lado técnico, são considerados fatores como balanço patrimonial, ativos (patrimônio), passivos (dívidas), fluxo de caixa e projeções estatísticas. Além disso, as agências também levam em consideração elementos externos à empresa, como cenário de negócios, situação do setor e legislação.

Feito esses levantamentos, as agências então classificam as empresas ou países em dois grandes grupos: os com grau de investimento e os com grau especulativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O primeiro nível ocorre quando o avaliado possui boas condições de quitar suas dívidas e está distante de um calote. No fim das contas, acaba sendo um sinal de recomendação para que investidores apliquem seu dinheiro. Já no grau especulativo a situação é inversa: a empresa ou o país está com suas finanças comprometidas e tem grande chance de dar calote.

As agências de classificação

A ideia de criar uma agência especializada nas análises financeiras e conjunturais das empresas e dos países nasceu nos Estados Unidos. Esse processo em muito tem a ver com a expansão territorial americana no século XIX, que tornou o fluxo de informações sobre as empresas mais difícil. Com investidores buscando cada vez mais dados para aplicar seu dinheiro, surgem as companhias focadas no fornecimento de informações sobre a capacidade dos clientes em honrarem suas dívidas.

As primeiras agências oficiais a atuarem nesse ramo foram a Fitch Ratings, Moody’s e Standard & Poor’s Global (S&P Global), que por sinal são as três maiores em atuação no mundo hoje em dia. Para você ter uma ideia, no início da década, essas três agências controlavam mais de 90% das classificações do planeta.

A tabela de notas

Cada agência de risco trabalha com um tipo distinto de classificação. A Moody’s, por exemplo, utiliza com uma faixa de avaliação que vai de "AAA" até "C". Já S&P e Fitch utilizam a faixa entre "AAA" e "D".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que significa ter um rating bom

Se na teoria as notas de classificação de risco podem parecer abstratas demais, na prática essa história muda. Os ratings muitas vezes são levados em consideração pelo mercado na hora de tomada de decisão de investimentos, sobretudo estrangeiros.

No caso de um país, por exemplo, a falta de uma boa nota de crédito soberana pode comprometer a visão que os investidores têm daquela economia. Sem dinheiro injetado, o efeito cascata vem, levando a desvalorização de ações e de moedas locais.

Vale lembrar que os ratings soberanos também servem como uma espécie de régua para as notas de créditos das empresas daquele país. Uma economia com notas baixas acaba atrapalhando a visão que os investidores podem ter das companhias que atuam naquele país. Esse exemplo fica bastante claro quando olhamos para os ratings de empresas estatais, como a Petrobras. Hoje, a petroleira possui a mesma nota que o rating soberano do Brasil nas três principais agências ("BB-" na S&P Global e Fitch, e "Ba2" na Moody’s), mesmo que sua saúde financeira tenha melhorado muito nos últimos anos e as perspectivas para os negócios sejam bastante positivas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto a ser levado em consideração é o caráter transitório dos ratings. A nota atual de um país é a “foto” mais recente de sua economia, já a sequência de classificações representa um “filme”. Isso fica claro quando se observa duas economias com a mesma nota de crédito. A foto é a mesma, mas o filme pode mostrar realidades bastante diferentes em termos de desenvolvimento, já que uma pode estar em pleno crescimento enquanto a outra sofre um quadro fiscal agonizante.

A credibilidade das agências de rating

Durante muito tempo, a nota dada pelas agências de classificação de risco era considerada pelo mercado a principal métrica de avaliação de qualquer país ou empresa. Mas esse reconhecimento todo ficou comprometido durante a crise financeira de 2008. Naquela época, os "papéis podres", que foram os pivôs de toda a crise, estavam avaliados com notas máximas pelas agências de risco. Uma baita crise de reputação.

Não bastasse isso, o trabalho das agências sofre de um grave problema conceitual: o conflito de interesses. Isso acontece porque, na prática, as próprias empresas e países pagam para que instituições emitam suas notas. Voltando à história do meu avô, seria como se meus tios ou minha mãe tirassem parte da mesada para pagar pela sua própria avaliação. E quando o avaliado é, ao mesmo tempo, cliente, acaba sendo difícil tirar do mercado a ideia de conflito.

Ainda assim, os ratings continuam sendo um dos critérios mais usados para se avaliar a situação financeira de quem possui dívidas no mercado. Para você ter uma ideia, as notas ainda são usadas como critérios decisivos para investimentos de grandes fundos estrangeiros. A falta de grau de investimento faz com que vários fundos acabem impedidos de operarem no mercado pela insegurança financeira e fiscal.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação do Brasil

O Brasil é um típico exemplo de que a foto atual não consegue contar o filme completo. Historicamente, a nossa economia demorou vários anos para conseguir alcançar o desejado grau de investimento. E ele só veio em 2008, durante o segundo mandato do ex-presidente Lula.

Conseguimos sustentar esse patamar por pouco tempo, mais especificamente sete anos. Em 2015, no auge da crise econômica que começou a tomar forma no governo Dilma Rousseff, as três principais agências de classificação de risco cortaram a nota brasileira, retirando o grau de investimento.

No atual panorama, o rating soberano brasileiro possui notas "BB-" na S&P e na Fitch, três notas abaixo do grau de investimento. Já na Moody’s, o Brasil está com nota "Ba2", duas abaixo do selo de bom pagador.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A dificuldade atual do Brasil em elevar sua nota de crédito ocorre tanto pela profunda crise econômica, que ainda hoje traz reflexos na nossa atividade, como pela grave situação fiscal do governo, que procura alternativas para cobrir o rombo, como a reforma da Previdência e reforma tributária.

Rating global x rating nacional

Um diferenciação importante e que pouca gente se atenta é a história do rating global e rating nacional. O conceito é bastante simples: os ratings globais são aqueles em que o país ou a empresa estão avaliados em relação ao mercado financeiro mundial. Ou seja, a nota atribuída é um comparativo com a situação econômica e fiscal de todo o mundo. É o caso, por exemplo, dos ratings soberanos de cada país e do rating global "BB-" da Petrobras que citamos acima.

Já o rating nacional é um pouco diferente e só pode ser aplicado dentro da conjuntura financeira de cada país. Aqui, a avaliação é feita olhando para o mercado interno, e isso acaba mudando os parâmetros de notas. Veja o exemplo da Petrobras: se lá fora a petroleira apresenta um rating "BB-" pela S&P Global e Fitch, no cenário brasileiro ela apresenta classificação "AAA". Logo, um rating muito bem avaliado dentro do Brasil, sendo considerado um dos ativos mais seguros para se investir, no exterior pode não receber o mesmo reconhecimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

TROCA DE LIDERANÇA

Fundador da Oncoclínicas (ONCO3) deixa o comando após crise financeira e pressão do mercado. Quem assume como CEO agora?

6 de março de 2026 - 12:02

Bruno Ferrari renuncia ao cargo de CEO; empresa afirma que mudança abre caminho para uma nova fase de reestruturação

OS ÚLTIMOS CAPÍTULO DA NOVELA

Oi (OIBR3): venda do principal ativo da empresa ‘flopa’, enquanto falta de pagamento causa corte no rating da empresa

6 de março de 2026 - 11:30

Venda da fatia na V.tal recebe proposta abaixo do valor mínimo e vai à análise de credores; Fitch Ratings rebaixa a Oi por atraso no pagamento de juros

INJEÇÃO BILIONÁRIA

Cheque bilionário à vista: Simpar (SIMH3), Movida (MOVI3) e Vamos (VAMO3) podem levantar mais de R$ 3 bilhões

6 de março de 2026 - 9:32

Pacote envolve três companhias do grupo e conta com apoio da controladora e da BNDESPar; veja os detalhes

ENTENDA A OPERAÇÃO

Cosan (CSAN3) pede registro para IPO da Compass, em meio à crise na Raízen (RAIZ4)

6 de março de 2026 - 8:47

Pedido de registro envolve oferta secundária de ações da Compass e surge em meio à pressão financeira enfrentada pela Raízen

RESULTADOS FINANCEIROS

Petrobras (PETR4) reverte prejuízo no 4T25 com lucro de R$ 15,6 bilhões e anuncia R$ 8,1 bilhões em dividendos

5 de março de 2026 - 21:15

O consenso de mercado compilado pela Bloomberg apontava para lucro líquido de R$ 16,935 bilhões no período; já as estimativas de proventos eram de R$ 6,7 bilhões

REBAIXADA

Raízen (RAIZ4): S&P corta rating e mantém perspectiva negativa em meio a dúvidas sobre a dívida

5 de março de 2026 - 17:45

A decisão ocorre após a empresa informar que avalia um plano de reestruturação financeira, que inclui uma injeção de R$ 4 bilhões

BLOQUEIO INÉDITO

Fictor na mira: Justiça bloqueia bens de sócios e vê sinais de fraude contra investidores

5 de março de 2026 - 17:21

Decisão mira patrimônio pessoal dos envolvidos enquanto credores tentam recuperar parte de bilhões captados pelo grupo

DESTAQUES DA BOLSA

Pressão no retrovisor: Localiza (RENT3) cai forte na B3 após UBS BB reduzir recomendação; culpa pode ser da “segunda onda” de carros chineses

5 de março de 2026 - 17:04

Banco vê risco de depreciação mais forte da frota com nova enxurrada de carros chineses e diz que espaço para surpresas positivas diminuiu; veja a visão dos analistas

DANDO UM GÁS NAS AÇÕES

Por que a Ultrapar (UGPA3) está subindo na bolsa mesmo após queda no lucro?

5 de março de 2026 - 15:06

Empresa teve queda expressiva nos lucros líquidos, quando comparados ao ano anterior, porém o contexto da queda e outros dados foram vistos com bons olhos pelo mercado; confira

NO RADAR DO CADE

Azul (AZUL53) colocou o carro na frente dos bois em negócio com a American Airlines? Entenda a denúncia de possível ‘gun jumping’

5 de março de 2026 - 15:01

O caso envolve um investimento que integra o plano de capitalização da companhia aérea após sua recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11)

SUBIU DEMAIS?

É o fim da linha para a Vale (VALE3)? XP diz que rali das ações está com os dias contados

5 de março de 2026 - 14:33

Os papéis da mineradora subiram cerca de 80% nos últimos 12 meses, impulsionadas principalmente por fluxos estrangeiros para mercados emergentes, pela valorização de metais e pelo crescente interesse dos investidores em ativos ligados ao cobre

TECNOLOGIA NO CENTRO

A revanche dos bancões: como Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e Santander reagiram à invasão das fintechs — e por que agora a ‘guerra’ é outra

5 de março de 2026 - 14:01

Depois de anos correndo atrás de players digitais, os grandes bancos reconstruíram sua infraestrutura tecnológica, apostaram em inteligência artificial e agora brigam pelo verdadeiro troféu da guerra digital: a principalidade

OPORTUNIDADE

Nova empresa, novos ganhos: Bradsaúde tem potencial de alta de 35% e está com desconto de 70% em relação à principal rival, diz BTG

5 de março de 2026 - 11:07

O banco aumentou o preço alvo para as ações da OdontoPrev, que será rebatizada de Bradsaúde, de R$ 13 para R$ 18, um potencial de alta de 35%

BENEFÍCIOS DE ELITE?

Luxo acessível? Revolut promete 120% do CDI, IOF zero e cartão premium para além da alta renda

5 de março de 2026 - 10:33

Fintech concorrente do Nubank amplia oferta de crédito, lança plano Ultra e aposta em luxo acessível para conquistar o dia a dia dos brasileiros

DINHEIRO À VISTA?

Uma nova solução: Raízen (RAIZ4) avalia aporte de R$ 4 bilhões e reestruturação da dívida; Shell entra com maior valor

5 de março de 2026 - 9:45

Para que essas negociações ocorram de maneira segura, a Raízen quer assegurar um ambiente ordenado e buscar uma solução consensual, que poderá ser implementada por meio de Recuperação Extrajudicial, caso necessário

PRÉVIA DOS RESULTADOS

Vem mais dividendo por aí? Após produção recorde da Petrobras (PETR4), analistas revelam o que esperar do balanço do 4T25

5 de março de 2026 - 6:01

A estatal divulga os números dos últimos três meses do ano após o fechamento dos mercados desta quinta-feira (5); especialistas revisam as expectativas diante de um cenário menos favorável para o petróleo em 2025

CORRIDA ALÉM DAS EXPECTATIVAS

Ações da Vulcabras (VULC3), dona da Olympikus e Mizuno, sobem após resultados do 4T25 superarem expectativas; veja se é hora de comprar

4 de março de 2026 - 16:30

Entre analistas, a leitura dos resultados é positiva, mesmo com a queda no lucro. Além da marca própria Olympikus, a companhia representa no Brasil a japonesa Mizuno e a americana Under Armour

QUEM SOFRE É A CERVEJA

Sinal de ressaca? Ambev (ABEV3) anuncia possível pressão em despesas e custos diante da volatilidade do dólar; entenda

4 de março de 2026 - 16:00

Alumínio, que é uma das matérias-primas da Ambev, também pode ficar mais caro em decorrência do conflito no Oriente Médio; empresa já vinha lidando com ambiente adverso

FEBRE DAS CANETAS

RD Saúde (RADL3) tem lucro abaixo do esperado no 4T25, mas ‘efeito Ozempic’ impulsiona ações

4 de março de 2026 - 14:58

Com 10% da receita vindo de medicamentos como Ozempic e Wegovy, RD Saúde mostra que o peso das canetas emagrecedoras já impacta o balanço

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar