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Na transição, Haddad era tido como apenas outro dentre tantos inimigos do mercado. Hoje fica claro que temos um ministro da Fazenda devidamente letrado.
Instituições tão grandiosas como o Credit Suisse são uma metonímia do mercado. Não é apenas uma figura de linguagem. É o que as define como “risco sistêmico”, grandes demais para falir. Se algo está errado com elas, é porque existe algo tóxico no sistema inteiro.
Nenhuma outra ocorrência seria tão capaz de virar rapidamente o rumo dos juros, no Brasil e no mundo, quanto a perspectiva de uma crise financeira global
Por aqui, o cenário macroeconômico é particularmente complexo. Lá fora, o ambiente está cada vez mais nebuloso.
As principais decisões dos formuladores de política econômica precisam ser tomadas sobre o improviso do palco, em contextos que escapam ao script do livro-texto
Ao forçar a queda de juro com discursos inflamados, antecipar a regra fiscal para antes do Copom e cobrar politicamente um gesto público de Roberto Campos Neto, o governo Lula colhe mais juro, mais dólar e mais expectativa de inflação.
Estamos há anos debatendo a questão fiscal, uma preocupação insuperável. Talvez seja o caso de vasculharmos cases capazes de andar bem a despeito das discussões fiscais, do que propriamente esperar por Godot.
Leitura sobre investimentos não precisa ser maçante. Eis uma lista com cinco livros prazerosos sobre o tema para você ter na sua coleção
Para Rodolfo Amstalden, o desejo de controle é o grande mal ideológico; e se o mercado deveria deixar o presidente trabalhar, este deveria deixar o mercado trabalhar também
“Americanas” virou termo maculado, talvez para sempre – sinônimo de coisa ruim, fraude contábil e, ainda pior, medo de desdobramentos sistêmicos. Seu quase homônimo “Americanah” continua representando um deleite literário, rico em emoções e lições de vida.
Contra a responsabilidade fiscal, contra o Banco Central, contra a Eletrobras privatizada, contra tudo e contra todos, Lula não tem conseguido ficar a favor de si mesmo neste início de mandato
Se insistirmos na convergência acelerada da inflação em 3%, possivelmente mergulharemos o país numa recessão, com o risco real de uma grave crise de crédito e quebradeira no meio do caminho
No mercado acionário, as relações de troca são orientadas por distribuições de probabilidade que, naturalmente, contêm erros
O Ibovespa subiu 4,69% em 2022, por exemplo. Não bateu o CDI, mas foi um desempenho bastante razoável se julgarmos a indisposição geral a risco no ano, quando o portfólio 60/40 teve sua sétima pior performance desde 1900, de acordo com a Goldman Sachs
Nos últimos 12 meses, debatemos apenas política e fiscal. Quando podemos voltar a falar de empresas, a Americanas vira tema dominante
O 3G resolveu falar sobre Americanas e emitiu um comunicado protocolar. Estamos falando de possivelmente as maiores referências do capitalismo moderno brasileiro
Partindo de uma dotação inicial de R$ 180 bilhões, qual seria uma função utilidade que lhe faria disposto a gastar R$ 20 bilhões para preservar sua reputação?
Os eventos microeconômicos passam a demonstrar maior protagonismo: e o caos na Lojas Americanas evidencia isso, no maior caso de inconsistência contábil que se tem notícia no mercado de capitais brasileiro
Convidar o gestor do fundo de melhor performance do ano passado para opinar sobre 2023 equivale a perguntar para o ganhador da Mega da Virada em quais números devo apostar para o próximo final de semana
O cargo de ministro da Fazenda no Brasil não é fácil e, para Haddad, que tende a ser sucessor de Lula, pode ser um problema