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Analistas ainda tentam determinar os efeitos do incidente ocorrido no final de semana sobre o petróleo
Os ativos financeiros globais voltam a iniciar o dia sob o impacto dos ataques ocorridos no fim de semana contra as instalações sauditas de petróleo enquanto analistas ainda tentam determinar se os efeitos da ação reivindicada por rebeldes iemenitas sobre a produção da commodity representam um choque de médio ou longo prazo ou se serão contornados em breve.
Metade da produção saudita de petróleo foi interrompida por causa dos ataques de sábado. Isto representa uma queda de mais de 5% da produção mundial de petróleo. O governo saudita assegura que “em breve” um terço da produção afetada estará normalizada, mas especialistas advertem que o pleno restabelecimento deve ocorrer somente dentro de algumas semanas, talvez meses.
Enquanto não houver clareza sobre o real impacto dos ataques, especialmente os geopolíticos, a tendência é de que a volatilidade persista. Se ontem o preço do barril de petróleo atingiu a maior alta já registrada em apenas um dia, os mercados abriram hoje com uma discreta devolução dos ganhos da véspera.
Por aqui, analistas advertem que a situação deve se transformar em um teste para a política de preços da Petrobras, que desde o governo Michel Temer repassa para o mercado interno de combustíveis o peso das oscilações do câmbio e do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais.
Lembrando que há apenas alguns dias, o preço do óleo diesel foi reajustado em mais de 30% nas refinarias e que até pouco tempo atrás a economia ainda sentia os efeitos da greve de caminhoneiros de maio do ano passado.
Às vésperas da reunião de política monetária do Federal Reserve Bank dos Estados Unidos (Fed), os ataques levaram mais analistas a passarem a considerar a possibilidade de o banco central norte-americano adiar um esperado corte na taxa básica de juro.
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Outro aspecto levado em consideração pelos especialistas é a retomada das negociações entre Estados Unidos e China para contornar a guerra comercial, que figura como uma das principais preocupações da autoridade monetária norte-americana.
Ainda assim, a aposta majoritária entre os investidores é de que, mesmo a contragosto, o Fed anunciará amanhã um corte de 0,25 ponto porcentual (pp) em sua taxa de referência.
Por aqui, às vésperas da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil (BCB), agentes do mercado financeiro seguem apostando firme em um novo corte de 0,50 pp na taxa Selic, levando-a a um novo piso histórico (5,50% ao ano).
Há quem veja no corte da Selic uma espécie de panaceia para os males do País, mas é crescente a percepção de que a queda na taxa básica de juro na atual situação pouco ou pode fazer pela economia real, especialmente com o dólar consistentemente acima dos R$ 4,00.
Com isso, os contratos futuros de juros (DI) devem seguir se ajustando para baixo, descoladas da volatilidade esperada no câmbio e no Ibovespa.
O fato é que não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, os agentes dos mercados financeiros acreditam que somente uma rodada de alívio monetário em grande escala será capaz de conter a desaceleração econômica global.
Hoje, a recusa do banco central chinês (PBoC) em cortar sua taxa de juro de médio prazo e a desvalorização no câmbio oficial ajudaram a derrubar os preços das ações nos mercados da China, de Hong Kong e da maior parte da Ásia. Lembrando que os bancos central do Japão e da Inglaterra fecharão na quinta-feira uma semana com decisões de política monetária em todos os cantos do mundo.
Na Europa, as bolsas de valores abriram sem direção clara, oscilando dentro de margens estreitas, enquanto os índices futuros de Nova York sinalizavam queda nos preços dos ativos.
No mundo dos indicadores, atenção para os dados da produção industrial norte-americana em agosto, a serem divulgados pelo Fed às 10h15.
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