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Presidente usa redes sociais para dizer, também, que Dilma cortou R$ 10 bilhões da Educação e quem participou das manifestações foi usado como massa de manobra pelo bando do “Lula livre”
O presidente Jair Bolsonaro já chamou os manifestantes que foram às ruas, na última quarta-feira, contra o contingenciamento de gastos na Educação de “idiotas úteis” e “imbecis” e agora volta a defender seu ponto de vista falando que quem não entende a lógica do contingenciamento é um “abutre” e que as pessoas que protestaram foram usadas como massa de manobra pelo bando do “Lula livre”.
O presidente postou uma sequência de mensagens no seu “Twitter” atacando a “herança dos rombos causados pelo desgoverno do PT” e que seu governo tem trabalhado para manter, na medida do possível, a destinação dos recursos para áreas essenciais, mas que existe uma realidade e não podemos extrapolá-la.
A sequência de mensagem abre falando que a ex-presidente Dilma Rousseff cortou R$ 10 bilhões da Educação e doou R$ 50 bilhões para países amigos, sendo alguns deles ditaduras. “Quem participou dessa última manifestação e não tinha conhecimento disso eu lamento, mas foram usados como massa de manobra pelo bando do "Lula livre."
Dilma cortou 10 bilhões da Educação e doou 50 bilhões para países amigos (algumas ditaduras). Quem participou dessa última manifestação e não tinha conhecimento disso eu lamento, mas foram usados como massa de manobra pelo bando do "Lula livre." pic.twitter.com/W3GAkYc6Os
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 17, 2019
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Depois, o presidente diz que: “há somente dois caminhos para evitar contingenciamento de gastos: ou imprime dinheiro e gera inflação, ou comete-se crime de responsabilidade fiscal. Quem finge não entender essa lógica age como um abutre, aguardando ansiosamente pelo mal do Brasil para no fim se alimentar dele”.
Há somente dois caminhos para evitar contingenciamento de gastos: ou imprime dinheiro e gera inflação, ou comete-se crime de responsabilidade fiscal. Quem finge não entender essa lógica age como um abutre, aguardando ansiosamente pelo mal do Brasil para no fim se alimentar dele.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 17, 2019
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Ainda segundo o presidente, nosso momento atual serve para mostrar quão grave são as consequências de “um governo socialista, populista e completamente corrupto. Não há responsabilidade com o futuro do Brasil, mas apenas com seus propósitos ideológicos”.
Nosso presente serve para mostrar quão grave são as consequências de um governo socialista, populista e completamente corrupto. Não há responsabilidade com o futuro do Brasil, mas apenas com seus propósitos ideológicos. A conta sempre chega e os efeitos são sentidos por anos.
— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) May 17, 2019
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As manifestações que correram na quarta-feira foram o primeiro “grito das ruas” contra o Bolsonaro e ilustram como a falta de cuidado com a comunicação de ações de governo pode gerar desgastes desnecessários.
Contingenciamentos orçamentários têm ocorrido ano após ano dado o cenário de baixo crescimento econômico, mas sem grandes consequências políticas.
O caso atual parece ter saído do controle, por assim dizer, quando o ministro da Educação, Abraham Weintraub, falou que cortaria verbas de universidades que promovem “balbúrdia”, transformando assim um problema orçamentário em bandeira político/ideológica.
Foi atiçada, assim, uma base organizada e mobilizada que ganhou adesão de outros segmentos que não necessariamente são da turma “Lula livre”, que de fato estava presente, mas que também estão insatisfeitos com o governo.
O risco de manter a estratégia de carimbar todo o movimento como sendo “Lula livre” é perder o contato com os eleitores “menos fiéis”, ou de visão menos ideológica que também ajudaram a eleger o presidente.
Essa estratégia de comunicação de Bolsonaro, de manter a sua base mais próxima aguerrida, é correta, mas ele não precisa agredir ou desmerecer demais aliados para fazer isso, como comentamos em outras ocasiões (textos abaixo).
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