O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A avaliação é de Murilo Hidalgo, diretor do instituto Paraná Pesquisas. Ele não hesita ao ser questionado: o candidato do PSL será eleito presidente da República amanhã. E diz que o “Posto Ipiranga” do capitão passa a ser a pessoa mais importante do país a partir de segunda-feira. Veja por quê
Com Jair Bolsonaro praticamente com os dois pés na rampa do Palácio do Planalto, os rumos do país a partir de segunda-feira passarão pelo seu "Posto Ipiranga". Ou melhor, por Paulo Guedes, o economista que se tornou o fiador da candidatura do capitão perante o mercado. A avaliação é de Murilo Hidalgo, diretor do instituto Paraná Pesquisas.
Conversei com Hidalgo logo depois da divulgação da pesquisa encomendada ao instituto pela Empiricus e pela revista Crusoé. O levantamento mostrou o candidato do PSL com 60,6% dos votos válidos, contra 39,4% do petista Fernando Haddad.
O diretor do Paraná Pesquisas não hesita ao ser questionado: Jair Bolsonaro será eleito presidente da República amanhã. E se vale da mesma expressão do concorrente Ibope ao dizer que só um “tsunami” seria capaz de mudar o quadro eleitoral.
A presença de Guedes na campanha foi peça importante para consolidar o nome do candidato, e não só no mercado ou entre os chamados formadores de opinião. “A desconfiança que havia em parte da população sobre a capacidade de gestão de Bolsonaro foi resolvida com a figura do Paulo Guedes”, diz Hidalgo.
Como o próprio capitão em vários momentos delegou a responsabilidade sobre as decisões na economia a seu assessor, é para ele que se voltarão as atenções assim que a vitória do candidato do PSL for confirmada.
“Depois da eleição, Paulo Guedes passa a ser a pessoa mais importante do país”, afirma Hidalgo.
Leia Também
Por isso mesmo, a relação entre o provável presidente e o futuro ministro é outro fator que será acompanhado de perto. Durante a campanha, o candidato do PSL desautorizou declarações dadas pelo economista sobre a possível criação de um imposto sobre transações financeiras nos moldes da finada CPMF.
Mais recentemente, Bolsonaro se posicionou contra a privatização da Eletrobras e defendeu uma reforma mais branda da Previdência, o que também contraria a visão de Paulo Guedes.
“Qualquer problema entre os dois depois da eleição não será apenas uma crise de campanha, mas uma crise institucional”, diz Hidalgo.

Apesar de todo o barulho da campanha no segundo turno, a intenção de votos de ambos os candidatos praticamente não oscilou em relação ao levantamento anterior do instituto, realizado entre os dias 14 e 17 de outubro.
“O segundo turno deve acabar como começou. Hoje, 92% dos eleitores de Bolsonaro e 88% dos de Haddad não mudam mais o voto”, afirma o diretor do instituto.
Para ele, um fator que poderia mexer nas intenções de voto na última hora não esteve presente nesta eleição, que foi o debate na Rede Globo.
O que deve mudar em relação aos números apresentados pelas pesquisas e do das urnas é o nível de abstenção nas eleições amanhã, segundo Hidalgo.
Eu o questionei sobre a diferença apresentada no levantamento do Paraná Pesquisas com o apresentado pelo Datafolha, que apontou uma redução na diferença entre Bolsonaro e Haddad.
Hidalgo me disse que não se trata de uma questão de certo ou errado e que cada pesquisa é um retrato do momento em que foi coletada. Ele dá como exemplo o caso da cidade de São Paulo, em que as três pesquisas - Datafolha, Ibope e Paraná - mostram posições diferentes entre os candidatos à presidência.
O grande divisor de águas que pode definir a vitória amanhã de Bolsonaro nas urnas foi a facada que ele levou no início de setembro, segundo Hidalgo.
O atentado acabou blindando o candidato contra ataques dos adversários, principalmente o tucano Geraldo Alckmin.
“Costumo dizer que a facada física foi em Bolsonaro, mas a facada eleitoral foi no Alckmin.”
Ao mesmo tempo, o ataque preservou o capitão de uma maior exposição que poderia levar a um desgaste da candidatura, inclusive as contradições do discurso dele com as ideias de Paulo Guedes.
Se o PSDB e o presidente Michel Temer aparecem como grandes derrotados nas eleições, o mesmo não se pode dizer do PT, na avaliação do diretor do Paraná Pesquisas.
Com 57 deputados federais eleitos e uma expectativa de obter pelo menos 40% dos votos na eleição presidencial, o partido se consolida desde a largada como principal força de oposição.
“Se o Bolsonaro for mal, o país cai no colo no PT novamente”, afirma Hidalgo.
Até o momento, não há notícias de brasileiros entre as possíveis vítimas dos ataques dos EUA ao país vizinho
Em entrevista à agência Reuters, o senador falou em corte de gastos, privatizações e governo “enxuto”
Previdência e seguro‑desemprego têm redução, enquanto emendas somam R$ 61 bilhões em ano eleitoral; texto vai ao plenário e pode ser votado ainda nesta sexta-feira (19)
Ministro afirma que não será candidato, mas prevê saída do cargo até fevereiro para colaborar com a reeleição de Lula
Durante evento nesta quinta-feira (11), promovido pelo Itaú Asset Management, Thomas Wu e Felipe Seligman dizem que o petista é o favorito, mas enfrenta alta rejeição e dilemas econômicos e geopolíticos que podem redefinir o futuro do Brasil
A ministra do Planejamento e Orçamento defendeu em evento da Febraban que o governo quer cortar “gastos ruins”, mas sofre com a resistência de grandes setores
STF tem maioria contra revisão da vida toda, do INSS; impacto da medida alivia até R$ 480 bilhões para as contas públicas
Segundo Moraes, convocação de apoiadores “disfarçada de vigília” indica a repetição do modus operandi da organização criminosa no sentido da utilização de manifestações populares criminosas, com o objetivo de conseguir vantagens pessoais
Ao decretar a prisão de Bolsonaro, Alexandre de Moraes argumentou que “foram adotadas todas a medidas possíveis para a manutenção da prisão domiciliar” do ex-presidente
Documento de identidade e caneta esferográfica preta são itens obrigatórios, e há itens de vestuário que são proibidos
Ex-ministro da Economia acredita que o mundo vive um novo momento de desordem em que os conservadores estão à frente das mudanças
Em visita à Indonésia, Lula confirmou que pretende disputar um quarto mandato; pesquisas mostram o petista na liderança das intenções de voto
Levantamento feito pelo Datafolha pressiona governo por definição clara antes da COP30, enquanto Petrobras aguarda liberação do Ibama
Com a decisão, Barroso encerrará um ciclo de 12 anos no STF
Levantamento Genial/Quaest indica resistência à nova candidatura do presidente, enquanto eleitorado bolsonarista se divide sobre o futuro político do ex-presidente
Deputados retiraram a votação do texto da pauta e, com isso, a medida provisória perde a validade nesta quarta-feira (8)
Aprovação sobe a 48%, impulsionada por percepção positiva da postura do governo diante de tarifas impostas por Trump
Medida provisória 1.303/25 é aprovada por comissão mista do Congresso e agora segue para ser votada nos plenários da Câmara e do Senado
Telefonema de 30 minutos nesta segunda-feira (6) é o primeiro contato direto entre os líderes depois do tarifaço e aumenta expectativa sobre negociações
Alexandre Pires, professor de relações internacionais e economia do Ibmec, analisa os efeitos políticos e econômicos de um possível encontro entre os dois presidentes