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2019-09-05T10:12:52+00:00
Eduardo Campos
Eduardo Campos
Jornalista formado pela Universidade Metodista de São Paulo e Master In Business Economics (Ceabe) pela FGV. Cobre mercado financeiro desde 2003, com passagens pelo InvestNews/Gazeta Mercantil e Valor Econômico cobrindo mercados de juros, câmbio e bolsa de valores. Há 6 anos em Brasília, cobre Banco Central e Ministério da Fazenda.
Guedes ganhou mais uma?

Bolsonaro defende teto de gastos e redução de despesas

Mensagem do presidente pode ser vista como uma vitória do núcleo econômico do governo, após manifestações dos grupos político e militar

5 de setembro de 2019
10:12
Bolsonaro e Paulo Guedes
Presidente Jair Bolsonaro e ministro da Economia, Paulo Guedes. - Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Por ora, o time da economia parece ter vencido mais uma queda de braço contra a turma da política. Em disputa, o incompreendido teto de gastos, medida que limita o crescimento das despesas públicas à inflação, e tem se mostrado fundamental para o controle da inflação e queda da Selic para mínimas históricas

Logo cedo, nesta quinta-feira, o presidente Jair Bolsonaro foi ao seu “Twitter” para dizer o seguinte:

Com a afirmação, esvazia-se uma escalada que aconteceu ontem, depois que Jair Bolsonaro disse que apoiaria alterações na regra para não faltar luz nos quartéis. O presidente era questionado sobre notícia do “Estadão” falando que as alas políticas e militares defendiam mudanças. O próprio presidente já tinha tido que isso poderia atrapalhar seus planos de reeleição.

Ainda ontem, em uma nova rodada, o porta-voz da Presidência, general Otávio Rêgo Barros, reafirmou que Bolsonaro defendia sim alterações no teto. Movimento pouco compreendido, pois a fala do porta-voz aconteceu pouco depois de Bolsonaro deixar o Ministério da Economia, onde esteve reunido com Paulo Guedes.

Essa última fala do porta-voz é que elevou a temperatura do debate e, não por acaso, o tema foi destaques nos jornais de hoje.

Ontem, discutimos os riscos que uma alteração do teto poderia causar e usamos o exemplo da Argentina para mostrar a capacidade destrutiva das reversões de expectativas. O ponto não é rever regras que não estejam funcionando bem, mas sim a sinalização que se passa. Um aceno de afrouxamento no controle das despesas visando eleições poderia colocar por terra os ganhos no combate à inflação e queda de juros.

Embates naturais

Tendemos a ver o governo como um monolito, uma coisa só, mas não é bem assim. São diferentes alas disputando poder e influência. No governo Bolsonaro podemos identificar alguns núcleos e temos o presidente como arbitrador, ou técnico do time, como ele mesmo diz.

O núcleo econômico, liderado por Paulo Guedes, a ala política, com Onyx Lorenzoni, os militares, os responsáveis pela agenda de costumes e o ministro da Justiça, Sergio Moro.

Embates acontecem, mas o presidente tem mostrado alguma habilidade em alinhar interesses díspares. No campo econômico, Guedes tem levado vantagem, basta lembrar que possível controle de preço de combustíveis não voltou mais para a pauta e o presidente já não descarta eventual privatização da Petrobras.

A dúvida que fica é o que Guedes teria tido a Bolsonaro para convencê-lo da importância to teto de gastos. Será que ele usou o argumento da Argentina? Vale lembrar que o próprio Guedes já disse que a eleição do Bolsonaro impediu que o Brasil virasse uma Venezuela, mas não garantiu o país não vire a Argentina.

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