Menu
2019-06-07T18:53:15+00:00
Fernando Pivetti
Fernando Pivetti
Jornalista formado pela Universidade de São Paulo (USP). Foi repórter setorista de Banco Central no Poder360, em Brasília, redator no site EXAME e colaborou com o blog de investimentos Arena do Pavini.
Mexendo no vespeiro

Bolsa azeda com informações sobre mudanças no teto de gastos; governo Bolsonaro desmente

De acordo com fontes próximas ao tema, as mudanças seriam implementadas após a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso

5 de junho de 2019
17:24 - atualizado às 18:53
Paulo Guedes
Paulo Guedes - Imagem: Jefferson Rudy/Agência Senado

Uma bomba foi armada em Brasília e os investidores ligaram o alerta vermelho para a possibilidade dela explodir. Membros do governo Jair Bolsonaro estariam discutindo medidas que flexibilizam a regra do teto de gastos públicos para ganhar um "respiro fiscal". A informação foi divulgada pela Bloomberg, que ouviu quatro fontes com conhecimento direto no assunto.

Ainda segundo a Bloomberg, as mudanças seriam implementadas após a aprovação da reforma da Previdência pelo Congresso Nacional. A proposta que está na mesa exclui os investimentos do teto, liberando o governo para injetar dinheiro e reativar os incentivos

O assunto é espinhoso e mexe com uma série de fatores relacionados à confiança do mercado na economia brasileira. Tanto é que o governo vem debatendo o tema da forma mais cautelosa possível, tentando evitar reações no mercado.

Mas parece que a cautela não bastou: a bolsa acentuou a queda na tarde desta quarta-feira (5) após os investidores receberem a informação. No fechamento do pregão, o Ibovespa apresentava perdas de 1,42%, aos 95.998 pontos.

Herança de Temer

A implantação do teto de gastos foi uma medida deixada pelo ex-presidente Michel Temer e desde 2016 busca controlar a evolução dos gastos públicos e, por consequência, da dívida do governo.

Considerada por muitos a base que sustenta uma ruptura definitiva da nossa economia, dando tempo para que o governo desenhe um ajuste fiscal, o teto também apresenta polêmicas. De acordo com a Bloomberg, a medida estaria impondo um aperto fiscal que limita os investimentos públicos, fator que se tornou combustível para as discussões sobre as mudanças na regra.

Para um integrante do governo ouvido pela agência de notícias, a exclusão dos investimentos da regra poderia ajudar o Brasil a se recuperar economicamente após anos de recessão e crescimento baixo.

Não estamos de acordo

A Bloomberg também afirma que a mudança no teto de gastos não é consenso dentro do governo e há quem seja contra qualquer alteração. Para alguns membros, qualquer alteração poderia ser interpretada pelo mercado como uma marcha ré na agenda liberal proposta pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Já o apoio para liberação dos gastos estaria vindo sobretudo do setor político da Presidência da República.

Governo: "nego tudo"

Em resposta às informações publicadas, o Ministério da Economia afirmou que não encaminhará qualquer mudança na Lei do Teto dos Gastos para excluir investimentos do limite de despesas.

De acordo com comunicado da pasta, "o ministério reitera a importância do controle dos gastos públicos para que o país volte a ter equilíbrio nas contas públicas. Com saúde financeira, o Brasil poderá aumentar o investimento público e privado e crescer de forma consistente por vários anos seguidos".

Embora a nota oficial fale em "Lei do Teto de Gastos", trata-se de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), no caso a PEC 95, promulgada em dezembro de 2016.

*Com informações da Bloomberg.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
INVISTA COMO UM MILIONÁRIO

Sirva-se no banquete de investimentos dos ricaços

Você sabe como ter acesso aos craques que montam as carteiras dos ricaços com aplicações mínimas de R$ 30? A Pi nasceu para colocar esses bons investimentos ao seu alcance

Seu Dinheiro na sua noite

Insiste em zero a zero e eu quero um a um

Você disse que não sabe se não. Mas também não tem certeza que sim. Se Djavan fosse um analista de mercado, representaria o sentimento dos investidores sobre o que vai acontecer com as taxas de juros no país. Para muita gente, não é mais uma questão de “se”, mas de “quando” a Selic vai cair. […]

Tá liberado!

Governo amplia setores autorizados a trabalhar aos domingos e feriados

A partir de hoje, 78 setores estão autorizados a funcionar nesses dias. Entre os novos segmentos está o comércio em geral

Agora vai?

Leilão de ativos da Avianca Brasil acontecerá no dia 10 de julho

Colegiado de desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo liberou a decisão sobre a na manhã de ontem

Preenchendo a vaga

À espera de aprovação do nome de Montezano, BNDES nomeia presidente interino

Nome do atual diretor de finanças da instituição, José Flávio Ferreira Ramos, foi indicado para ocupar o posto provisoriamente

O rombo em forma de dados

Mansueto: dos 26 Estados mais DF, 14 gastam acima do limite de 60% com pessoal

Percentual abordado pelo secretário o Tesouro Nacional foi estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal

Olha eles aí outra vez

Deputados favoráveis à reforma da Previdência defendem volta da capitalização e de Estados

Sessão para debates sobre o relatório na comissão especial da reforma da Previdência na Câmara contou com várias defesas dos pontos retirados

negócio fechado

Embraer assina cooperação estratégica com a Elta para desenvolver P600 AEW

Com o acordo, as duas empresas criam um novo segmento de mercado, o de AEW; aeronave de última geração foi concebida para atuar em um novo segmento do mercado

acelerou! (um pouquinho)

Preço médio dos imóveis residenciais sobe 0,29% em maio em 10 capitais, diz associação

A Abecip avaliou, em nota, que as altas nos preços dos imóveis residenciais na maioria das capitais ainda não resultam em uma recomposição dos valores dos imóveis em termos reais.

temos um impasse

Virtualmente demitido, presidente dos Correios diz que só deixa o cargo com pedido formal

Bolsonaro disse na última sexta-feira que demitiria o presidente dos Correios pelo comportamento “sindicalista”; mas ele não deixou o cargo: ontem foi trabalhar normalmente e disse, em palestra, que só sai com formalização da demissão

Blog da Angela

Nativos e gringos soltam o verbo e mercados comemoram

Discurso afinado de relator sobre capitalização na Previdência anima; Draghi levanta a bola e Trump corta com categoria – para o Federal Reserve

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements