Pizzeria da Michele, de ‘Comer, Rezar e Amar’, chega a São Paulo com a autêntica pizza napolitana
Pizzaria se popularizou mundialmente após aparecer no filme lançado em 2010; saiba o que esperar da sua primeira unidade no Brasil

“Estou apaixonada. Eu estou em um relacionamento com a minha pizza”. É isso que diz a personagem de Julia Roberts no filme Comer, Rezar e Amar (2010), ao comer uma pizza de margherita na tradicional L'Antica Pizzeria da Michele.
Fundada por Michele Condurro em 1906, em Nápoles, a pizzaria carrega uma herança que começa décadas antes: desde 1870, a família Condurro já formava uma linhagem de mestres pizzaiolos.
Não por acaso, a Pizzeria da Michele se tornou popular entre os napolitanos, operando por décadas com apenas dois sabores no cardápio: Margherita e Marinara. Com o tempo, a casa ampliou a oferta para quatro, com a inclusão da Cosacca e da Marita. A projeção global só veio depois, quando o local apareceu no filme de Julia Roberts. O sucesso foi tanto que, em 2012, o pequeno negócio familiar iniciou um plano de expansão global.
E vem dando certo. Hoje, a Pizzeria da Michele está presente em cidades italianas como Roma, Bolonha e Milão, e fora do país de origem, em metrópoles como Londres, Nova York, Dubai e Singapura. E em abril de 2026, ela acaba de chegar no Brasil, com sua primeira unidade em São Paulo (e 80ª no mundo).

Em soft opening desde 23 de março, a Pizzeria da Michele já está aberta para o público geral.
O responsável pela empreitada foi Frédéric Renaut, restauranteur que também trouxe o Les Deux Magots para a capital paulista. As negociações, porém, não foram simples: levaram cerca de cinco anos até que Francesco de Luca, CEO da companhia e mestre pizzaiolo da quinta geração da família Condurro, aprovasse a chegada Da Michele a cidade.
Leia Também
Por que trazer a Pizzeria da Michele para São Paulo?
A resposta de Frédéric não poderia ser diferente: “por aqui, as pessoas amam pizza”. Não por acaso, a cidade recebe o título de “Capital Nacional da Pizza”, concentrando 12% das pizzarias do país, com 4.896 unidades, segundo a Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra).
Embora a concorrência seja grande, a Pizzeria da Michele tem um diferencial: seus 156 anos de experiência.
“Há muitas pizzarias em São Paulo. Mas aqui, você não está comendo só uma pizza. É mais que isso: é uma história. E ao comer aqui, o cliente passa a fazer parte dela”, disse Francesco De Luca, CEO da companhia, em entrevista ao Seu Dinheiro. “Não queremos ser os melhores, queremos ser diferentes.”

A proposta não se limita à pizza
Aberta todos os dias do meio-dia à meia noite, o estabelecimento incorpora um hábito típico italiano: o consumo de pizza ao longo de todo o dia, seja no jantar ou no almoço.
Para quem busca outras opções, o cardápio inclui ainda massas, carnes e peixes, como já ocorre nas unidades fora de Nápoles.

Pizzeria da Michele no Brasil: o que muda (e o que não muda) da sua sede?
Localizada na esquina entre a Avenida Rebouças com a Rua Cônego Eugênio Leite, a unidade paulista da Pizzeria da Michele aposta na simplicidade de sabores e na qualidade dos ingredientes, permitindo a experiência de comer a legítima pizza napolitana sem sair do Brasil.
Para garantir o padrão original da pizza, a receita é seguida à risca em cada etapa do processo. “Utilizamos os mesmos ingredientes, mesmos métodos e mesmas máquinas da sede de Nápoles”, reforça Frederic Renaut.
Portanto, o sabor da pizza de São Paulo é provavelmente idêntico ao da unidade de Nápoles. Por outro lado, os ambientes são bem diferentes.
Na Via Cesare Sersale 1, endereço ocupado pela matriz desde 1930, o salão é simples, com mesas compartilhadas e um clima informal, marcado pela alta rotatividade. Já em São Paulo, a casa ganha uma leitura mais sofisticada no bairro de Pinheiros, com uma proposta de serviço mais estruturada.

Além disso, por aqui, o cardápio oferece os seis sabores de pizza além das quatro tradicionais, como Bufalina e Cogumelos Trufados. Os preços variam entre R$ 104 e R$ 134.
Pensada para ser consumida de forma individual, a redonda napolitana é leve e com massa fina (mas no Brasil, ninguém ficará ofendido caso deseje compartilhar).
Pensando em conhecer a da Michele? Confira as dicas do CEO
Você pode até comer a comer a pizza napolitana com garfo e faca, mas segundo Francesco De Luca, a forma mais prática de fazê-lo é com as mãos.
Como? Basta retirar uma fatia (com as mãos), dobrar levemente as bordas laterais em direção ao centro e unir as pontas, formando uma espécie de “canoa” que facilita segurar e evita que o recheio escorra.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, Franscesco também revelou seu sabor favorito de pizza: a clássica Margherita. E para quem pretende conhecer a casa, seu conselho é simples: ir sem pressa e “aproveitar a experiência, que é completamente diferente".

Serviço: L'Antica Pizzeria da Michele
Rua Cônego Eugênio Leite, 359 – Pinheiros
Aberto todos os dias, das 12h às 00h.
ESTRELA COUNTRY
Da casa humilde no Tennessee à fortuna de US$ 450 milhões: a carreira de Dolly Parton em números
26 de agosto de 2026 - 13:30O ATALHO DO CNPJ
As picapes de meio milhão e o hack tributário da alta renda
26 de agosto de 2026 - 8:16UMA NOITE NO MUSEU
Quanto custa uma noite no ‘Met Gala brasileiro’? Festa do MASP terá atração internacional e quer arrecadar R$ 5 milhões
25 de agosto de 2026 - 18:33WEARABLES
Oura Ring: o que é e como funciona o anel inteligente que mede seu sono e pode levar fabricante a valer R$ 82 bilhões
25 de agosto de 2026 - 14:30BRASÍLIA COM ASSINATURA
Com menu secreto, Paulo Tarso comanda um dos restaurantes mais autorais de Brasília: “A gastronomia me encontrou”
25 de agosto de 2026 - 8:16TCHAU!
Häagen-Dazs deixa o Brasil: a história por trás do sorvete premium que parece dinamarquês mas não é
24 de agosto de 2026 - 16:35RANKING
Brasil aparece no top 5 melhores países para estrangeiros morarem em 2026; veja ranking
24 de agosto de 2026 - 13:20VINHO PARA A PANELA
“Se eu não beberia, deveria cozinhar com ele?” Saiba como escolher vinho para preparar receitas de acordo com chef
24 de agosto de 2026 - 8:16COMO COMEÇAR?
Clube de Colecionadores: como começar a colecionar arte e qual o valor da obra seriada
23 de agosto de 2026 - 9:01MERCADO DE LUXO
Rolex, Cartier, Patek Philippe e mais: quanto custa montar a ‘coleção básica’ de relógios de um milionário
23 de agosto de 2026 - 8:30EXPANSÃO HOTELEIRA
Hotel Emiliano, 25 anos: CEO abre os próximos passos da marca que redesenhou a hospitalidade de luxo brasileira
22 de agosto de 2026 - 8:00TERROIR NO RADAR
Entre feiras e jantares, vinho é destaque em São Paulo, com 6 eventos dedicados à bebida
21 de agosto de 2026 - 16:01É DO BRASIL!
Chef brasileiro chega ao pódio na Copa do Mundo de Sushi 2026
21 de agosto de 2026 - 13:54FESTIVAL DE ROCK
Ainda dá tempo de ir ao Rock in Rio? Veja quanto custa viajar de última hora
21 de agosto de 2026 - 9:27SKINCARE DOS NEGÓCIOS
Da brincadeira no salão à expansão internacional: a trajetória de Roseli Siqueira, guru da beleza natural
21 de agosto de 2026 - 8:16BRAND EXPERIENCE
Leve e autoral: Alberto Landgraf detalha como criou novo menu do Terminal BTG Pactual
21 de agosto de 2026 - 6:45ENTRE VENEZA E TÓQUIO
R$ 1.500 e só 8 lugares: por dentro do novo “omakase italiano” do chef Matteo Panfilio no luxuoso Aman Venice
20 de agosto de 2026 - 10:00NU, MAS NÃO CRU
Churrascaria na Flórida aposta em experiência gastronômica sem roupas como atração mensal
20 de agosto de 2026 - 9:18OPORTUNIDADE
Ainda vale a pena viajar para o Japão? Veja quanto custa, quando ir e como aproveitar
20 de agosto de 2026 - 8:16NO ORANGE STATE