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Manex Silva, maior nome de esqui cross-country masculino do Brasil, fala sobre sua rotina de treinos, objetivos e expectativas para os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026
Foi dada a largada aos Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026. E, para o Brasil, a edição pode ser histórica. Isso porque, em sua 10ª participação, é a primeira vez que o país tem chances reais de conquistar o seu primeiro pódio, com 14 atletas, número recorde da delegação. O Seu Dinheiro conversou com um deles, Manex Salsamendi Silva, que abre a participação brasileira no esqui cross-country.
A modalidade, considerada uma das mais exigentes dos Jogos de Inverno, consiste em avançar longos percursos apenas com a força do próprio corpo, enfrentando subidas e descidas suaves.
Aos 23 anos, Manex é dono do melhor resultado do Brasil na história de esqui cross-country entre os homens, alcançando 81.36 pontos FIS na Copa do Mundo de Oberhof, neste janeiro de 2026.

“Eu quero mostrar que no cross-country existe chance de atingir um nível muito alto sendo brasileiro. Talvez ainda não para estar entre os 10 ou 20 melhores, mas mostrar que é um país que está evoluindo muito nos últimos anos no cross-country”, defendeu Manex.
Filho de pai espanhol e mãe brasileira, Manex nasceu no Rio Branco, capital do Acre. Mas sua estadia no Brasil durou pouco: com dois anos de idade, se mudou com a família para o País Basco, comunidade autônoma da Espanha.
Localizada próxima aos Pirineus, cordilheira que divide Espanha e França, o cenário acabou sendo ideal para Manex conhecer o esqui cross-country. “Eu sempre quis ser atleta, mas não sabia exatamente de qual esporte”, conta.
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Na infância, dividia-se entre corrida e andar de bicicleta, até que o esqui entrou de vez na sua rotina. Foi então que contactou a Federação Brasileira de Desportos na Neve e, a partir dali, começou a disputar provas a nível internacional.
Mesmo morando na Espanha até hoje, Manex mantém uma conexão forte com o Brasil. “Minha casa é como um pedaço do Brasil”, diz. O português falado em casa com sua mãe, a comida e a música brasileira ajudam a manter viva a identidade verde e amarela.

Em 2019, Manex competiu pela primeira vez no Mundial Júnior de esqui cross country. Na época, também se dividia entre o rollerski, adaptação do esqui cross-country para ruas e estradas, e chegou a competir na cidade paulista de São Carlos, onde acumulou dois títulos nacionais consecutivos.
Já a sua primeira experiência olímpica veio nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude de Lausanne 2020, quando terminou o sprint na 39ª colocação, como o melhor sul-americano da prova.
Dois anos depois, com apenas 19 anos, ele conquistou uma vaga para a sua primeira Olimpíada de Inverno: Pequim 2022.
Agora, chegou a vez de encarar mais um desafio: as Olimpíadas de Milão-Cortina 2026.

Se em Pequim 2022 tudo era novidade, em Milão-Cortina 2026 o cenário é diferente.
“Hoje, tenho muito mais experiência internacional. E competir na Itália, onde já esquiei várias vezes, faz diferença”, disse Manex em entrevista ao Seu Dinheiro.
De acordo com o esquiador, a meta para os Jogos deste ano é ficar dentro dos top 30 no sprint da modalidade, faixa que garante vaga nas fases finais das provas.
Representar o Brasil nos esportes de inverno, segundo ele, tem um valor simbólico. “O Brasil é um país muito grande, todo mundo conhece. Mas nos esportes de neve ainda existe preconceito com a bandeira”.
Para dar conta do objetivo, o atleta hispano-brasileiro vem trabalhando intensamente. E compartilha ao Seu Dinheiro a sua rotina de treinos. Confira:

Manex treina todos os dias. Pela manhã, o foco é esquiar. À tarde, a programação varia entre musculação (cerca de três vezes por semana) e corrida (de 30 a 40 minutos). A exceção é apenas em dias de longas viagens, usados para recuperação.
A alimentação também é estratégica. “Nos dias de descanso, tento comer um pouco menos. Em dias mais pesados, aumento a ingestão calórica. Antes das competições, a ideia é chegar com o máximo de energia possível”, explica.
O calendário de provas impõe uma rotina regrada. Um dia antes da competição é feito um reconhecimento de pista, para aquecer o corpo. Já o dia seguinte a disputa costuma ser mais leve, focado na recuperação.
Diante do peso simbólico de competir a nível global, o mental também precisa estar preparado. Nesse sentido, Manex diz não sentir tanta cobrança externa: a maior exigência é pessoal. Para lidar com isso, o atleta busca focar na sua performance. A colocação é uma consequência.
O Brasil nunca teve uma tradição sólida no esqui cross-country masculino: Manex é o primeiro a chegar mais longe na modalidade. Para o atleta, isso reflete o momento de consolidação do Brasil nos esportes de neve.
“O time brasileiro está crescendo e ficando cada vez mais competitivo. Hoje, existe chance de medalha nos Jogos em algumas modalidades, como skeleton (Nicole Silveira) e esqui alpino (Lucas Pinheiro Braathen). É bonito fazer parte desse processo de deixar de ser um país desconhecido na neve para se tornar cada dia mais relevante”, reflete.
Competindo pelo Brasil no esqui cross-country, se juntam a Manex Silva as atletas Bruna Moura (32 anos) e Eduarda Ribera (21 anos). Fique ligado na programação da modalidade:
5h15: Sprint Clássico Feminino (classificatória) | Atletas: Bruna Moura e Eduarda Ribera
5h55: Sprint clássico masculino (classificatória) | Atleta: Manex Silva
9h: 10 km feminino, técnica livre | Atletas: Bruna Moura e Eduarda Ribera
7h45: 10 km masculino, técnica livre Largada Intervalada | Atleta: Manex Silva
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